domingo, 28 de fevereiro de 2010

UMA REFLEXÃO SOBRE OS AGROQUÍMICOS

Agroquímicos: os venenos continuam à nossa mesa PDF Imprimir E-mail
Escrito por Henrique Cortez   
27-Fev-2010
 
Já discuti este tema antes, mas, diante do continuado crime de nosso envenenamento alimentar, acho necessário retomar a discussão e atualizar as informações e referências.
 
A agricultura "tradicional" se orgulha de produzir alimentos mais do que suficientes para alimentar o planeta e a indústria química se orgulha de ter desenvolvido os insumos utilizados para isto.
 
Devemos nos perguntar qual é o real custo social, ambiental e de saúde desta grande produção ‘aditivada’ com agroquímicos. Quem arca com as conseqüências e quem realmente paga por isto?
 
Não pretendo discutir o manejo do solo, a sua utilização intensiva e extensiva, a ponto de o solo precisar de permanente aplicação de fertilizantes ou de que a produção animal seja um exemplo do horror da exploração desumana.
 
Prefiro falar do nosso longo e lento envenenamento diário. Prefiro discutir a comida que nos mata.
 
Há algum tempo assisti a um telejornal no qual um produtor de morangos, do interior de São Paulo, declarou (devidamente protegido pelo anonimato) que não consumia o morango que produzia por causa dos agrotóxicos. Deste dia em diante passei a estar mais atento ao veneno na minha mesa.
 
A maior parte dos vegetais e frutas não recebe inseticidas sistêmicos (que são absorvidos e fixam-se na seiva). Eles são mais usados em grãos e sementes, além de algumas culturas perenes. De fato, a nossa feira cotidiana pode e deve ser ‘desintoxicada’ com uma cuidadosa lavagem, mesmo os fungicidas do tomate, morango, figo, uva etc.
 
Assim, em tese, ficamos com a responsabilidade de ‘descontaminar’ os alimentos vegetais, lavando-os de forma cuidadosa e disciplinada, algo que poucos têm tempo de fazer.
 
Qual o risco que corremos com aquele ‘pouquinho’ que ficou, que ‘escapou’ da lavagem? Ninguém sabe, e a agricultura comercial, a indústria agroquímica, pouco se importa com isto.
 
Para colocar o tema em discussão, nem será preciso nada mais do que fazer um rápido e pequeno balanço do que já publicamos.
 
A intensa utilização de agrotóxicos na nossa agricultura foi claramente demonstrada no Censo Agropecuário 2006, confirmando que quase 80% de proprietários rurais usam agrotóxico
 
Uma pesquisa da Fiocruz, em Pernambuco, identificou a presença de parasitos em 96,6% das amostras de alface coletadas em supermercados e feiras livres da cidade. E isto nas alfaces cultivadas pelo método tradicional, o orgânico e hidropônico
 
No Japão, em setembro/2009, o arroz importado da China contaminado com pesticida e fungo levou ministro da Agricultura a renunciar. Neste lamentável caso de ganância irresponsável (mais uma dentre tantas), o arroz foi importando para uso industrial, na produção de colas, mas funcionários da Mikasa Foods desviaram o lote para produção de comida, que  contaminada por pesticida e fungo foi servida em escolas, restaurantes, hospitais, lojas e lanchonetes
 
O imenso volume de herbicidas aplicados no Brasil contamina os solos, os mananciais e até mesmo o aqüífero Guarani. A contaminação dos mananciais e aqüíferos também chegará até nós pela água que bebemos e pelos produtos agrícolas irrigados com a água contaminada
 
Um estudo do U.S. Geological Survey demonstrou que seis agrotóxicos persistentes foram encontrados nos poços em todo os EUA. Se esta tragédia tóxica acontece mesmo sob rígido controle, imaginem do lado de baixo do Equador
 
Um outro estudo nos EUA demonstrou a contaminação da água de poços domésticos, o que não deve ser muito diferente por aqui, principalmente nas zonas rurais, intensamente expostas pela aplicação dos agrotóxicos
 
Até mesmo os produtos orgânicos podem ser contaminados indiretamente, como é o caso dos antibióticos usados em animais e que são absorvidos pelas hortaliças cultivadas em solo adubado com resíduos animais. A agricultura orgânica é intensa utilizadora da adubação orgânica
 
