domingo, 25 de setembro de 2011

COISAS MEMORÁVEIS DA EDUCAÇÃO

                Lamento informar que aos poderosos que nossas   Escolas Públicas irão melhorar mesmo diante do descaso , do desinteresse e da falta de envolvimento dos gestores internos e externos que as conduzem. No dia 24 de Setembro deste ano promovemos no Parque Rio Branco uma pequena versão de ação pedagógica em busca de conhecimento, alegria de vencer e protagonismo juvenil de jovens que na lógica de nossa sociedade são mal – educados, desinteressados e completamente avessos ao conhecimento. Pois é , felizmente vocês estão equivocados senhores donos do poder , pois aluno da Escola Pública tem alegria, tem conhecimento e quer crescer como pessoa e atividade foi um sucesso total. Eles interagiram, eles se divertiram e como se só isso bastasse eles aprenderam.  Para alguns faltou o plano de ação pedagógica, faltou a chamada , faltou todo o cabedal burocrático que os poderosos exigem para atrapalhar a verdadeira educação, mas havia amor à profissão e havia compromisso dos alunos, dos pais e até de funcionários que fizeram isso por que viram que a atividade era séria e tinha objetivos claros e precisos.
                Precisamos urgentemente mudar nossas visões do que venha ser uma Escola, precisamos criar mecanismos de ação para deixar o processo pedagógico acontecer, precisamos premiar os professores não por desempenho, mas por idéias , pois essas mudam o mundo. No entanto, o que fazemos com as idéias ? enterramos no cabedal burocrático do que dizem ser educação . A atividade movimentou um grupo de quase setenta alunos de duas Escolas com crianças que sabidamente não vivem em boas condições financeiras nem tem a educação de casa necessária para sair da situação em que estão. Para alguns estas atividades criarão problemas, as crianças não se comportarão , haverá violência , não tem valor pedagógico , não  renderá a contento. Pois lamento informar que suas previsões não se concretizaram e a atividade foi um sucesso total.
                Para finalizar gostaria de registrar o amor e o desejo que apareceram  nos rostos de alunos que não citarei nomes para não cometer injustiças a atividade denominada por um velho professor apaixonado pelo que faz de I FESTA DA ÁRVORE nas Escolas MONSENHOR LINHARES E PROFESSORA ANTONIETA CALS  deu certo e o que vocês pensam da Escola Pública está completamente errado. Pois suas teorias estão equivocadas devido ao fato de que a educação pública é utilizada apenas como objeto de pesquisa meramente empírica e pouco prática onde todos vão às escolas no momento em que querem os tais dados e depois a abandonam sem retorno do que foi pesquisado. Parabéns aos alunos, professores e funcionários que se envolveram nessa tarefa memorável, vocês são dignos de aplausos e, sobretudo, da dignidade  que se perdem na ânsia do tal vencer na vida. Que pena que nossas crianças são tal maltratadas pelos interesses que certamente não são da educação. A educação pode existir se aos seus personagens forem dados valores, auto – estima e , sobretudo, respeito.
FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA – PROFESSOR

Sábado de atividades ecológicas no Parque Rio Branco, em Fortaleza

sábado, 24 de setembro de 2011

para refletir

A quem interessa revogar o Código Florestal?

24.09.2011| 01:30
Sheila Cavalcante Pitombeira - Procuradora de Justiça e 1º Vice-Presidente da Abrampa

Criado com o objetivo de proteger as diversas formas de cobertura vegetal, reconhecendo-lhes a utilidade, os benefícios coletivos e, já àquela época, impondo limitações ao direito de propriedade que deveria quedar-se às
restrições de uso previstas na lei, sob pena de ser caracterizado o uso nocivo da propriedade, este é o delineamento do Código Florestal que no último dia 15 de setembro comemorou 46 anos.


Juntamente com isso estabeleceu e institucionalizou a proteção de espaços
geográficos vulneráveis, constitucionalmente denominados “espaços territoriais especialmente protegidos”, as áreas de preservação permanente (APP) e as
reservas legais.


As APPs promovem a proteção da cobertura vegetal, independentemente de ser ou não nativa. E dentre as funções mais conhecidas destaca-se a preservação dos
recursos hídricos, como as margens dos rios e o entorno dos lagos bem como a proteção dos topos de morros e das encostas.


A reserva legal, por sua vez, deve corresponder a uma área no interior das propriedades ou posses rurais, determinada pelos proprietários ou possuidores. Dentre outras funções, há de promover a conservação da biodiversidade.


