quinta-feira, 20 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
PADRE CÍCERO E A ECOLOGIA
PRECEITOS
ECOLÓGICOS DE PADRE CÍCERO
1. -
Não derrube o mato nem mesmo um só pé de pau.
2. -
Não toque fogo no roçado nem na caatinga.
3. -
Não cace mais e deixe os bichos viverem.
4. -
Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para
se refazer.
5. -
Não plante em serra acima nem faça roçado em ladeira muito em pé; deixe o mato
protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza.
6. -
Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva. Represe os
riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta.
7. Represe
os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta.
8. -
Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore
qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só.
9. -
Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e a
jurema; elas podem ajudar a conviver com a seca.
10. Se
o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o
gado melhorando e o povo terá o que comer. Mas se não obedecer, dentro de pouco
tempo o sertão todo vai virar um deserto só.
domingo, 19 de agosto de 2012
INÍCIO PROJETO ECOGALERA
O projeto ecogalera está iniciando suas atividades na EMEIF ANTONIO SALES localizado no Bairro Rodolfo Teófilo abrigando alunos da Regional III em Fortaleza. veja primeira ação do Projeto.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
ORAÇÃO DA TRIBO SIOUX
Ó Grande Espírito, cuja voz ouço nos ventos, cujo sopro anima o mundo, ouça-me.
Sou pequeno e fraco, preciso de sua força e sabedoria.
Permita que eu caminhe na Beleza, e faça que meus olhos contemplem para sempre o vermelho e a púrpura do sol poente.
Faça com que minhas mãos respeitem todas as coisas que o Senhor criou.
Faça meus ouvidos aguçados para que eu ouça a sua voz.
Faça-me sábio para que eu possa entender tudo aquilo que o Senhor ensinou ao seu povo.
Permita que eu apreenda os ensinamentos que o Senhor escondeu em cada folha, em cada pedra.
Busco força, não para ser maior do que meu amigo, mas para lutar contra meu maior inimigo – eu mesmo.
Permita que eu esteja sempre pronto para ir até o Senhor de mãos limpas e olhar firme.
Assim, quando a minha vida estiver no ocaso, como o sol poente, que meu Espírito possa ir à sua presença, sem nenhuma vergonha.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
UM MOMENTO SOLIDÁRIO
ESPORTES 24/07/2012
TitaTavares, uma pequena notável
"É vergonhoso viver numa cidade onde cultuam-se ladrões, corruptos e desonestos "
NOTÍCIA0 COMENTÁRIOS
Não conheço Tita Tavares, mas sei dos seus feitos, da luta que travou para chegar onde chegou, das intermináveis batalhas, incompreensões e até discriminações, pois geralmente quando se é pobre e se chega aos píncaros da glória é preciso sim ter muito, muito talento.
Nos últimos dias vi o drama vivido pela grande campeã e o que mais me envergonha é que o Estado e a cidade que ela representou, que mostrou para o mundo, não a recompensaram como deveriam, não perguntaram sequer dos seus dilemas, seus problemas e como procurar uma solução para as dores que a mesma sentia. Fiquei triste ao saber que pessoas de sua rua ao invés de ajudar ficaram julgando suas doenças e dizendo coisas que nada tinham a ver com seu quadro de saúde.
Como já disse, não a conheço, mas sei que se pudesse já estaria aí dando-lhe a mão e pelo menos fazendo alguma coisa que os poderosos que aí estão não fazem. Sei que você tem feito muito pelo seu bairro, o Titanzinho, lugar de muita gente pobre e honesta que precisa de exemplos como o seu para erguer a cabeça e dizer que merece ser tratada como ser humano.
É vergonhoso viver numa cidade onde cultuam-se ladrões, corruptos e desonestos e onde não se faz nada por quem realmente merece. O que dói mais é que atletas, poetas, cantores, escritores e artífices de um realce de nosso Estado tenham de tragar o esquecimento e o não reconhecimento das autoridades. Talvez sequer saibam quem é Tita Tavares. Essa falta de respeito às pessoas e ao que elas representam tem a ver com a construção de uma sociedade pautada em desvalorização, falta de reconhecimento e, sobretudo, ocultação de valores.