O abusivo uso de antibióticos levou a Coréia do Sul a rejeitar frango contaminado com antibióticos procedente do Brasil. Se isto acontece com o frango de exportação, o que acontecerá com o frango consumido por aqui mesmo?
O tema da contaminação por antibióticos foi muito bem discutido no artigo "Antibióticos, o mal que entra pela boca do homem", de Ana Echevenguá
 
Nem mesmo o mel está protegido de contaminação, como demonstrou a revista alemã Öko-TEST, de 02/01/2009, que, a partir de testes em laboratório, identificou uma generalizada contaminação do mel por transgênicos e agrotóxicos
 
A contaminação das abelhas é um desastre global que ameaça a produção de alimentos. A segurança alimentar está ameaçada e a crise alimentar pode adquirir contornos ainda mais trágicos se a maciça morte de colônias inteiras de abelhas continuar no ritmo atual. Sem este pequeno inseto polinizador os efeitos na produção agrícola podem ser devastadores
 
Poucas pessoas sabem que as abelhas prestam serviços ambientais muito mais relevantes do que a mera produção de mel. As mais de 20 mil espécies de abelhas polinizam a floração de, pelo menos, 90 culturas, tais como maçãs, nozes, abacates, soja, aspargos, brócolos, aipo, abóbora e pepino, laranjas, limões, pêssegos, kiwi, cerejas, morangos, melões, milho etc.
Como já havia ocorrido com o tomate, a batata, o figo e o morango, também a uva recebe grandes doses de agrotóxicos. Uma pesquisa da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sobre o efeito de agrotóxicos em vinicultores do Rio Grande do Sul revelou altos índices de intoxicação
 
Falando em uva, uma pesquisa comprovou que a exposição de ratas grávidas ao fungicida vinclozolin provocou inflamação na próstata dos filhos quando adultos. Este é um fungicida muito utilizado em uvas
 
Poucas pessoas percebem que estamos expostos a um coquetel de diversos agrotóxicos, que não são testados, em termos de segurança, para exposição associada
 
O tema do envenenamento cotidiano foi debatido com clareza e precisão nos artigos "Agrotóxicos: O holocausto está aqui, mas não o vêem", de Graciela Cristina Gómez, e "Agrotóxicos: poluição invisível", de Márcia Pimenta
 
Uma pesquisa norte-americana demonstrou que pesticidas comuns na agricultura comercial, que podem ‘atacar’ o sistema nervoso central dos salmões, tornam-se ainda mais mortais quando combinados com outros pesticidas
 
Cientistas do NOAA Fisheries Service e da Washington State University esperavam entrar efeitos perigosos nos pesticidas acumulados na água, mas ficaram surpresos com a sinergia mortal de algumas combinações de pesticidas, mesmo quando combinados em níveis considerados baixos.
Resultado comparável foi obtido com a exposição de anfíbios e pesquisadores; mesmo baixas concentrações de pesticidas podem ser tóxicas quando vários produtos são misturados
 
Se isto acontece com peixes e anfíbios, por que não com outros animais? Incluídos os humanos que são envenenados e com os desumanos que nos envenenam.
Também nos EUA, duas novas pesquisas, publicadas na edição online da revista Journal of Chromatography B, indicam que o leite nos EUA e Europa pode estar contaminado com estrogênios e com fármacos de uso veterinário
 
A lista de acusações contra os agrotóxicos é imensa. Sabemos, graças a pesquisas científicas, que o pesticida Dieldrin é associado ao câncer de mama e que pesticidas podem afetar a fertilidade feminina. Os pesticidas, também, são relacionados a tumores cerebrais em mulheres.
Pesquisa da Fiocruz identificou que a exposição a agrotóxicos causa declínio no nascimento de homens em cidades do Paraná
 
A intensa utilização de agrotóxicos no Brasil é ainda mais irresponsável do que nos EUA e na Europa. Em primeiro lugar porque o agricultor brasileiro usa mais agrotóxicos do que o necessário. Em segundo, porque, no Brasil, importamos agrotóxicos proibidos nos próprios países onde são produzidos
 
E, em terceiro, porque um levantamento do Ministério da Agricultura detectou que agricultores estão utilizando agrotóxicos irregulares em pelo menos 61 hortaliças e frutas produzidas no Brasil. Os agrotóxicos registrados para o tomate, por exemplo, estão sendo utilizados para combater ervas daninhas e pragas da berinjela. A maior parte destes alimentos faz parte da dieta alimentar diária dos brasileiros
 