A supressão da reserva legal sujeita o infrator à recomposição da vegetação, além do pagamento de elevadas multas.


O projeto de lei que pretende revogar o Código Florestal flexibiliza o tratamento legal desses espaços, APP e Reserva Legal. A proposta reduz os parâmetros atuais que determinam as APPs, desnatura a reserva legal que poderá ser indicada em propriedade rural distinta e, curiosamente, promove anistia aos proprietários que desmataram suas reservas legais, retroagindo esse perdão ao ano de 2008. Essas infames “propostas inovadoras” sinalizam muito claramente sobre o que pretendem os interessados nessa mudança.
FONTE: JORNAL O POVO.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

UMA LEITURA OPORTUNA PARA REFLEXÃO

Eles merecem respeito


Cada dia que passa aumenta em Fortaleza o número de catadores de material reciclável. Pessoas extremamente pobres e trabalhadores corajosos tentando sobreviver sem roubar ou pedir esmolas. Eles e seus carrinhos cheios de papéis, metais e plásticos podem ser encontrados em toda parte da cidade. Infelizmente, em nossa cidade, o catador de lixo, no geral, é encarado pela sociedade como aquele pária, sujo e de quem se quer distância. Alguns trabalham durante o calor do dia, outros, durante o frio da noite. Às vezes, famílias inteiras trabalham juntos por motivos de segurança. É um trabalho estafante e perigoso com mãos sem proteção mexendo em sacos e depósitos de lixo. Frequentemente, há exploração chocante por parte de alguns dos atravessadores ou donos dos galpões de material reciclável. Alguns atravessadores oferecem o uso dos seus carrinhos aos catadores para trabalhar em troca de um documento como a carteira de identidade ou carteira de trabalho. Assim esses catadores têm que vender sua coleta para esse atravessador.
Os preços variam muito de atravessador para atravessador. Alguns desses donos de galpões emprestam dinheiro aos catadores assim eles ficam mais dependentes ainda. O sonho de cada catador é ser o dono de seu próprio carrinho e ficar independente e livre para vender onde encontra o melhor preço. Algumas famílias vêm da periferia da cidade quinta-feira à noite e voltam para casa sábado à tarde. Normalmente, essas pessoas dormem na rua quando não estão trabalhando. A exploração de crianças trabalhando como catadores é deplorável, inaceitável e criminoso. A Pastoral do Povo da Rua e a Pastoral do Menor tentam ajudá-las especialmente quando pequenas crianças estão envolvidas.
Os catadores precisam de nossa ajuda. Eles lutam para sobreviver levando R$ 5.00, R$ 10.00 ou R$ 15.00 para casa no fim do dia. Podemos deixar separado em nosso lixo o que eles buscam para vender. Basicamente são três categorias de coisas: (i) plástico: embalagens de produtos de limpeza, garrafas plásticas, tubos e canos, potes de creme e xampu, baldes e bacias, restos de brinquedos, sacos, sacolas e saquinhos de leite (limpos); (ii) metais: tubos de pasta de dentes, latinhas de cerveja e refrigerante, enlatados, alumínio, bronze, chumbo, cobre, ferro e zinco; (iii) papéis secos: jornais, listas telefônicas, folhetos comerciais, folhas de caderno, revistas e folhas de rascunho, papéis de embrulho, caixas de papelão, caixas de brinquedos, caixas longa vida ou Tetra Pak. Vamos tentar ajudar esses humildes trabalhadores separando os itens acima mencionados em nosso lixo para eles pegarem, ou melhor, ainda guardar esse material para entregá-los. São pessoas trabalhadoras, honestas e merecem nosso respeito e admiração.
 autor: PADRE BRENDAN COLEMAN - PUBLICADO NO JORNAL O ESTADO