Quero lhe dizer, Tita, que sua história enaltece um povo, sua vida merece ser objeto de estudo, de documentários, de valorização de todas as formas. Onde estão os que se aproveitaram politicamente de seu prestígio em um passado não muito longe? Por que a gente é assim? Por que não sabemos utilizar o sentido real da solidariedade e do respeito de alguns que se dizem cristãos?
Pessoas que se mobilizam pela abolição da maconha, pela liberdade sexual e de costumes pouco ou nada fazem pelos símbolos vivos de uma história que não se apaga. Ah, Tita se eu fosse político, se eu fosse alguma coisa nesta droga de vida com certeza estaria lhe ajudando, mas como não sou nada estou apenas exaltando você e pedindo que nossas autoridades tomem vergonha e façam alguma coisa por quem realmente merece.
Francisco Djacyr Silva de Souza
djacyrsouza@gmail.com
Professor
domingo, 22 de julho de 2012
EDITORIAL DO JORNAL HOJE EM DIA DISCUTE SEGURANÇA ALIMENTAR
22/07/2012 07:07 - Atualizado em 22/07/2012 07:07
A morte em nossa mesa
Editorial Hoje em Dia
O consumidor mineiro que tenta se alimentar de forma mais saudável, fugindo das frituras e outros alimentos que fazem mal à saúde, muitas vezes acabam saltando no fogo para fugir da frigideira – como no antigo provérbio –, quando passam a consumir mais frutas e verduras. É o que indica reportagem deste jornal, publicada nesse sábado (21), alertando sobre a elevada presença de agrotóxicos em alfaces, morangos, pimentões, tomates, chuchus e outros produtos agrícolas vendidos por feiras e supermercados de nossas cidades.
É um ataque sorrateiro à saúde da população, em que se aliam escassez de fiscalização do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), ignorância dos produtores das frutas e hortaliças que chegam às mesas dos mineiros, ganância e busca do lucro a qualquer preço. Só mesmo por ignorância, um produtor aplica em excesso um agrotóxico que lhe custa caro, na esperança de assim exterminar pragas mais resistentes e aumentar a produção.
Pode-se atribuir também à ignorância, quando não à má-fé, o emprego nas hortas e pomares de defensivos agrícolas proibidos para determinados usos. Por exemplo, um agrotóxico autorizado para o tomate sendo usado indevidamente na cultura de pepinos. A melhor maneira de combater a ignorância é a educação, e existem muitas entidades governamentais que deveriam estar cuidando disso no meio rural.
Mas há também casos em que venenos proibidos nos Estados Unidos e na Europa, onde é mais avançado o controle sanitário, estão sendo produzidos no Brasil por multinacionais e vendidos ao mercado interno. Nossa legislação é permissiva e nossas autoridades omissas, numa questão que deveria ser considerada prioritária para qualquer governo sério – a defesa da segurança alimentar da população.
O IMA alega ser impossível fiscalizar mais de 500 mil propriedades rurais espalhadas pelo território mineiro, com apenas 452 fiscais atuando em 54 postos de vistoria. O número reduzido de análises laboratoriais – foram realizadas apenas 185 durante todo o ano passado – reforça a suspeita de que a saúde dos mineiros está entregue às moscas. Nesses poucos exames, foram encontrados 26 produtos inadequados para o consumo. Num deles, a alface, 31% revelaram-se com excesso de agrotóxicos.
Os que consomem esses produtos estão se arriscando a sofrer distúrbios gastrointestinais, mal-estar, alterações na pele e fraqueza muscular. Ou, em casos mais graves, se expõem à paralisia, ao câncer e à morte.

quarta-feira, 18 de julho de 2012
UMA DISCUSSÃO PERTINENTE
Comentário publicado hoje no jornal DIÁRIO DO NORDESTE.