Como se não bastasse a importação e utilização legal de agrotóxicos proibidos nos próprios países onde são produzidos, ainda são utilizados agrotóxicos ilegais, contrabandeados e sem qualquer controle de toxidade, como noticiamos na matéria "O veneno à nossa mesa: Polícia Federal realiza operação de repressão ao contrabando de agrotóxicos ilegais"
 
Para aumentar o caos venenoso, ainda há quem adultere a formulação de agrotóxicos autorizados, como ocorreu quando a fiscalização da Anvisa apreendeu 1 milhão de litros de agrotóxicos adulterados na Bayer
 
Mas este foi apenas mais um caso, porque, em agosto/2009, a Anvisa já havia apreendido 950 mil litros de agrotóxicos adulterados e interditado a linha de produção de cinco agrotóxicos da empresa Iharabras S.A Indústria Química, integrante de um conglomerado japonês.
 
Antes disso, operação simultânea da Anvisa e Polícia Federal apreendeu 2,5 milhões de litros de agrotóxico adulterado e interditou a linha de produção de cinco agrotóxicos da empresa Milenia Agrociencias S/A, filial do grupo israelense Makhteshim Agan.
 
Observem, nestes três casos mais recentes, que não estamos falando de laboratórios clandestinos ou ‘empresas de garagem’, mas de grandes multinacionais. Por aí imaginem o que se produz e se adultera em estabelecimentos clandestinos.
 
A Anvisa, em abril/2008, divulgou o resultado do monitoramento de agrotóxicos em alimentos. O tomate, o morango e a alface foram os alimentos que apresentaram os maiores números de amostras irregulares referentes aos resíduos de agrotóxicos, durante o ano de 2007. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram teores de resíduos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas. Já a batata e a maçã tiveram redução no número de amostras com resíduos de agrotóxicos
 
Fazendo um balanço deste criminoso e continuado envenenamento cotidiano, uma excelente reportagem de Nilza Bellini, na Revista Problemas Brasileiros, nº. 394, denunciou que o Brasil é campeão mundial de envenenamento e que os pesticidas intoxicam trabalhadores rurais e contaminam alimentos
 
Bem, a lista de ‘desastres’ seria infinita e esta, creio, já é suficiente para uma rápida reflexão.
 
Aqui volto à minha questão inicial: qual é o real custo social, ambiental e de saúde desta grande produção ‘aditivada’ com agroquímicos? Quem arca com as conseqüências e quem realmente paga por isto?
 
Pagamos nós, com nossa saúde e nossas vidas, mais este ‘subsídio’ aos que dizem alimentar o mundo.
 
Sinceramente, não me sinto grato pelo ‘imenso favor’ de nos alimentarem. Alimentam, é fato, mas colocam o veneno à nossa mesa.
 
Henrique Cortez é ambientalista e coordenador do Portal EcoDebate
 
Contato: henriquecortez@ecodebate.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
 

glossário ecológico

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PARA REFLETIR SOBRE O PROBLEMA DO CONSUMO - TEXTO RETIRADO DO SITE www.jornaldomeioambiente.com.br

Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado

3367De Anne Chaon (AFP)

PARIS
— No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca maciça está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera - o que precisa fazer com que mudemos de hábitos.

Alimentar a humanidade - nove bilhões de indivíduos atpé 2050, segundo as previsões da ONU - exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta quinta-feira, a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

"O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo", destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre "os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050".

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.

Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais - que só restituem em média 500 calorias na mesa - e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos.

Por outro lado, o gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas.

E, mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é "rentável" do ponto de vista alimentar: "são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina", explicou Guyomard.

Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado - 56% nos países ricos - segundo o World Ressources Institute.

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substitui-lo pelo peixe?

Os oceanos não podem ser considerados uma despense inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescaodres é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.

No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.