terça-feira, 20 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

frases sobre a árvore



Frases sobre o Dia da Árvore
“As árvores são poemas que a terra escreve sobre o firmamento. Derrubamo-las e transformamo-las em papel para registrar nosso vazio.” Khalil Gibran
“Se você não puder ser um pinheiro no topo da colina, seja um arbusto no vale, mas seja o melhor arbusto à margem do regato.” Douglas Malloch
“Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz.”
Tom Jobim
“As tempestades fazem os carvalhos aprofundarem suas raízes.” George Herbert
“A árvore quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira.” Provérbio árabe
“O verdadeiro significado da vida é plantar árvores, sob cujas sombras você não espera sentar.”
“Conhece-se a árvore pelos frutos, não pelas flores ou pelos galhos.” Clemente de Alexandria
“Apenas quando não houver mais peixes no mar, animais na fauna e árvores nas florestas é que o homem aprenderá que não se come dinheiro.” Ditado indígena
 “O real sentido da vida é plantar árvores, debaixo de cujas sombras talvez você nunca se sentará.” Nelson Henderson
“Onde as madeiras de lei/ Se a lei deixou derrubá-las?” Carlos Drummond de Andrade
“Transformai uma árvore em lenha que ela arderá; mas, a partir de então, não dará mais flores nem frutos.” Tagore
 “Quando a última árvore tiver caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não se come.”
Greenpeace

domingo, 18 de setembro de 2011

MALDADE OU FALTA DE EDUCAÇÃO?

Diário do Nordeste

Domingo - 18 de setembro de 2011

Cidade

PASSEIO PÚBLICO

Visitantes maltratam baobá centenário

Publicado em 18 de setembro de 2011
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Os rabiscos são ferimentos que deixam as árvores mais vulneráveis aos fungos, segundo a Emlurb
JOSÉ LEOMAR
Os registros, embora sejam uma forma de as pessoas mostrarem que passaram pelo local, são prejudiciais à espécie
"Iaiá, esse baobá foi teu avô Senador quem plantou. Diz que trouxe a semente lá da África, da outra banda, repetia Joana o que ouvira Senha Liduína contar". A citação, do romance "Luzes de Paris e o fogo de Canudos", da escritora cearense Angela Gutiérrez, é prova de que o baobá centenário da Praça dos Mártires, mais conhecida como Passeio Público, já faz parte da memória de Fortaleza.

Infelizmente, apesar de ser uma das 45 árvores da cidade imunes ao corte, a espécie africana, plantada em 1910 pelo então senador Pompeu, está com o tronco danificado. Alana, Ane, Bianca, Bruno, Diego, Douglas, Ingrid, Yasmin, Patrícia e Paulo são alguns dos vários nomes gravados no baobá. A planta pode atingir até 45 metros e viver até seis mil anos.

A estudante K. S. M., 14, por exemplo, visitava o lugar acompanhada do pai e da irmã. Após tirar algumas fotografias na companhia da árvore robusta, a menina apanhou uma vareta do chão e tentou escrever seu nome na planta, mas, devido à fragilidade do objeto, não conseguiu. "Nunca vi uma árvore desse tamanho, só em filmes. Não sabia que existia uma assim em Fortaleza", afirma. Em relação aos rabiscos na árvore, a garota diz que são interessantes. "É para mostrar que essas pessoas estiveram aqui", comenta.

Os registros, embora sejam uma forma dos visitantes mostrarem que passaram pelo local, podem ser prejudiciais à planta, como explica o engenheiro agrônomo José Wilmar da Silveira, diretor do Departamento Técnico de Urbanização da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb). "Os rabiscos deixam as árvores mais vulneráveis aos fungos, vírus e bactérias. O baobá, mesmo sendo um vegetal forte, pode ser prejudicado por causa desses ferimentos", informa.

Metáfora
Na opinião de Angela Gutiérrez, que também é professora de Literatura da Universidade Federal do Ceará (UFC), a árvore não deveria sofrer nenhum tipo de intervenção por parte dos visitantes, pois é um bem cultural e está localizado numa praça tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). "Louvo o esforço da Prefeitura para que o Passeio Público retorne à vida da cidade, mas, no caso do baobá, deveria haver uma maior fiscalização", opina.

Para a escritora, o baobá do Passeio Público pode ser considerado como uma metáfora do povo africano. "Apesar de todas as condições adversas de sua vinda e do desrespeito à sua dignidade e liberdade, eles aclimataram-se à terra brasileira, mesclaram-se às outras etnias e participaram do florescimento do povo que hoje somos e da cultura de múltiplas faces que criamos", acrescenta Angela.

Consciência
Conforme Luiza Perdigão, titular da Secretaria Regional do Centro (Sercefor), o órgão, em conjunto com a Emlurb, Guarda Municipal e Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), é responsável por manter e fiscalizar a praça. No entanto, a secretária acredita que a própria população deveria preservar os patrimônios da cidade. "É uma responsabilidade também do cidadão de Fortaleza, que deve ser consciente", fala.

