sábado, 12 de setembro de 2009

uma reflexão sobre transgênicos...

Transgênicos,
ou organismos geneticamente modificados, são produtos que possuem materiais genéticos de outros organismos, essa modificação é possível mediante a engenharia genética. Tais produtos geraram uma grande e forte polêmica acerca do seu cultivo e consumo, pois não se sabe ao certo o que tais produtos provocam no organismo humano e na natureza. Essas polêmicas têm origem econômica uma vez que países de primeiro mundo rejeitam fortemente tais alimentos, como a Europa ocidental e o Japão. Em 2005, 56% da soja, 30% do algodão e 20% do milho mundial eram transgênicos. As vantagens é que são resistentes a insetos e pragas, se adaptam à diferentes climas, são mais produtivos e incorporam substâncias que auxiliam no combate à obesidade, ao colesterol alto e outros. Essas vantagens não são suficientes para convencerem a população que protesta contra estes alimentos. Os protestos aumentaram quando surgiram suspeitas de que esses produtos poderiam causar doenças como o câncer, alergia, além de aumentar a resistência contra agrotóxicos e antibióticos. Na natureza, os transgênicos empobrecem a biodiversidade e eliminam abelhas, minhocas e outros animais, além de espécies de plantas, também desenvolvem ervas daninhas resistentes. O Brasil é o terceiro maior produtor de transgênicos do mundo, perdendo somente para os Estados Unidos e para a Argentina, mas ainda adota posições cautelosas quanto a liberar ou não o cultivo de tais produtos.
Por
Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

uma leitura...várias reflexões...

Em Copenhague decidiremos que futuro queremos
Escrito por Henrique Cortez
25-Ago-2009


O movimento ambientalista evita dizer a verdade sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas, temendo que isto incentive uma atitude de inércia, em relação às mudanças necessárias.



Pessoalmente discordo desta "estratégia" de comunicação, nem que seja porque o processo de aquecimento global já está em uma espiral crescente e as mudanças climáticas já causam severos impactos em todo o planeta. Aproximamo-nos de uma crise quase apocalíptica, que deve ser enfrentada sem meias palavras.



Precisamos de um debate honesto, franco e com argumentos às claras. Fugir do assunto aquecimento global pode ser fácil e cômodo, mas também é suicida.



O jornalista e militante ambientalista, George Monbiot, acertadamente, define que a luta contra o aquecimento global é uma luta contra nós mesmos. É exatamente esta batalha que estamos perdendo.



Sofreremos as terríveis conseqüências do aquecimento global, porque não somos capazes de reconhecer que nosso padrão de consumo é insustentável e não temos coragem de assumir que nosso modelo de desenvolvimento é predatório e injusto. Quanto mais protelamos as decisões, mais agravamos o desastre que se anuncia.



A frota mundial de veículos ultrapassa 800 milhões de unidades, crescendo mais de 30 milhões ao ano. Esta é uma crescente crise ambiental tida como consenso, mas um consenso oco porque ninguém está disposto a abrir mão de seu fetiche automotor. Ao contrário, consumimos automóveis cada vez maiores, com maior consumo de combustível e maior emissão de gases.



A produção de alimentos é muito superior ao necessário para alimentar o planeta, mas a especulação e nosso desperdício (em média uma família brasileira desperdiça 0,5 Kg ao dia) exigem produção crescente, fazendo com que a fronteira agropecuária avance sobre as florestas. A exigência de maior produtividade impõe cada vez mais agroquímicos, que envenenam o solo, os mananciais e nos envenenam lentamente todos os dias.



Ninguém está disposto a reduzir a demanda crescente de energia elétrica, mesmo que isto signifique mais barragens, mais termelétricas a carvão, gás ou nuclear, represando ou vaporizando volumes imensos de recursos hídricos cada vez mais escassos. Todos concordam com este "sacrifício", desde que ele seja no quintal do vizinho.



