segunda-feira, 30 de novembro de 2009

MOMENTOS DO CURSO NA ESCOLA VISCONDE DO RIO BRANCO


O PROJETO ESCOLA AMBIENTAL APRENDIZES DA NATUREZA ESTEVE DIA 28 NA ESCOLA VISCONDE DO RIO BRANCO DISCUTINDO A QUESTÃO AMBIENTAL. VEJA FOTOS DO EVENTO

sábado, 28 de novembro de 2009

CURSO NA ESCOLA VISCONDE DO RIO BRANCO

Estaremos hoje na Escola Visconde do Rio Branco tentando passar a idéia da Educação Ambiental, Cidadania e Responsabilidade Social. É um momento de riqueza de reflexões e muita cidadania.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

LANÇAMENTO DE LIVRO

LANÇAMENTO DE LIVRO - JOSÉ ELI DA VEIGA

O economista José Eli da Veiga, professor da FEA-USP, lança no dia 14 de dezembro de 2009, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, seu livro Mundo em Transe – Do Aquecimento Global ao Ecodesenvolvimento, no qual resume para o grande público boa parte da experiência que adquiriu em quase 40 anos de dedicação ao estudo do desenvolvimento sustentável.



Publicada pela Editora Autores Associados, a obra discute a transição para o baixo carbono, crescimento e sustentabilidade, bem como o monitoramento do ecodesenvolvimento num cenário de riscos causados pelas mudanças climáticas e pela proliferação nuclear.
O lançamento terá início às 16h30, no Teatro Eva Herz, com um debate entre o autor e os também economistas Ladislau Dowbor e Ricardo Abramovay, sobre o tema “Transição ao Baixo Carbono”, tendo como mediador o vice-presidente executivo do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi.


O evento se encerrará com sessão de autógrafos, a partir das 19h00, no andar térreo da livraria


SERVIÇO


O quê: Lançamento do livro Mundo em Transe – Do Aquecimento Global ao Ecodesenvolvimento, de José Eli da Veiga;


Data: 14 de dezembro de 2009;


Horário: Debate às 16h30, no Teatro Eva Herz, seguido de sessão de autógrafos, às 19h00, no andar térreo;


Local: Livraria Cultura do Conjunto Nacional;


Endereço: Avenida Paulista, 2073, Bela Vista – São Paulo (SP).

UMA DISCUSSÃO QUE MERECE REFLEXÕES.

LEIA ESTE ARTIGO SOBRE ÉTICA AMBIENTAL

ARTIGOS


Homem-Natureza: a nova relação ética




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ANTÔNIO SILVEIRA RIBEIRO DOS SANTOS
Juiz de direito em São Paulo. Criador do Programa Ambiental: A Última Arca de Noé (www.aultimaarcadenoe.com)




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I - ÉTICA : Definição


A palavra ética vem do grego ETHOS que significa: modo de ser, caráter enquanto forma de vida do homem.


Ética é a forma de proceder ou de se comportar do ser humano no seu meu social, sendo portanto uma relação intersocial do homem. Os parâmetros são as condutas aceitas no meio social, e tem raízes no fato da moral como sistema de regulamentação das relações intersociais humanas, e se assenta em um modo de comportamento.


Portanto, a ética é uma ciência da moral e pode ser definida como: a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade ( Adolfo Sanches Vasquez, Ética, ed. Civilização Brasileira, 14ª edição ).


Podemos, também, dividí-la em : ética normativa que são as recomendações; e ética teórica quando explica a natureza da moral relacionadas às necessidades sociais.


Como teoria a ética estuda e investiga o comportamento moral dos homens, tendo seu valor como teoria naquilo que explica e não no fato que recomenda ou prescreve ( Vasquez , 1993 ).


Atualmente, ante as correntes intuitivas, positivas e analíticas, a ética foi reduzida a análise da linguagem moral, abstraindo-se as questões morais.


Resultado disto é que a moral e a ética perderam significado social, dando-se importância a obtenção finalista do sucesso pessoal e material a qualquer custo, ficando assim reduzida a preceitos delimitadores das relações profissionais ( Códigos Éticos ), restando a ética normatizada apenas e direcionada às profissões. Não há mais uma ética universal.