De acordo com estudo do Núcleo das Africanidades Cearenses (Nace), da UFC, existem pelo menos sete baobás em Fortaleza. Dentre eles, o do Passeio Público, do Serviço Social da Indústria (Sesi) da Barra do Ceará, do Paço Municipal, do Horto Municipal e o da Universidade de Fortaleza (Unifor).

RAONE SARAIVAESPECIAL PARA CIDADE

NOVIDADE BOA...

Veja aqui

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ATIVIDADE DA SEMANA - PARTICIPE


EVENTO: FESTA DA ÁRVORE
REALIZAÇÂO: 24 DE SETEMBRO DE 2011
LOCAL; PARQUE RIO BRANCO
ATIVIDADE:
1.       IDA DOS ALUNOS AO PARQUE RIO BRANCO ONDE SERÃO DESENVOLVIDAS AS SEGUINTES ATIVIDADES:
- Medição da idade de algumas árvores
- Vivência de conhecimento do parque.
- Atividades de esportes radicais como conscientização ecológica
- Contato com membros da ASSOCIAÇÃO PRO PARQUE
- Abraço simbólico do parque
- Limpeza do parque pelos alunos

ESTRATÉGIAS
         Produção de textos
         Confecção de cartazes
         Vivências e ações práticas
PROGRAMAÇÃO
08:00 – Saída em direção aos Parque Rio Branco
08:30 – Chegada no Parque
08:35 – Conversa com os moradores da região e do Movimento PRO PARQUE
09:00 – Visitação ao Parque com medição da idade das árvores
09:30 – Conversa com  a Comissão de Meio Ambiente da CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA
10:00 – Realização de atividades com apresentações musicais, atividades de esportes radicais , distribuição de brindes, etc.
10:30 – Abraço simbólico do parque
11:00 – Retorno às escolas de origem
11:30 – Chegada nas escolas de origem

domingo, 11 de setembro de 2011

agricultura orgânica em destaque...

PROJETO INOVADOR

Jucás incentiva o cultivo orgânico

Publicado em 11 de setembro de 2011
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Plantio protegido de tomate tem ciclo de 120 dias, oferecendo produto sem agrotóxico
FOTO: HONÓRIO BARBOSA
A cidade de Jucás, no Centro-Sul do Estado, está realizando primeiro cultivo de hortaliça protegido da região
Jucás. O primeiro cultivo de hortaliça protegido na região Centro-Sul está em fase experimental, na localidade de Oitis, zona rural deste Município. O objetivo é favorecer o plantio orgânico, protegendo as plantas de pragas e doenças, além de incentivar outros horticultores a seguir o exemplo do produtor rural, Francisco Vando de Souza. Para demonstrar o êxito do projeto, a Secretaria Municipal de Agricultura promoveu um dia especial da cultura de tomate em cultivo protegido, reunindo dezenas de agricultores e técnicos.

O Sítio Oitis transformou-se em uma verdadeira sala de aula. No campo, os produtores rurais receberam informações técnicas sobre a cultura do tomate e de outras hortaliças, o mercado de consumo e dados técnicos da unidade demonstrativa, além de uma análise econômica com custo e rentabilidade de uma área de dois mil metros quadrados, o equivalente a 20% de um hectare.

Alternativa
O ataque de pragas ao tomateiro na região motivou o produtor rural buscar alternativa de cultivo orgânico. "Na última safra perdi mais de 80% da colheita, além do custo com inseticida e da agressão ao meio ambiente", observou Vando de Souza. "Agora espero ter um lucro bom com o cultivo de tomate orgânico de qualidade".

O apoio da Secretaria de Agricultura do Município de Jucás foi fundamental. Em parceria com uma empresa privada, surgiu a ideia de implantar um cultivo protegido com tela de nylon. Foi escolhida a variedade Fascínio híbrido F1, cultivada no sistema de semeadura em bandejas e transplantio, com irrigação por gotejamento.

O ciclo de produção é de 120 dias. A primeira safra foi colhida na última semana de julho. A estimativa de produção foi de 17 mil quilos e o lucro foi em torno de R$ 10 mil, considerando o valor de venda da caixa de 25 Kg por R$ 20,00, embora o preço atual é o dobro, isto é, R$ 40,00. "Mesmo em um cenário com queda de preço pela metade ainda haverá um lucro de três mil reais", observa o secretário municipal de Agricultura, José Teixeira Neto.

O cultivo apresentou alguns problemas como ataques de fungo em decorrência do excesso de umidade na unidade demonstrativa, mas foi corrigido o sistema de irrigação e a doença combatida com produtos orgânicos.