Nosso delírio consumista já consome o equivalente a 1,4 planeta a mais do que temos. E ninguém está disposto a reduzir o padrão de consumo.



E não adianta fugir do assunto, porque, cedo ou tarde, enfrentaremos as conseqüências de nossa hipocrisia. Ou, para ser mais exato, nossos netos enfrentarão as conseqüências de viver em um planetinha horrível.



Se optamos por nada mudar, por que esperamos que o G-8 faça diferente? Por que Brasil, China e Índia abririam mão de seu "direito" de emissão, se pensamos o mesmo e exigimos o mesmo direito pessoal de consumir irresponsavelmente? Todos os governos decidiram nada decidir, porque é o mesmo que todas as pessoas, hipocrisias à parte, também decidiram.



Na recente reunião do G8, em L’Áquila, firmou-se o ‘compromisso’ de empreender esforços para manter o aquecimento global médio em no máximo 2ºC, tido como o limite máximo aceitável. Isto, no entanto, significará imensos custos sociais e ambientais, como discutimos no editorial "Os reais ‘custos’ de manter o aquecimento global médio em no máximo 2ºC"

.


Em Copenhague, certamente, será mantido o impasse nas metas de emissão, absolutamente rejeitadas pela China, Índia e Brasil, sob o argumento de que a responsabilidade histórica cabe aos países desenvolvidos e de que a adoção de metas implicará em pesados custos econômicos.



O argumento de que as medidas mitigadoras do aquecimento global e a redução das emissões de gases estufa implicariam em pesados custos econômicos é estúpido porque este custo será pago de uma forma ou de outra. A diferença é que nossos netos estarão pagando muito mais caro para apenas tentar sobreviver.



É evidente que a redução das emissões de gases estufa e a opção por um modelo sustentável implicarão em pesados custos sociais e econômicos, mas não temos outra alternativa para garantir a vida no planeta.



Além do mais já estamos enfrentando uma colossal crise econômica global, causada pela ganância especulativa de uns poucos. Milhões perderam os seus empregos, mais de trilhão (!!) de dólares já foram gastos para contornar os impactos desta especulação e ninguém acusou os gananciosos de "sabotar" o desenvolvimento econômico mundial. Os recursos necessários para mudar o insustentável modelo econômico, baseado na produção/consumo, sempre existiram, como agora ficou provado. Faltou e continua faltando vontade política.



Por outro lado, dentre a população e os líderes do G-8, há os que acreditam nas vantagens do aquecimento global, a partir de 2050.



Sabem que enfrentarão conseqüências graves, com furacões, tornados, ciclones, tempestades de neve, chuvas torrenciais, inundações etc., mas acreditam que podem arcar com estes custos e ainda lucrar com isto.



As fronteiras agrícolas do hemisfério norte se expandirão, com novas áreas agricultáveis no norte do Canadá, nas estepes siberianas ou na Escandinávia.



No pobre, feio e sujo hemisfério sul acontecerá exatamente o contrário. Mais de 1/4 do planeta estará desertificado ou em rápida desertificação, condenando mais de 1,5 bilhão de pessoas à insegurança alimentar, à sede e à fome.



Será uma tragédia humanitária em escala global, mas que interessa à geopolítica do G-8, que poderá controlar a maior parte da produção de alimentos, devidamente protegida por um aparato militar inquestionável, o que, facilmente, deixará a maior parte dos países pobres de joelhos.



Há, ainda, quem veja um efeito "higienizador" nesta crise humanitária, porque estará condenando à morte os pobres, os velhos e os indesejados do terceiro mundo.



Freqüentemente dizemos ou ouvimos sobre os nossos compromissos para ’salvar o planeta’. Lamento, mas não podemos salvar o planeta, porque nosso ego antropocêntrico não está à altura da tarefa. Nosso planeta já passou por incontáveis processos de mudanças climáticas naturais e pelo menos dois grandes eventos de extinção maciça. De um modo ou de outro a natureza retomou o processo da vida.