Sustentabilidade
Faz se urgente educação ambiental e construção de uma cidadania ativa onde todos tenham vez e voz. É preciso também que temas como Responsabilidade Social, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade não sejam apenas rotulações ou objeto de marketing. (Comentário sobre matéria publicada na editoria de Cidade, sob o título "Propaganda e protestos sujam pontos da Cidade")
Francisco Djacyr Silva de Souza
Fortaleza-CE
Sustentabilidade
Faz se urgente educação ambiental e construção de uma cidadania ativa onde todos tenham vez e voz. É preciso também que temas como Responsabilidade Social, Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade não sejam apenas rotulações ou objeto de marketing. (Comentário sobre matéria publicada na editoria de Cidade, sob o título "Propaganda e protestos sujam pontos da Cidade")
Francisco Djacyr Silva de Souza
Fortaleza-CE
sábado, 14 de julho de 2012
DIREITO DOS ANIMAIS
A
Declaração Universal dos Direitos dos Animais foi apresentada pela UNESCO em 15
de Outubro de 1978. No entanto, a mesma nunca foi aprovada e não tem qualquer
valor legal nem oficial, é apenas uma declaração de princípios.
PREÂMBULO
- Considerando que todo o animal possui direitos;
- Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;
- Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;
- Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;
- Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;
- Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais;
PROCLAMA-SE O SEGUINTE:
Artigo 1º
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.
Artigo 2º
1. Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
2. O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
3. Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.
Artigo 3º
1. Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis.
2. Se for necessário matar um animal, ele deve ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.
Artigo 4º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
2. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.
Artigo 5º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
2. Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.
Artigo 6º
1. Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
2. O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.
Artigo 7º
1. Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.
Artigo 8º
1. A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
2. As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.
Artigo 9º
1. Quando o animal é criado para alimentação, ele deve ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.
Artigo 10º
1. Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2. As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Artigo 11º
1. Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.
Artigo 12º
1. Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
2. A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.
Artigo 13º
1. O animal morto deve ser tratado com respeito.
2. As cenas de violência de que os animais são vítimas devem ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.
Artigo 14º
1. Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.
2. Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.
Artigo 2º
1. Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
2. O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
3. Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.
Artigo 3º
1. Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis.
2. Se for necessário matar um animal, ele deve ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.
Artigo 4º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
2. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.
Artigo 5º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
2. Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.
Artigo 6º
1. Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
2. O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.
Artigo 7º
1. Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.
Artigo 8º
1. A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
2. As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.
Artigo 9º
1. Quando o animal é criado para alimentação, ele deve ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.
Artigo 10º
1. Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2. As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Artigo 11º
1. Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.
Artigo 12º
1. Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
2. A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.
Artigo 13º
1. O animal morto deve ser tratado com respeito.
2. As cenas de violência de que os animais são vítimas devem ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.
Artigo 14º
1. Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.
2. Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
LIVRO FALA SOBRE AQUECIMENTO GLOBAL
No “Diário do Clima”, ela narra aventuras vividas em 14 países. O roteiro foi escolhido para mostrar os efeitos das mudanças climáticas.
A jornalista e escritora Sônia Bridi está em Santa Catarina para o lançamento de seu segundo livro, ‘Diário do clima – Efeitos do aquecimento global: um relato em cinco continentes’. Nesta nova obra, Sônia fala sobre os bastidores de uma série que produziu para o Fantástico de maio a outubro de 2010, junto com seu marido – o repórter cinematográfico Paulo Zero. O livro é um diário de viagem, em que a escritora mistura as aventuras vividas pelos dois com informações sobre as mudanças climáticas.
A história narrada na obra reúne detalhes e fatos curiosos sobre a viagem que incluiu 14 países com o objetivo de mostrar, na televisão, os efeitos das mudanças do clima no mundo. A ideia da série partiu da própria jornalista. “Na minha opinião, há duas coisas que vão mudar este século. Uma é a ascensão da China. Outra são as mudanças climáticas. Foi por isso que eu resolvi conhecer melhor este tema. Porque quando fazemos reportagens, nós nos propomos a aprender sobre um assunto. Foi pelo mesmo motivo que quis ser correspondente em Pequim”, afirma a autora.