Ampliação
"O nosso objetivo é incentivar a agricultura familiar", frisou o prefeito, Helânio Facundo. "Temos projetos de fruticultura e de hortaliças que já ocupam importantes áreas em várzeas do Rio Jaguaribe, gerando emprego e ampliando a renda no campo", complementa.

O secretário de Agricultura de Iguatu, Valdeci Ferreira, destacou o empenho do vizinho Município em apoiar e desenvolver as atividades agropecuárias. "As ações aqui realizadas são exemplos para outras administrações", frisou. O gerente do Banco do Nordeste, Eugênio Augusto, deixou um recado para os produtores rurais: "A agricultura irrigada com assistência técnica dá certo e o banco tem recurso para financiar projetos. Só precisa haver iniciativas".

Em Jucás, a agricultura familiar vem se expandindo com diversos projetos no setor agropecuário. "Há crédito, temos terra boa e água em abundância", observou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jucás, Hildon Lucas Bezerra. A perenização do Rio Jaguaribe graças a liberação de água do açude Arneiroz, modificou o cenário regional, ampliando o cultivo irrigado de frutas, grãos e hortaliças ao longo das várzeas.

Recentemente, os produtores rurais do Município de Jucás passaram por capacitação técnica sobre práticas modernas de manejo, gerenciamento dos negócios e preservação ambiental.

A Ematerce e outras instituições parceiras viabilizam os projetos agropecuários, favorecendo a agricultura familiar. O gerente do escritório da Ematerce em Jucás, Edmilson Cavalcante, defendeu a diversificação de cultura e lamentou a falta de adesão de alguns produtores ao programa de produção de frutas e hortaliças irrigadas. "Os projetos dão certo, há incentivo e o mercado é favorável, pois a produção sequer atende o mercado da região", afirmou Cavalcante.

Falta opção
Na região Centro-Sul, praticamente não há produção orgânica de frutas e hortaliças. No mercado de cada cidade, os consumidores não têm opção de escolha e acabam levando para casa frutos com índice de contaminação de agrotóxicos.

"Essa produção será vendida facilmente, mesmo com preço mais elevado em comparação com o tomate de cultivo tradicional", prevê Teixeira Neto. "Não haverá dificuldade para escoar a safra".

Benefícios
"Espero ter um lucro bom com o cultivo de tomate orgânico de qualidade"
Vando Oliveira de SouzaProdutor

"Não haverá dificuldade para escoar a safra porque faltam produtos orgânicos"
José Teixeira NetoSecretário de Agricultura

"A agricultura irrigada dá certo e o banco tem recurso para financiar projetos"
Eugênio AugustoGerente do BNB

MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Agricultura do Município de Iguatu
Rua Padre Cícero, S/N - Centro
Telefone (88) 3517.1410

HONÓRIO BARBOSAREPÓRTER
Fonte: JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE - FORTALEZA 

agressão ambiental

LIMITES

Construção invade zona de proteção ambiental

Publicado em 11 de setembro de 2011
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A obra não tem alvará de construção. Na última sexta-feira, uma equipe da SER I paralisou o serviço
FOTO: JOSÉ LEOMAR
Riacho do Alagadiço é prejudicado por aterramento; obra já foi notificada duas vezes, segundo a SER I
A pouca área verde de Fortaleza já virou motivo de reivindicações por parte da população junto à gestão municipal. Fora isso, os parques urbanos, que deveriam ser uma opção de lazer para os cidadãos, expõem falta de segurança, abandono e manutenção precária.

Exemplo disso é o caso do Polo de Lazer da Avenida Sargento Hermínio. A situação chegou a tal ponto que a construção de um condomínio residencial, com aproximadamente 300 apartamentos, pertencente a Harmony Empreendimentos, avançou na área sem ao menos ter alvará de construção e nem licenciamento ambiental.

Fora essas questões, a obra, localizada na Rua Pedro Moraes Borges com a Avenida Sargento Hermínio, no bairro São Gerardo, não respeitou os limites da Área de Preservação Permanente (APP) do Riacho Alagadiço, que foi prejudicado pelas escavações no local.

A assessoria de comunicação da Secretaria Executiva Regional I (SER I) informou que os fiscais do Distrito de Meio Ambiente, em visita ao local na última sexta-feira, detectaram que o prejuízo foi em função do aterramento feito no terreno, o qual avançou além da área permitida, o que acabou invadindo o riacho.