Estamos gerando processos não naturais que levarão o planeta a um novo processo de mudança radical, tal como já aconteceu antes por razões naturais. Estudos demonstram que ocorreram, pelo menos, dois grandes eventos de extinção maciça. Há 250 milhões de anos cerca de 90% da vida foi extinta e há 65 milhões, quando desapareceram os dinossauros, a extinção foi estimada em 60%.



Se nossa irresponsabilidade continuar, acabaremos com a natureza tal como ainda a conhecemos. Mas a história do planeta demonstra que a natureza encontrará uma alternativa, porque, mesmo com vários episódios de extinções maciças, a natureza sempre recomeçou.



Ainda não é um cenário apocalíptico, mas quase.



Antes que pensem que estou exagerando, avaliem um pouco mais e olhem à sua volta. Mas, acima de tudo, acreditem que perdemos a batalha contra o aquecimento, mas que ainda podemos vencer a guerra contra as suas piores conseqüências.



Precisamos vencer a luta contra nós mesmos ou muito perderemos. Muito mais do que apenas o nosso perdulário padrão de consumo.



Henrique Cortez, ambientalista, é coordenador do portal EcoDebate. Contato: henriquecortez@ecodebate.com.br

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

EDITORIAL DO JORNAL O POVO - PARA REFLEXÃO...

Ecologia e visão social

O programa experimental de “peixamento“ das lagoas de Fortaleza pelo Dnocs deve ser incentivado e melhor planejado


10 Set 2009 - 00h58min
O Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) está realizando um programa de “peixamento“ de várias lagoas da Região Metropolitana de Fortaleza. A iniciativa tem um marcado cunho social e ambiental e pode dar bons resultados se for bem planejada.

O “peixamento“, como o nome sugere, é a prática de aumentar a população de peixes em determinada bacia hidrográfica. A iniciativa tem em vista tanto o aspecto ambiental, no sentido de repovoar rios e lagoas com espécies nativas em perigo de extinção; como o sentido social, de suprir as carências nutritivas das populações mais desfavorecidas, através da pesca, principalmente nos açudes.

A iniciativa a que estamos nos referindo consta da distribuição de mais de 120 mil alevinos (filhotes de peixe) por 12 lagoas. As espécies contempladas são a tilápia e a carpa, que têm crescimento e reprodução mais rápidos. Trata-se de dar vazão à produção Estação de Piscicultura Waldemar Carneiro de França do Dnocs, em Maranguape, que está orientada justamente para essa tarefa: possibilitar a criação de peixes nas lagoas da capital para ajudar no cardápio das famílias mais carentes.

Há necessidade, porém, da participação da comunidade no monitoramento desse processo. Os alevinos das espécies que estão sendo difundidas levam pelo menos seis meses para alcançarem o tamanho ideal para consumo. Como é comum a utilização da rede pesca em lagoas, inevitavelmente ocorrerá a captura de peixes ainda imaturos. Isso poderá comprometer o alcance do objetivo final, caso os alevinos não consigam desenvolver-se e atingir o tamanho minimamente exigido para o consumo. Assim, todo o trabalho do Dnocs iria por águas abaixo.

Além da conscientização dos próprios membros da comunidade para evitar a pesca predatória, há necessidade de medidas normativas e técnicas. As primeiras têm como fito garantir que a produção beneficie a comunidade inteira, e não seja apropriada apenas por alguns, com o sentido comercial. É claro que não se vai impedir que alguém complemente sua renda, vendendo o pescado. Mas, se deve evitar que a produção seja açambarcada exclusivamente por alguns.

Quanto às medidas técnicas, será preciso encontrar uma forma objetiva de preservar os alevinos até que possam alcançar o tamanho mínimo (talvez, isolando uma parte da lagoa, onde a pesca seria proibida, até que os espécimes atingissem um desenvolvimento mínimo). A outra é evitar que espécies predatórias sejam transplantadas para áreas em que existam espécies nativas que posam ficar vulneráveis aos seus ataques. Isso provocaria um desequilíbrio ecológico.