Dessa forma, passamos por uma crise ética e moral, faltando uma orientação ética geral, e a ética, como conhecemos, ciência da moral, está relegada a um plano inferior social, deixando de ser uma orientadora do comportamento humano como dantes.


II - UMA NOVA FILOSOFIA : Ecocêntrica


Desde o seu aparecimento como espécie inteligente o ser humano vem interferindo sistematicamente no meio ambiente, degrando-o cada vez mais.


A partir do sec.19, principalmente com a Revolução Industrial, surgiu um grande avanço tecnológico, ocorrendo uma grande explosão demográfica com conseqüência nefastas ao ambiente em todo o globo.


Segundo Aristóteles : "Há um limite para o tamanho das nações, assim como há um limite para outras coisas, plantas, animais, instrumentos; pois nenhuma delas retém seu poder natural quando é muito grande, ou muito pequena; ao contrario, ou perde inteiramente sua natureza, ou se deteriora".


As palavras do grande sábio grego mostra-nos que na sua longínqua época alguém já tinha uma visão cósmica do problema do crescimento das civilizações.


No correr dos séculos a civilização humana foi se expandindo gradativamente por todo o globo terrestre, sendo essa expansão de certa forma regular, e o desenvolvimento tecnológico havido nos últimos cem anos, principalmente, propiciou o surgimento de novas técnicas da medicina, o que resultou em uma queda dos índices de mortalidade, aumentando a população mundial em vista do desequilíbio do binômio nascimento-morte.


Assim, quase ao final do século XX, experimentamos gravíssimos problemas decorrentes da explosão demográfica como: mundialização da pobreza e da fome; descontrole dos meios de produção alimentar , degradação cultural, entre outros;o que vem impossibilitando nações inteiras de se manter , levando-as aos limites da sobrevivência.


Dessa forma, podemos constatar que a própria evolução científica do homem está levando - o a uma crise de existência sem precedentes em sua história, encurralando-o em seu próprio mundo.


Somente com estudos profundos e um planejamento sério de desenvolvimento com atenção específica da problemática populacional, bem como uma nova filosofia de vida, poderá o ser humano conhecer o seu limite de crescimento e, assim, evitar que a civilização moderna ultrapasse a sua capacidade de expansão e entre em colapso.


Apesar do Planeta Terra estar no limiar desse colapso, ainda é tempo de refletirmos sobre as palavras do grande filósofo grego e modificando nosso comportamento tomarmos o rumo que nos permita sobreviver enquanto espécie.


Devemos observar também, que toda a sociedade é responsável pela degradação ambiental, pois: o rico polui com sua atividade industrial, comercial etc; o pobre polui por falta de condições econômicas de viver condignamente e por falta de informações, já que a maioria é semi-analfabeta; e o Estado polui por falta de informações ecológicas de seu administradores, gerando uma política desvinculada dos compromissos com o meio ambiente.


Isto tudo, somado aos novos conhecimentos científícos que concluem que o homem faz parte da natureza como vemos por exemplo na teoria evolucionista de Darwin, pela qual a raça humana tem origem no mesmo ancestral dos grandes macacos e evolui como todos os demais seres viventes, e ainda a Teoria de Gaia de Luveloch para a qual a Terra, Gaia, é um ser vivo que pulsa em vida plena com todos os seus seres, incluindo o homem em igualdade de condições, surgiu a necessidade do ser humano rever a sua ação predatória e conseqüentemente seu comportamento integral.


Isto faz também com que a visão antropocêntrica que rege a conduta humana, tendo o homem como o centro do universo, comece a perder força.


A ética antropocêntrica, principalmente decantada por Kant, que orientou e deu base para as doutrinas posteriores, e que estuda o comportamento social do homem entre si, levando-o ao pedestal de espécie superior pela razão, perde campo para uma nova visão: a visão ecocêntrica.