Segundo Sônia, as mudanças climáticas devem determinar a forma como o mundo viverá nas próximas décadas. Ela percebeu isso com as paisagens que viu, os povos que conheceu e os diversos cientistas que entrevistou. Antes de iniciar a produção da série, ela já havia feito a cobertura do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima) e conhecia bem o tema. Mas foi preciso mais do que isso para realizar o trabalho. Sônia teve de se preparar fisicamente.
Um desses momentos foi quando ela e o marido escalaram o Kilimanjaro, com o objetivo de mostrar como está a neve no maior monte do continente africano. Ao invés de subir, gravar imagens e descer, os dois precisavam ficar uma hora e meia a 6.000 metros de altitude para produzir uma reportagem. “Nós precisamos ser treinados por um professor. Mesmo nas férias, antes de ir para a África, estávamos em Nova Iorque, num apartamento no 11º andar e subíamos apenas de escada. Até hoje estamos mantendo o pique. O Paulo agora está malhando em uma academia na Lagoa [da Conceição]. Hoje temos mais ritmo do que muito repórter novinho por aí”, ri.
A jornalista está em Florianópolis para o lançamento do “Diário do Clima” nesta quarta-feira, às 19h30, nas Livrarias Catarinense, no Beiramar Shopping, e também estará em Balneário Camboriú na quinta-feira. Para Sônia, que nasceu em Caçador, a Ilha de Santa Catarina é sua referência de casa. “Tenho muitos amigos e família aqui”, diz.
Ex-repórter e editora da RBSTV, a jornalista saiu de Florianópolis em 1991, quando foi trabalhar na TV Globo, no Rio de Janeiro, aos 26 anos de idade. Em 1994, foi convidada para cobrir a Copa do Mundo e em 1995 para ser correspondente em Londres. A partir daí, passou também por Nova Iorque, São Paulo, Paris e Pequim. Agora, ela vive no Rio de Janeiro. [Do G1 SC]
Fonte: www.carosouvintes.com.br
sábado, 7 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
sábado, 30 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
EMPREGOS VERDES - VEJA ESTA REPORTAGEM
Economia Verde
Subtítulo:
Green Jobs: Um mercado em ascensão
Jessika Thais e Tarcilia Rego
Aos profissionais que buscam aliar carreira com desenvolvimento sustentável, os “empregos verdes” prometem um futuro promissor. O “esverdeamento” da economia global aponta para um mercado com novos padrões de produção e consumo que impacta diretamente sobre o mercado de trabalho.
Em junho, o Brasil sediará a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). A economia verde é um dos principais temas a serem discutidos na cúpula. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), é uma economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz, significativamente, riscos ambientais e escassez ecológica.
Eficiência energética, manejo e reciclagem de resíduos, emissão de baixo carbono, produção mais limpa, seguranças hídrica e alimentar, e adaptação às mudanças climáticas, estão na ordem do dia. O “esverdeamento” da economia global aponta para um mercado com novos padrões. E, para responder aos desafios de uma transição dos produtos, serviços e processos para uma produção mais adaptada às questões ao meio ambiente, “surgem os empregos verdes”.
Ecologização
Os “empregos verdes” ou green jobs prometem um futuro promissor aos profissionais que se preocupam com o desenvolvimento sustentável. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o conceito de empregos verdes se refere a trabalhos que protegem a biodiversidade, assim como atividades que desempenham um papel central na “ecologização” de certos setores, desde a mineração e a agricultura até a indústria e os serviços, como por exemplo, o setor de transportes.
Para a doutoranda Bleine Queiroz, professora da graduação e pós-graduação da Universidade de Fortaleza (Unifor), os empregos verdes exigem profissionais com conhecimentos interdisciplinares. É um mercado que está em franco crescimento e precisa de profissionais qualificados. “Este é um mercado em ascensão, promete mudanças significativas que alcançam não apenas melhores salários, mas qualidade de vida no ambiente do trabalho”, disse.
