terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

parabéns vocês conseguiram...

Iêmen enfrenta crise de água

Um produtor de água, recentemente entrevistado pelo reuters, explica que mesmo com um poço de 400 metros de profundidade, eles não estão mais conseguindo extrair um volume considerável de água. O mesmo acontece nos outros poços com profundidade de 600 e 914 metros na capital montanhosa do Iêmen, Sanaa, mais água está sendo consumida do que produzida. Famílias reportaram que estão sem acesso à água por semanas. Sanaa á habitada por 2 milhões de pessoas e está crescendo rapidamente. Cientistas dizem que se essa tendência continuar, a cidade se tornará fantasma em 20 anos. Para piorar a situação, há evidências de que uma grande proporção desta falta de água seja culpa de uma “droga nacional”.

Em quase todos os 21 aquíferos do Iêmen, a água é retirada além da capacidade os impedindo de serem recarregados. A demanda é alta especialmente em cidades como Sanaa, localizadas em terras altas. Andrew Sahooly, um especialista em água alemão, disse em uma entrevista ao Reuters, que se continuar desta forma, Sanaa se tornará uma cidade fantasma em 20 anos”. Sahooly assim como outros cientistas prevê que milhões de “refugiados da água” terão que abandonar a cidade, e serão forçados a ir para seus vizinhos no golfo ou até para a Europa. Em outras palavras, o Iêmen está sofrendo completamente de uma crise de água.
Curiosamente, a raiz do problema vem de uma droga nacional. Um fraco narcótico obtido de folhas de uma planta do país, chamada de Qat, é imensamente popular no Iêmen – os homens a mascam durante grande parte do dia, até mesmo no trabalho. A droga é legal, e socialmente aceitável e também tem os mínimos efeitos narcóticos, mas é um dos principais responsáveis por secar o estoque nacional de água.
Cerca de 90% da água utilizada no País é destinada à agricultura. E um volume impressionante de 37% de toda essa água é utilizada no cultivo da planta que gera a droga. Os subsídios do governo encorajam o cultivo da planta, e a industria de Qat emprega milhares de pessoas. “É verdade que a qat utiliza muita água mas o Iêmen não pode viver sem ela” disse um comerciante de qat ao Reuters. Um outro afirmou que, “Nós dependemos do qat. Sem isso, o Iêmen é impossível. Que Deus nos ajude a achar mais água.”
Os governos do oeste temem que a instabilidade que uma grande crise de água além de ser devastadora para a população do Iêmen, a torne um grande alvo de recrutamento de grupos terroristas como o Al Qaeda.
Há 23 milhões de habitantes no Iêmen, e a tendência é que a população dobre nos próximos 20 anos. Se uma forma mais sustentável de gerenciar a água não for encontrada, a área deverá se tornar instável – conflitos violentos pela falta de água já começaram a acontecer em províncias do norte. Vamos torcer para que o Iêmen arranje uma forma melhor de manter a sua agricultura e também o aumento da população sedenta. Alguns estão pedindo que parem com os subsídios do qat, o que colocaria o país em uma crise econômica por muitas décadas.

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