Além disso, a SER I informou que a obra já foi notificada duas vezes, em 2011, por ser uma construção irregular, e confirmou a ausência de alvará pra construção. Na última sexta-feira, a equipe de fiscalização paralisou o andamento da obra. Sobre o valor da multa aplicada à Harmony Empreendimentos, a Regional explicou que dependerá do tamanho da área e da reincidência, e que está sendo calculado pelo Distrito do Meio Ambiente, da Regional I. Em 2007, a obra foi embargada devido à construção irregular de um muro.

Sobre a questão, o setor administrativo da empresa responsável pela obra informou que toda a documentação necessária para edificação já foi encaminhada tanto para Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) quanto para Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

Em nota, a Harmony Empreendimentos informou que o terreno é próprio, e devidamente registrado no cartório do 3° Oficio de Registro de Imóveis sob Nº77911 e, segundo o plano diretor vigente, encontra-se fora do limite da Zona de Proteção Ambiental (ZPA).

Descaso
A comerciante Verônica Moraes, 40 anos, conta que há muitos anos o Polo de Lazer da Sargento Hermínio já foi um lugar recoberto com grama, limpo, ou seja, uma verdadeira opção de lazer para a população da região. Porém, hoje só abriga mato, sofás velhos, entulho, fora as latas de refrigerante e cerveja que são vistas entre as folhas secas espalhadas pelo chão.

"Sem falar na grande quantidade de pessoas que vem aqui só para se drogar e assaltar. Como você pode sentir, aqui o cheiro predominante é o de maconha. É o ponto dos usuários, o que afasta as pessoas por não ter uma fiscalização, uma segurança", denunciou a comerciante.

Ao longo do Polo, por onde se estende o Riacho do Alagadiço, a realidade é pior. O calçadão é destruído, as pistas de skate estão quebradas e o anfiteatro que iria ser construído está abandonado. Além disso, o lixo tomou conta do local.

Segundo a assessoria de comunicação da SER I as obras foram paralisadas devido à falência da empresa que venceu a licitação passada. Além disso, a assessoria acrescentou que a reforma está em fase de licitação e as atividades devem ser iniciadas em meados de outubro.

Enquete
Abandono

"Moro aqui há 30 anos e nunca tinha visto o Polo tão abandonado. Temos que sair daqui para ir fazer caminhada"
Elza Alves51 anos
Pedagoga

"Se fosse bem cuidado, seria o melhor lugar da cidade, cheio de sombra, verde, com espaço para muito lazer"

Marcos Lopes de Souza41 anos
Porteiro
Fonte: JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

UMA BOA NOVIDADE

06/09/2011 15h35 - Atualizado em 06/09/2011 15h53

Estudante de Juazeiro do Norte (CE) cria modelo de tijolo ecológico

Tijolo usa materiais recicláveis e não precisa de queima para secar.
Estudante estima que uso do tijolo reduz em 40% custo da obra.

Do G1 CE, com informação da TV Verdes Mares Cariri
Um estudante de Juazeiro do Norte, no Sul do Ceará, desenvolveu um tipo de tijolo duas vezes ecológico. Ele usa materiais recicláveis para sua fabricação e não precisa de queima para ficar pronto. A ideia é do estudante de tecnologia em construção de edifício, do Instituto Federal de Tecnologia, João Paulo Coelho.
O tijolo leva areia, cimento e pedra santana, uma rocha encontrada em grande escala na região do Cariri. Para produzir o tijolo ecológico é usada a sobra da pedra santana nas jazidas de Juazeiro do Norte.
“Esse trabalho é interessante por dois aspectos: primeiro ele utiliza resíduos que causam impactos ambientais; segundo porque ele agrega valor ao produto final, não está só retirando o resíduo, mas dando um caminho ecologicamente correto”, diz o professor do instituto, Perboyre Barbosa.
Como o tijolo desenvolvido pelo estudante usa cimento, ele não precisa queimar para secar, basta expôr ao sol. O modelo de tijolo faz parte do trabalho de conclusão do curso de João Paulo, que ainda não foi avaliado pelos professores.
O estudante diz que o tijolo ecológico é um pouco mais caro que o material convencional, mas há economia no uso de cimento e no tempo de construção da obra, já que ele tem uma montagem mais fácil, segundo João Paulo. “Se demora menos tempo, é menos mão de obra e menos dinheiro você vai gastar na sua obra”, diz. João Paulo estima que a economia do tijolo ecológico em relação ao tijolo comum é de 40%.
Fonte: www.g1.com.br