Os governos devem estimular e investir em “empregos verdes”, destaca a professora Bleine Queiroz. Segundo a docente, o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) disponibiliza recursos que não estão sendo utilizados em sua plenitude pelos municípios devido ao baixo número de profissionais servidores, capacitados para a área ambiental. “As prefeituras não apresentam projetos de políticas verdes e, consequentemente, impedem o investimento destinado aos seus munícipes, notadamente nas áreas mais necessitadas como saneamento ecológico, reúso da água, agricultura sustentável”, finaliza.
Cenário brasileiro
O relatório Empregos Verdes no Brasil: Quantos são, onde estão e como evoluirão nos próximos anos, encomendado pela OIT e lançado em 2009, lista 2.653.059 empregos ligados às “áreas verdes” no País, ou seja, 6,73% do montante somado no total dos postos de trabalhos formais. Isso sem contar empregos que se encaixam no perfil de empregos verdes, mas estão misturados a outros setores, como a produção de veículos movidos a álcool e a gás natural. Sem falar em empresas que têm obrigação legislativa de trabalhar com profissionais ambientais, como as petrolíferas.
Para alguns especialistas, o aumento, tanto da oferta como da procura por vagas para empregos verdes, é uma tendência natural, mas que é algo ainda novo, como informa a gerente executiva de seleção da empresa MRH, consultoria especialista em gestão de pessoas e serviços, Valéria Mota. “As demandas para profissionais na área de meio ambiente e sustentabilidade que chegam, ainda são pontuais, mas já é possível perceber uma movimentação maior”. E a procura é geralmente por formados em engenharia, com pós-graduação em segurança do trabalho ou meio ambiente.
Com o crescimento da valorização do meio ambiente nas legislações e nas empresas e empreendimentos, tanto no setor privado quanto no setor público, está cada vez maior a demanda por profissionais especialistas nesta área de conhecimento. Estes profissionais assumem funções diversas, como planejadores e gestores, auditores, consultores, peritos, certificadores, analistas e operadores.
Para o estudante de Engenharia Ambiental e Sanitária, Sérgio Theophilo, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), as perspectivas de colocação no mercado para “profissionais verdes” são promissoras. “É possível perceber um acréscimo considerável de vagas, tanto para estagiários quanto para graduados, e acredito que ainda vá aumentar”. Disse, lembrando que a legislação está exigindo, cada vez mais, a assinatura de especialistas e técnicos em projetos da área.
Na opinião da especialista em educação ambiental, Alina Bertoni, de São Paulo, o futuro profissional pode esperar um mercado amplo de oportunidades, porque não há profissionais suficientes na área, a tendência é de que nos próximos anos as pequenas e médias empresas de todos os setores contratem gestores ambientais. “Já se fala na perspectiva do setor público, inclusive as Organizações Não Governamentais (ONGs), contratarem gestores para projetos ambientais, e, ainda, para a contratação na área de consultoria a grandes, médias e pequenas empresas.” Alina é formada em gestão ambiental.
Muitas empresas ainda não estão preparadas para implantar o conceito de “economia verde” em seus ambientes de trabalho, como explica o responsável pela área de Responsabilidade Social Corporativa e Meio Ambiente da Coelce, Sérgio Araújo. “É preciso conscientizar e capacitar funcionários para que isso aconteça”. Ele conta que a Coelce (Companhia Energética do Ceará) precisou adaptar-se ao novo modelo de gestão, trabalhando de acordo com os princípios estabelecidos na política ambiental da empresa: ética, conformidade legal, educação ambiental e gestão de resíduos.
Mercado
Os trabalhadores precisam ser capacitados para o novo formato de emprego, que deve se tornar cada vez mais comum nas sociedades que pretendem ser sustentáveis, destaca Araújo. Ele explica que não basta ter profissionais especializados para planejar e implantar uma política de economia verde, é preciso capacitar no sentido de construir coletivamente uma nova cultura entre colaboradores e meio ambiente. “Trabalho com uma equipe de quatro pessoas e todas são capacitadas. Isso acaba gerando benefícios para a empresa e para todas as partes interessadas”, encerra.