Enfim, a iniciativa do Dnocs é boa e deve ser incentivada, mas não deve vir à margem da participação e conscientização da própria comunidad

UMA LEITURA INTERESSANTE


LEIA ESTE LIVRO

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

agenda 21 - o que é????



A Agenda 21 é um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.


Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92.


Além da Agenda 21, resultaram desse processo cinco outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, o Convênio sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.
retirado do site:
www.ecolnews.com.br -

ÍNDIOS X CIVILIZAÇÃO




Veja como os "índios" analisam seu contato como os brancos supostamente civilizados.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ECO 92 - VEJA O QUE FOI ESTE EVENTO...


ECO-92, Rio-92, Cúpula ou Cimeira da Terra são nomes pelos quais é mais conhecida a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), realizada entre 3 e 14 de junho de 1992 no Rio de Janeiro. O seu objetivo principal era buscar meios de conciliar o desenvolvimento sócio-econômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra.

A Conferência do Rio consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável. Naquele momento, a posição dos países em desenvolvimento tornou-se mais bem estruturada e o ambiente político internacional favoreceu a aceitação pelos países desenvolvidos de princípios como o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. A mudança de percepção com relação à complexidade do tema deu-se de forma muito clara nas negociações diplomáticas, apesar de seu impacto ter sido menor do ponto de vista da opinião pública.

domingo, 6 de setembro de 2009

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR NA CARTA DA TERRA ... VEJA SEUS PRINCÍPIOS...