3367a

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

derretimento da Antártida.

uma leitura para reflexão

Amazônia ainda é nossa


23/2/2010
Conservar-se recursos do meio ambiente, prejudicando o desenvolvimento das presentes e das futuras gerações, atendendo a apelos de países que exibem condições de primeiro mundo e que já não detêm recursos naturais em seus próprios territórios, pois estes já se encontram exauridos pelo uso indiscriminado e descomedido, deveria ser rotulado como crime de lesa-pátria. Esta falsa preocupação dos países desenvolvidos que querem a preservação e conservação de nossas riquezas naturais, em especial as situadas na região amazônica, alegando serem patrimônios da ecologia do planeta, com chavões do tipo: "Amazônia é o pulmão do mundo", são, como se diz popularmente, "conversas para boi dormir". O oxigênio que é liberado durante o dia é absorvido durante a noite (fotossíntese x respiração). O nosso oxigênio vem do mar, se o mundo dependesse do oxigênio da Amazônia já tinha se extinguido há muito tempo. Há a necessidade de realizar um grande empreendimento para a ocupação da Amazônia, com a participação de setores sociais, empresariais tecnológicos e científicos. Desta iniciativa, poderiam tomar parte ambientalistas sérios, e não comprometidos como o ministro Minc, que repete o que ouviu dizer. Precisamos nos valer do potencial econômico das nossas florestas e integrá-lo à nossa dinâmica econômica, já que potências estrangeiras interessadas nas imensas riquezas da região já contam como certa a internacionalização da Amazônia, que seria o primeiro passo para desnacionalização e ocupação dessa área. Isto tudo não são hipóteses sem fundamentos. Oitenta e dois por cento dos militares e setenta e oito por cento dos civis consideram possível uma invasão estrangeira da Amazônia. Ninguém vê o porque de tencionarem conservar aquela área. No ano passado, li o livro A menina que roubava livros. Ali se mostravam as atrocidades que sofriam os judeus e os não simpatizantes do nazismo e a adoração da maioria a Hitler e ao seu regime. Lembrei-me da nova "doutrina" que está se formando no Brasil: "não tocar no que constitui o meio ambiente" - como se isto fosse possível.


Francisco Braga Andrade - Professor universitário e membro da ACM

parabéns vocês conseguiram...

Iêmen enfrenta crise de água

Um produtor de água, recentemente entrevistado pelo reuters, explica que mesmo com um poço de 400 metros de profundidade, eles não estão mais conseguindo extrair um volume considerável de água. O mesmo acontece nos outros poços com profundidade de 600 e 914 metros na capital montanhosa do Iêmen, Sanaa, mais água está sendo consumida do que produzida. Famílias reportaram que estão sem acesso à água por semanas. Sanaa á habitada por 2 milhões de pessoas e está crescendo rapidamente. Cientistas dizem que se essa tendência continuar, a cidade se tornará fantasma em 20 anos. Para piorar a situação, há evidências de que uma grande proporção desta falta de água seja culpa de uma “droga nacional”.

Em quase todos os 21 aquíferos do Iêmen, a água é retirada além da capacidade os impedindo de serem recarregados. A demanda é alta especialmente em cidades como Sanaa, localizadas em terras altas. Andrew Sahooly, um especialista em água alemão, disse em uma entrevista ao Reuters, que se continuar desta forma, Sanaa se tornará uma cidade fantasma em 20 anos”. Sahooly assim como outros cientistas prevê que milhões de “refugiados da água” terão que abandonar a cidade, e serão forçados a ir para seus vizinhos no golfo ou até para a Europa. Em outras palavras, o Iêmen está sofrendo completamente de uma crise de água.
Curiosamente, a raiz do problema vem de uma droga nacional. Um fraco narcótico obtido de folhas de uma planta do país, chamada de Qat, é imensamente popular no Iêmen – os homens a mascam durante grande parte do dia, até mesmo no trabalho. A droga é legal, e socialmente aceitável e também tem os mínimos efeitos narcóticos, mas é um dos principais responsáveis por secar o estoque nacional de água.
Cerca de 90% da água utilizada no País é destinada à agricultura. E um volume impressionante de 37% de toda essa água é utilizada no cultivo da planta que gera a droga. Os subsídios do governo encorajam o cultivo da planta, e a industria de Qat emprega milhares de pessoas. “É verdade que a qat utiliza muita água mas o Iêmen não pode viver sem ela” disse um comerciante de qat ao Reuters. Um outro afirmou que, “Nós dependemos do qat. Sem isso, o Iêmen é impossível. Que Deus nos ajude a achar mais água.”
Os governos do oeste temem que a instabilidade que uma grande crise de água além de ser devastadora para a população do Iêmen, a torne um grande alvo de recrutamento de grupos terroristas como o Al Qaeda.
Há 23 milhões de habitantes no Iêmen, e a tendência é que a população dobre nos próximos 20 anos. Se uma forma mais sustentável de gerenciar a água não for encontrada, a área deverá se tornar instável – conflitos violentos pela falta de água já começaram a acontecer em províncias do norte. Vamos torcer para que o Iêmen arranje uma forma melhor de manter a sua agricultura e também o aumento da população sedenta. Alguns estão pedindo que parem com os subsídios do qat, o que colocaria o país em uma crise econômica por muitas décadas.