A transformação dos mercados laborais em direção a uma economia sustentável reduz o nível de impacto das empresas no meio ambiente e dos setores econômicos, para o coordenador do Núcleo de Meio Ambiente (Numa), Renato Aragão, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). “A aplicação de uma estratégia que integra processos com o propósito de aumentar a eficiência no uso de matérias primas como água e energia, e redução e reciclagem dos resíduos gerados (Produção mais Limpa ou P+L), além de reduzir desperdícios, aumenta a competitividade, gera empregos e ainda promove uma boa imagem da empresa.”
Ainda segundo Aragão, estar comprometido com o meio ambiente já é algo natural, e faz parte central do negócio da indústria (core business). Essa deve ser, também, a realidade de outros setores do mercado. “Quando se trata de exportação, ter selos e garantias que provam o comprometimento da empresa com o meio ambiente faz toda a diferença na hora de fechar negócios”, completa o dirigente industrial, lembrando o novo e emergente mercado de trabalho ligado ao setor de certificação e normalização ambientais.
Muito menos visíveis, mas igualmente importantes para uma produção mais verde, são os trabalhadores informais que também merecem atenção. Fala-se muito sobre grandes empresas, multinacionais e indústrias, mas é importante lembrar que o mercado verde está em vários lugares, como nos pequenos serviços que são prestados à sociedade todos os dias, da troca de óleo do carro, passando pelo encanamento da casa e até a destinação e coleta de resíduos sólidos domiciliares. A reciclagem é o tipo de emprego verde que mais abre postos de trabalho no Brasil.
Ângela Maria Pereira Balbino cata lixo. Com seu trabalho em Brasília sustenta cinco filhos. Além de catadora, ela é artesã e dirige a Cooperativa de Reciclagem, Trabalho e Produção (Cortrap), que recolhe, separa e vende para reciclagem o lixo de órgãos como a Câmara Federal, ministérios e a Procuradoria-Geral da República. “Quando eu ia pensar que você pega um monte de jornal, agrega valor a ele e vende de novo?”, questiona ela.
Desde 1999 a OIT dissemina uma relação de noção de trabalho decente onde os empregos verdes devem “constituir empregos adequados que satisfaçam antigas demandas e metas do movimento trabalhista, ou seja, salários dignos, condições seguras de trabalho e direitos trabalhistas, inclusive o direito de se organizar em sindicatos”, no entanto, conseguir essas condições ideais é mais um desafio para esse século.
Esta é uma das razões que contribui para que os empregos verdes estejam praticamente em todas as áreas como a construção civil, de energias renováveis, na agricultura, na indústria e nos serviços. Relatório da Organização Internacional do Trabalho sinaliza que dezenas de milhões de outros postos de trabalho podem surgir com o investimento em tecnologia ambiental.
Sobre isso, o professor e coordenador Oyrton Azevedo, do curso de Engenharia Ambiental da Unifor, alerta: “Os cursos de graduação e pós-graduação têm aumentado, mas não se vê trabalho de conscientização com profissionais básicos como encanadores e eletricistas. Eles precisam saber desse trato ambiental para poder lidar com o material sobressalente dos seus serviços e aprenderem a usar os recursos de forma consciente. Além do quê, eles devem levar para suas rotinas as ações sustentáveis como não deixar a torneira escorrer, todos devem fazer isso”.
Recomendações
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a OIT recomendam que os “empregos verdes” devem ser trabalhos decentes e que os trabalhadores precisam ser capacitados para o novo formato de emprego, que deve se tornar cada vez mais comum nas sociedades que pretendem ser sustentáveis.
Quanto aos governos, devem incentivar as pesquisas de novas formas de tecnologia ambiental e promover leis que incentivem essas ações; e quanto aos empresários, sejam preparados para avaliar o potencial para esse tipo de emprego em um empreendimento. Eles também devem receber subsídios, ecotaxas e participar da venda pública de créditos de carbono para obter recursos que serão usados na geração dos empregos verdes.