De forma solidária entre todos e com a comunidade da vida, nós, os povos do mundo, comprometemo-nos à ação orientada pelos seguintes princípios inter-relacionados:
1. Respeitar a Terra e toda a vida. A Terra, toda a forma de vida e todos os seres vivos possuem um valor intrínseco e têm direito ao respeito, sem levar em conta seu valor utilitário para a humanidade.
2. Cuidar da Terra, protegendo e restaurando a diversidade, a integridade e a beleza dos ecossistemas do planeta. Onde houver risco de dano grave ou irreversível ao meio ambiente, uma ação preventiva deve ser adotada a fim de evitar prejuízo. 3. Viver de modo sustentável, promovendo e adotando formas de consumo, produção e reprodução que respeitem e salvaguardem os direitos humanos e a capacidade regeneradora da Terra.
4. Instituir justiça e defender, sem discriminação, o direito de todas as pessoas à vida, à liberdade e à segurança pessoal, dentro de um meio ambiente adequado para a saúde humana e o bem-estar espiritual. As pessoas têm direito à água potável, ar puro, solo não-contaminado e à segurança alimentar.
5. Compartilhar eqüitativamente os benefícios do uso de recursos naturais e de um meio ambiente saudável entre as nações, entre ricos e pobres, homens e mulheres, e gerações presentes e futuras, internalizando todos os custos ambientais, sociais e econômicos. 6. Promover o desenvolvimento social e sistemas financeiros que criem e mantenham meios sustentáveis de subsistência, erradiquem a pobreza e fortaleçam as comunidades locais.
7. Praticar a não violência, reconhecendo que a paz é o todo criado por relações harmônicas e equilibradas consigo mesmo, com outras pessoas, com outras formas de vida e com a Terra.
8. Fortalecer processos que capacitem as pessoas a participar efetivamente no processo decisório e que assegurem a transparência e o dever da prestação de contas no exercício do governo e na administração de todos os setores da sociedade.
9. Reafirmar que às populações nativas e tribais cabe um papel vital no cuidado e proteção da Mãe Terra. Elas têm o direito de preservar sua espiritualidade, seus conhecimentos, terras, territórios e recursos.
10. Afirmar que a igualdade de gênero é um requisito do desenvolvimento sustentável.
11. Assegurar o direito à saúde sexual e reprodutiva, com preocupação especial para com as mulheres adultas e jovens.
12. Promover a participação dos jovens, na qualidade de agentes responsáveis de mudança, visando a sustentabilidade local, bioregional e global.
13. Fazer avançar e aplicar o conhecimento científico e de outra natureza, bem como tecnologias, que promovam meios de vida sustentáveis e protejam o meio ambiente.
14. Assegurar que todas as pessoas tenham, ao longo de sua existência, oportunidades de adquirir o conhecimento, os valores e as habilidades práticas necessárias para criar comunidades sustentáveis.
15. Tratar todas as criaturas com bondade e protegê-las da crueldade e do aniquilamento arbitrário.
16. Não fazer ao ambiente dos outros o que não queremos que façam ao nosso. 17. Proteger e restaurar áreas de extraordinário valor ecológico, cultural, estético, espiritual e científico.
18. Cultivar e praticar um sentimento de responsabilidade compartilhada pelo bem-estar da Comunidade da Terra. Toda pessoa, instituição e governo têm o dever de promover metas indivisíveis de justiça para todos, sustentabilidade, paz mundial, respeito e cuidado para com a comunidade de vida mais ampla.
PREÂMBULO
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, num tempo em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro representa, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade planetária sustentável baseada no respeito à natureza, e aos direitos humanos universais, â justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os Povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.
Na Terra, nosso lar, a humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da manutenção de
uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.
Os desafios a nós impostos impõem-nos a escolher entre: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil planetária está criando novas oportunidades para a construção de um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções não excludentes.
Devemos assumir uma responsabilidade universal para realizar estas aspirações, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual a dimensão local e global estão ligadas. Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida, e com humildade considerando a relação e o lugar que ocupa o ser humano na natureza. Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmarmos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada.
PRINCÍPIOS
I - RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos. Afirmar a fé na dignidade inerente a todos
os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão, amor e aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas. Assumir que o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder implica responsabilidade na promoção do bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade de realizar seu pleno potencial. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem, a longo prazo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.
II - INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida. Adotar planos e regulamentações para o desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integrante de todas as iniciativas de desenvolvimento. Estabelecer reservas protegidas, com elementos da natureza fundamentais para a biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida na Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçadas. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou geneticamente modificados que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos. Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de formas que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas. Manejar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminuam a exaustão e não causem dano ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não conclusiva. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a atividade
proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas conseqüências humanas globais, cumulativas, de longo prazo, indiretas e de longo alcance. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais. Garantir acesso universal a assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a permuta aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o bem-estar humano. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público.
III - JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, a solos não-contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistência sustentável, e proporcionar seguro social e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter-se por conta própria. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e isentá-las de dívidas internacionais onerosas. Garantir que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a educação amorosa de todos os membros da família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.
IV - DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões, e acesso à justiça. Defender o direito de todas as pessoas no sentido de receber informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tenham interesse. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações na tomada de decisões. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus
próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável. Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no sentido de aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e sociais. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimentos. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não-provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.
O CAMINHO A SEGUIR
Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, regional, nacional, e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca iminente e conjunta por verdade e sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração

sábado, 5 de setembro de 2009

algumas vantagens da energia eólica...

Energia eólica tem custo mais baixo

05 Set 2009 - 01h53min

Estudo elaborado pela Eletrobrás e apresentado ontem em um seminário promovido pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Apimec/RJ) elimina um dos principais mitos ligados à energia eólica: de que se trata de uma fonte energética cara. O evento foi realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O chefe do Departamento de Engenharia e Gestão de Obras de Geração da estatal, Marcio Drummond, mostrou aos participantes do seminário que embora apresente um custo de investimento inicial mais caro que as térmicas a gás e a diesel, por exemplo, o custo operacional das usinas eólicas resulta bem menor. “Com dez dias, a eólica já passa a valer a pena em relação às usinas a gás, por exemplo", disse. Na comparação com as térmicas a diesel, bastariam seis dias para evidenciar a vantagem da geração eólica, de acordo com o estudo.