ENERGIA INTELIGENTE?

site em defesa dos animais

Conheça este site em defesa dos Animais.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

CALÇADAS SEM FEZES DE ANIMAIS

um texto brilhante... JORNAL DO LEITOR O POVO

Rennê/Roziane

SOS fauna brasileira

Rennê Câmara Barros e Roziane de Arruda Câmara
20 Fev 2010 - 01h50min
De fato o Brasil é um país bastante rico, não em apenas riquezas materiais, mas também em: belezas naturais, diversidade na flora e principalmente na fauna. Nosso país possui uma variedade gigantesca de espécies de animais: terrestres, aquáticos, mamíferos... que infelizmente corre risco de diminuir ou de desaparecer graças a extinção destes.

E este grave problema vem se intensificando cada vez mais por inúmeros motivos. Entre eles se incluem a destruição de seu habitat, que é algo importante para a sobrevivência de determinadas espécies, caças ilegais e outros.

Porém, apenas são essas as causas do desaparecimento de espécies da fauna brasileira, de todos o mais praticado é o tráfico de animais. Muitos deles são capturados mantidos em cativeiro, de uma forma cruel e impiedosa e em seguida vendidos, quase sempre, para o exterior. Apesar de ser crime inafiançável, o tráfico de animais é uma ilegalidade que é geralmente realizada de uma forma em que se haja impunidade dos culpados.

Às vezes a extinção dos animais pode estar mais perto do que imaginamos. Se encontra em alguém próximo de nós que maltrata algum animal de estimação, o mantendo em cativeiro em condições muito precárias, por exemplo.

Tem-se que se ter o conceito de que os animais são como os seres humanos que devem ser tratados com mais respeito, da mesma forma com que temos que respeitar a natureza, sendo que eles fazem parte também desse conjunto.

Para que se respeite a Terra é necessário que se cultive esse sentimento por todos que nela habitam.

Rennê Câmara Barros e Roziane de Arruda Câmara - ALUNOS DO 9° ANO -COLÉGIO DOM FELIPE/ 9º ANO

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LEITURA IMPORTANTÍSISIMA

A Sociedade Mundial da Cegueira






Leonardo Boff *
Adital -
O poeta Affonso Romano de Sant'Ana e o prêmio Nobel de literatura, o português José Saramago, fizeram da cegueira tema para críticas severas à sociedade atual, assentada sobre uma visão reducionista da realidade. Mostraram que há muitos presumidos videntes que são cegos e poucos cegos que são videntes. Hoje propala-se pomposamente que vivemos sob a sociedade do conhecimento, uma espécie de nova era das luzes. Efetivamente assim é. Conhecemos cada vez mais sobre cada vez menos. O conhecimento especializado colonizou todas as áreas do saber. O saber de um ano é maior que todo saber acumulado dos últimos 40 mil anos. Se por um lado isso traz inegáveis benefícios, por outro, nos faz ignorantes sobre tantas dimensões, colocando-nos escamas sobre os olhos e assim impedindo-nos de ver a totalidade.
O que está em jogo hoje é a totalidade do destino humano e o futuro da biosfera. Objetivamente estamos pavimentando uma estrada que nos poderá conduzir ao abismo. Por que este fato brutal não está sendo visto pela maioria dos especialistas nem dos chefes de Estado nem da grande mídia que pretende projetar os cenários possíveis do futuro? Simplesmente porque, majoritariamente, se encontram enclausurados em seus saberes específicos nos quais são muito competentes mas que, por isso mesmo, se fazem cegos para os gritantes problemas globais. Quais dos grandes centros de análise mundial dos anos 60 previram a mudança climática dos anos 90? Que analistas econômicos com prêmio Nobel, anteviram a crise econômico-financeira que devastou os países centrais em 2008? Todos eram eminentes especialistas no seu campo limitado, mas idiotizados nas questões fundamentais. Geralmente é assim: só vemos o que entendemos. Como os especialistas entendem apenas a mínima parte que estudam, acabam vendo apenas esta mínima parte, ficando cegos para o todo. Mudar este tipo de saber cartesiano desmontaria hábitos científicos consagrados e toda uma visão de mundo.
É ilusória a independência dos territórios da física, da química, da biologia, da mecânica quântica e de outros. Todos os territórios e seus saberes são interdependentes, uma função do todo. Desta percepção nasceu a ciência do sistema Terra. Dela se derivou a teoria Gaia que não é tema da New Age; mas, resultado de minuciosa observação científica. Ela oferece a base para políticas globais de controle do aquecimento da Terra que, para sobreviver, tende a reduzir a biosfera e até o número dos organismos vivos, não excluídos os seres humanos.
Emblemática foi a COP-15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague. Como a maioria na nossa cultura é refém do vezo da atomização dos saberes, o que predominou nos discursos dos chefes de Estado eram interesses parciais: taxas de carbono, níveis de aquecimento, cotas de investimento e outros dados parciais. A questão central era outra: que destino queremos para a totalidade que é a nossa Casa Comum? Que podemos fazer coletivamente para garantir as condições necessárias para Gaia continuar habitável por nós e por outros seres vivos?
Esses são problemas globais que transcendem nosso paradigma de conhecimento especializado. A vida não cabe numa fórmula, nem o cuidado numa equação de cálculo. Para captar esse todo precisa-se de uma leitura sistêmica junto com a razão cordial e compassiva, pois é esta razão que nos move à ação.
Temos que desenvolver urgentemente a capacidade de somar, de interagir, de religar, de repensar, de refazer o que foi desfeito e de inovar. Esse desafio se dirige a todos os especialistas para que se convençam de que a parte sem o todo não é parte. Da articulação de todos estes cacos de saber, redesenharemos o painel global da realidade a ser compreendida, amada e cuidada. Essa totalidade é o conteúdo principal da consciência planetária, esta sim, a era da luz maior que nos liberta da cegueira que nos aflige.
[Autor de A nova era: a consciência planetária, Record (2007)]