Programa Global da OIT
Fazer dos “empregos verdes” uma realidade
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) está fazendo um grande esforço para chegar a ser reconhecida como a organização internacional que enfrenta as repercussões da mudança climática no mundo do trabalho, das políticas relacionadas com esta mudança e outros desafios e oportunidades ambientais.
Com esse objetivo, está trabalhando para melhorar sua perícia e análise, o assessoramento político e as aplicações práticas para a formulação e adoção de políticas e medidas que contribuam para a recuperação da crise econômica no curto prazo, e para promover uma globalização justa e o desenvolvimento de empresas e economias sustentáveis que sejam eficientes, socialmente justas e ambientalmente corretas a médio e longo prazo.
A estratégia da OIT para o Programa Empregos Verdes inclui organizar e compartilhar informação para desenvolver uma ampla base de conhecimentos, ferramentas provadas e enfoques práticos, uma boa equipe formada por unidades e escritórios da OIT, o compromisso total dos constituintes da organização, as associações estratégicas e a combinação de recursos para alcançar as metas estipuladas.
Atualmente, o programa da OIT se concentra em cinco prioridades:
1. Ferramentas para diagnosticar os impactos do mercado de trabalho e para informar a formulação de políticas;
2. Enfoques práticos para o desenvolvimento sustentável de empresas;
3. Promoção de “empregos verdes” no manejo e reciclagem de resíduos;
4. “Empregos verdes” baseados na energia renovável e na eficiência energética;
5. Criação de empregos e empresas adaptadas à mudança climática.
Programas Nacionais
O número de países em que se aplica o programa tem aumentado rapidamente, particularmente na região da Ásia-Pacífico.
>> Bangladesh: Gestão de resíduos;
>> Brasil: Biocombustíveis, “empregos verdes” na habitação social;
>> China: Mapeamento de impactos da mudança climática no mercado de trabalho e eficiência energética;
>> Costa Rica: Ecoturismo e agricultura sustentável;
>> Haiti: Infraestrutura para adaptação à mudança climática;
>> Índia: Desenvolvimento local e energia renovável, empregos verdes e garantia de emprego;
>> Filipinas: Desenvolvimento local e adaptação à mudança climática;
>> Somália: Adaptação à mudança climática;
>> Tailândia: Empresas verdes.
O trabalho da OIT sobre os “empregos verdes” se desenvolve em torno de associações das quais a mais importante é a Iniciativa Empregos Verdes, estabelecida em 2007 entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a Organização Internacional do Trabalho e a Confederação Sindical Internacional (CSI). A Organização Internacional de Empregadores (OIE) uniu-se à Iniciativa em 2008.
A iniciativa foi lançada para promover as oportunidades, a igualdade e a transição para uma economia sustentável, e para induzir os governos, empregadores e trabalhadores a se comprometerem com um diálogo sobre políticas coerentes e programas eficazes, a fim de criar uma economia favorável ao meio ambiente com “empregos verdes” e trabalho decente para todos.
É também parte de uma estratégia ampla do sistema da Organização das Nações Unidas (ONU) para enfrentar a mudança climática. Uma associação estratégica foi criada com o PNUMA e a colaboração estreita em torno do meio ambiente, desenvolvimento e redução da pobreza com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e com o Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR).
Fonte: Informações tiradas do trabalho “Programa Empregos Verdes – OIT”, impresso pelo escritório da Organização Internacional do Trabalho no Brasil.
Iniciativa de Empregos Verdes
Departamento de Integração de Políticas
Organização Internacional do Trabalho
http://www.ilo.org/greenjobs
Empregos Verdes para a Ásia e o Pacífico
http://www.ilo.org/asia/lang--en/index.htm
Iniciativa de Empregos Verdes
Departamento de Integração de Políticas
Organização Internacional do Trabalho
http://www.ilo.org/greenjobs
Empregos Verdes para a Ásia e o Pacífico
http://www.ilo.org/asia/lang--en/index.htm
O que dizem os líderes mundiais sobre os “empregos verdes”
Fonte: REVISTA ECONORDESTE
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