Drummond acrescentou que, “em dois meses, você pode dizer que [a energia eólica] compensa qualquer coisa”. Isso significa que após 60 dias a energia gerada pela usina eólica começa a ficar mais barata que a energia de outras fontes. O estudo será divulgado oficialmente pela Eletrobrás somente em novembro próximo, durante evento em Recife (PE). Por isso, Drummond não quis adiantar mais detalhes sobre o trabalho.

Segundo a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), com a inauguração do Parque Eólico de Parajuru, no município de Beberibe, no último dia 20, o Estado consolida-se como o maior produtor nacional de energia proveniente dos ventos (eólica), chegando 150,6 MW de capacidade instalada. O investimento recebeu o apoio do Programa de Incetivo às Fontes Alternativas – Proinfa, do governo federal. Atualmente, sete parques eólicos estão em funcionamento no Ceará e, até o final do ano, serão 14.

Fonte: JORNAL O POVO

VEJA A REPORTAGEM A SEGUIR

Veja a reportagem a seguir.
PARA LER E REFLETIR

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

UM TEXTO PRODUZIDO EM CONJUNTO...

Meio ambiente: nossa responsabilidade

Para um planeta bonito e uma sociedade igualitária e fraterna é necessário o apoio de todos para mantermos nosso lar em perfeita harmonia. Para começar você deve fazer sua parte:

• COLETAS SELETIVAS
• RECICLAGEM
• SANEAMENTO
• RECICLAGEM DAS ÁGUAS
• CONSCIÊNCIA SOBRE O CONSUMO DE MATERIAIS E EMBALAGENS

Assim estaremos construindo novas fontes de energia para um uso sustentável dos recursos do planeta e para um mundo melhor. Temos que ter atitudes, sermos responsáveis pelos nossos atos, devemos transmitir nossos conhecimentos para que os erros humanos continuem a ser propagados.

DISCIPLINA: TURISMO E MEIO AMBIENTE
PROFESSOR: DJACYR DE SOUZA
ANO: 2008.1

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

EM NOME DA ESCOLA...

Escola é

... o lugar que se faz amigos.


Não se trata só de prédios, salas, quadros,

Programas, horários, conceitos...

Escola é sobretudo, gente

Gente que trabalha, que estuda

Que alegra, se conhece, se estima.

O Diretor é gente,

O coordenador é gente,

O professor é gente,

O aluno é gente,

Cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um se comporte
Como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”
Nada de conviver com as pessoas e depois,
Descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede,Indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!
Ora é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil!Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se, ser feliz.
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.
(Paulo Freire)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

ROBERTO BURLE MARX




Biografia de Burle Marx


Roberto Burle Marx foi um dos maiores paisagistas do nosso século, distinguido e premiado internacionalmente. Artista de múltiplas artes, foi também, desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias, sensibilidades que conferiram características específicas a toda a sua obra.

Nasceu em São Paulo, a 4 de agosto de 1909, passando a residir no Rio de Janeiro a partir de 1913. De 1928 a 1929 estudou pintura na Alemanha, tendo sido freqüentador assíduo do Jardim Botânico de Berlim, onde descobriu, em suas estufas, a flora brasileira. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932, passando a dedicar-se ao paisagismo, paralelamente à pintura e ao desenho.

Em 1949, com a compra de um sítio de 365.000 m2, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, organizou uma grande coleção de plantas. Em 1985 doou esse Sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

Em 1955 fundou a firma BURLE MARX & CIA LTDA., pela qual passou a elaborar projetos de paisagismo, fazer a execução e manutenção de jardins residenciais e públicos. Desde 1965, até seu falecimento, contou com a colaboração do arquiteto Haruyoshi Ono, que ainda hoje dirige a empresa.