* Teólogo, filósofo e escritor
publicado no site www.adital.org.br

sábado, 20 de fevereiro de 2010

LIXO NUCLEAR - UMA PESQUISA PARA SUAS CONCLUSÕES


Definição

O lixo nuclear é todo resíduo formado por compostos radioativos que perderam a utilidade de uso.

Este lixo é produzido por diversas fontes, sendo as principais:

- Usinas nucleares: após o processo de fissão nuclear, o que sobra do uso do urânio é considerado lixo nuclear.
- Armas Nucleares: na fabricação, manutenção ou desativação deste tipo de arma, vários resíduos nucleares são gerados.
- Laboratórios de exames clínicos: alguns instrumentos de exames médicos usam produtos radioativos como, por exemplo, máquinas de raio-x.

O lixo nuclear deve ser transportado, tratado e isolado com máximo rigor de cuidado, seguindo diversas normas de segurança internacionais, a fim de evitar qualquer tipo de acidente ou contaminação. Um dos principais problemas atuais é o destino deste tipo de lixo.

O contato do ser humano com este tipo de lixo pode ter como conseqüência o desenvolvimento de várias doenças (câncer é a principal) e até a morte imediata.

Curiosidades:
- O lixo nuclear pode levar de 50 a 100 anos para perder toda sua radiação.
- No Brasil, ocorre a produção de lixo nuclear nas Usinas Atômicas de Angra I e Angra II, situadas em Angra dos Reis (RJ).

Para refletir

CONTRA O PAREDÃO DE SOM

Na praia, quero ouvir o barulhinho bom das ondas.
No teatro, só o espetáculo.
No cinema, só o filme.
Em casa, desfrutar silêncio e sons que não acordam os vizinhos.
Na praça, só o buchicho das conversas.
Nas igrejas, rezar baixinho: os deuses não são surdos.
No Passeio Público e no jardim do TJA, quero ouvir cantiga de passarinho.
 
Vivo em Fortaleza. 
Quero viver em outra cidade: Fortaleza sem carro de som nas ruas.
 
Agora está na nossa mão desligar a violência do som.
Chega de práticas invasivas.
Elas negam meu espaço, que é sempre uma partilha com o outro.
 
Vamos à Câmara de Vereadores: audiência pública Lei do Paredão
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010, 9h
 
SAI PAREDÃO DE SOM!
O barulhão é pago. O silêncio é gratuito.
Eu quero escutar a vida da cidade.

UMA DISCUSSÃO PERTINENTE SOBRE O PROBLEMA DA ÁGUA