Roberto Burle Marx faleceu no dia 4 de junho de 1994, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.
Retirado do site
http://www.sampa.art.br/biografias/burlemarx/

ATIVISMO ECOLÓGICO


Temos grande responsabilidade pelo planeta. Participe dos movimentos ecológicos de sua localidade. Vista a camisa da ação em prol de uma vida melhor.

OLHA A ESCOLA AMBIENTAL E SUA PROGRAMAÇÃO NO VC REPÓRTER DO SITE TERRA.

vc repórter: faculdade do Ceará cria escola ambiental
Segunda, 31 de agosto de 2009, 22h04

A Faculdade Integrada do Ceará (FIC) estreia em setembro o projeto Escola Ambiental Aprendizes da Natureza. A ideia é criar um grupo de estudantes que participem de uma formação continuada em ecologia e meio ambiente. Os primeiros contatos serão através de cursos em escolas. A partir daí, os alunos que se destacarem serão convidados a participar dos encontros promovidos pelo Núcleo de Responsabilidade Social da FIC em Fortaleza (CE).

No dia 12, a Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra receberá o primeiro curso de educação ambiental do projeto. Coordenado pelo professor Francisco Djacyr Silva de Souza, o curso terá aulas ministradas por alunos de Educação Física e Nutrição da FIC. Eles conversarão com os estudantes sobre alimentos saudáveis, exercícios físicos e qualidade de vida, além de ensinarem sobre ética ambriental.

Em outubro, o grupo promove um passeio de bicicleta pelas ruas da capital cearense. O Eco Bike será realizado no dia 4, e deve ir da sede da faculdade a algum ponto de importância ambiental da cidade, segundo o professor Djacyr. "Ainda teremos um fórum de responsabilidade social e ambiental no dia 16 de setembro", lembra ele.

O objetivo do projeto é fazer oficinas de reciclagem, patrimônio histórico e cidadania com os estudantes. Em uma fase mais avançada, o plano é escolher pessoas que possam multiplicar ações em suas comunidades.

Higiene pessoal, sustentabilidade aliada à rentabilidade e conhecimentos sobre espécies de plantas também integram o cronograma da Escola Ambiental. O foco inicial são as instituições de ensino públicas, mas a ideia é trabalhar também com alunos da rede particular.

O internauta Djacyr de Souza, de Fortela (CE), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

vc repórterLeia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3951332-EI8266,00.html Clique aqui para

terça-feira, 1 de setembro de 2009

RESPONSABILIDADE AMBIENTAL


na minha concepção o processo de geração da responsabilidade ambiental só será possível no momento em que no mundo e no nosso país for gerado um processo importante de educação para todos os cidadãos que vai promover consciência em relação ao respeito ao ambiente e, sobretudo aos homens. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL É ANTES DE TUDO AÇÃO FORTE E CONSTRUÇÃO DE CIDADANIA ATIVA.

para discussão...


Reciclagem do lixo começa em casa
Mudar não é fácil, exige determinação e pode ser trabalhoso, mas o resultado é compensador

Vanessa Damo
29 Ago 2009 - 02h09min

Para grande parte da população, o problema do lixo só existe quando há interrupção na coleta da cidade. As pessoas só se preocupam com seus dejetos quando seu próprio lixo fica apodrecendo na frente de casa, causando mau cheiro e atraindo insetos. Porém, é importante ressaltar que o problema do lixo é muito maior. Mesmo quando a coleta funciona, ele não desaparece. É apenas levado para outro local, onde precisa receber tratamento adequado para evitar danos maiores à nossa saúde e ao meio-ambiente.

O lixo que geramos hoje é composto por muitas embalagens de plástico, caixas de papel, isopor e latas - materiais que a natureza não consegue decompor, mas que podem ser reciclados e reutilizados, diminuindo assim o impacto ambiental. Mas a realidade, infelizmente, é bem diferente do ideal. Na cidade de São Paulo, por exemplo, são descartadas 15.000 toneladas de lixo por dia, mas só 1% desse montante é reciclado.

Essa situação não pode continuar e muito menos se agravar. É preciso que façamos a nossa parte, que modifiquemos alguns de nossos hábitos. E essa mudança tem que partir de todas as esferas sociais, através de uma educação ambiental ensinada dentro de casa. Por exemplo: se a filha observa a mãe jogando o óleo que restou da fritura no ralo da pia da cozinha, provavelmente seguirá o mesmo exemplo mais adiante. Ou, se um menino nunca teve que separar seu lixo quando criança, provavelmente não levará essa prática para o seu lar depois de casado.

Mude, separe o lixo que for reciclável do orgânico e, caso na sua rua não tenha coleta seletiva, leve o que pode ser reutilizado até os pontos de coleta. Hoje, muitas redes de supermercado já oferecem esse serviço. Faça o mesmo com o óleo de cozinha Informe-se, entre em contato com as instituições que fazem reciclagem, divulgue suas iniciativas para a vizinhança e para o bairro onde você mora. Mudar não é fácil, exige determinação e pode ser trabalhoso, mas o resultado é compensador.

FONTE: JORNAL O POVO - SECÇÃO JORNAL DO LEITOR

domingo, 30 de agosto de 2009

TEXTO COLABORATIVO....


POR ATITUDES EM FAVOR DO AMBIENTE
O mundo moderno cresce de forma assustadora e cada vez mais a intervenção do homem sobre a natureza é um dado que merece discussão , análise e proposições. O crescimento da economia tem trazido uma série de prejuízos ambientais quando só se pensa em lucro e não se analisa os custos ambientais de projetos eficientes na economia , mas desastrosos em termos ambientais. São muitas as razões para que tenhamos que discutir a problemática ambiental todos os dias não reduzindo essa discussão a uma efemeridade ou a atos isolados e muitas vezes ineficientes.
Precisamos nos dar conta de que é necessária uma reflexão sobre o papel do ser humano no ambiente natural, pois não devemos considerar o mesmo um ser absoluto que só deve usar o ambiente não se preocupando com sua conservação e valorização. Precisamos mudar nossos hábitos que devem ser conduzidos a uma ação de sustentabilidade ambiental e preservação de toda vida na terra. O momento atual é repleto de questionamentos acerca da forma como queremos conduzir o mundo numa irresponsável ação de desperdício, descartabalidade e não reciclagem.
É necessário que tenhamos mente e coração unidos numa nova ordem onde o ambiente seja palco de intervenções responsáveis, de ações positivas , de busca por um mundo melhor e sem degradação. Se o homem parar para pensar com certeza se dará conta de que o que está sendo feito no mundo por parte dos ditos racionais só levará à destruição e exaurimento de nossos recursos conduzindo - nos a um caminho sem volta de degradação e destruição.
É preciso que incentivemos ações de conscientização dos seres humanos numa ação multiplicadora que vise em primeiro lugar o respeito ao planeta e aos próprios seres humanos. É necessária uma nova discussão acerca do desenvolvimento que pode ocorrer, porém sem destruição. É urgente criar uma nova relação do homem com os seus semelhantes e com a natureza, pois é justo que tenhamos progresso que beneficie a todos o que não é característica deste modelo que temos agora em vigor.
É primordial desenvolver uma luta pela justiça social que trará com certeza a dignidade ambiental, pois geralmente os graves problemas ambientais só prejudicam a quem não pode pagar por um ambiente puro e digno. Precisamos investir em conhecimento, mas um conhecimento que tenha como meta o desenvolvimento justo e ambientalmente correto. É necessário criar mecanismos que façam com que nosso povo tenha educação ambiental crescente, multiplicadora e que atinja a todos com ações pontuais e sérias, pois essa nave terra precisa de navegadores bem treinados e orientados para a conquista de um mundo melhor e ambientalmente justo.