Esta nova visão ecocêntrica que podemos definir como o homem centrado em sua casa ( " oikos" = casa em grego) ou seja o homem centrado no tudo ou no planeta como sua morada, permite o surgimento de uma ética que estuda também o comportamento do homem em relação à natureza global; com ela o ser humano passa a enteder melhor a sua atuação e responsabilidade para com os demais seres vivos.


Surge, então, a necessidade desta nova forma de conduta em relação à natureza. Uma nova forma de importância; uma nova concepção filosófica homem-natureza.


A ética passa a ser também, neste caso, um estudo extrasocial e extrapola os limites intersociais do homem, surgindo, assim, uma nova ética diversa da ética tradicional. Surge a ética ambiental.


Com ela nós passamos a ter mais " humildade zoológica ", e conseqüentemente, passamos a ter um novo entendimento da vida; mas para que isto ocorra é necessário que tenhamos uma plena conscientização da problemática ambiental, caracterizando esta como ter pleno conhecimento de algo e o seu processo dá-se internamente, refletindo-se nas ações.


III - ÉTICA AMBIENTAL :


Essa nova filosofia ecocêntrica e a conscientização fazem com que o ser humano passe a se preocupar com suas ações entendendo que ele faz parte na natureza. Não é o " dono da Natureza " . Passa a compreender que a Natureza não está ali para servi-lo, mas para que ele possa sobreviver em harmonia com os demais seres.


Percebendo isso, o ser humano passou a se preocupar com suas ações. Passou a ter ações coerentes em relação à Natureza. Mesmo as suas ações intersociais passam a ser direcionadas à causa da preservação da vida global.


Então, estará ele desenvolvendo cada vez mais uma visão " holística " do mundo, ou seja uma visão global.


Essa nova consciência e visão global trazem a ele a necessidade de desenvolver uma nova linha de conduta ética entre ele e a Natureza, formando uma nova interligação ética: homem-natureza.


Ética Ambiental. Definição : é o estudo da conduta comportamental do ser humano em relação à natureza, decorrente da conscientização ambiental e conseqüente compromisso perssonalíssimo preservacionista, tendo como objetivo a conservação da vida global.


Com essa nova ética, diferente da ética tradicional, vai pautar toda a sua vida e assim estará ele agindo sempre com um maior compromisso ético. Compromisso criado por ele próprio. Dentro dele. Sem nenhuma lei que não seja a sua consciência.


Esse compromisso ético é personalíssimo, de modo que não está adstrito a nenhum outro compromisso. É um compromisso de todos os conscientes. É um compromisso da sociedade consciente. É ético não legal. Não se trata de obrigação legal, mas moral e ética de cada um.


O compromisso ético reflete-se em ações éticas, isto é, em ações coerentes com os princípios éticos da pessoa, de modo que as ações impulsionadas por esta nova ética homem-natureza trarão resultados favoráveis à preservação ambiental e conseqüentemente a melhoria da qualidade de vida.


Como pode essa nova ética ser aplicada na vida profissional de pessoas que exercem atividades não ligadas à Natureza?


Essa é uma questão interessante, porque o aparente desvinculação entre uma profissão qualquer e a natureza, é apenas aparente, mas tem ligação direta com sua preservação.


Sabemos que as diversas profissões tem conotações tipicamente de relações sociais , ou seja homem/homem; porém, em se tratando de um


profissional de qualquer área consciente da problemática ambiental e, conseqüentemente, imbuído da nova ética homem-natureza, suas ações serão eticamente coerentes e direcionadas à preservação do ambiente, quando no seu trabalho deparar com ações ou tarefas prejudiciais à vida do ser humano e da Natureza em si.


Estará ele atento para evitar estas ações, lutando até mesmo contra seus interesses pessoais em prol da causa ambiental. Por que?


Porque ele estará agindo segundo a sua nova ética. Não conseguirá aviltar a relação ética que ele mesmo se impôs em relação à Natureza.


Então, não aceitará trabalhar por causas que venham prejudicar o meio ambiente. Não aceitará argumentos nesse sentido. Estará ele preparado para impor a sua nova ação, e em assim agindo todas as classes de profissionais, estarão unidas não permitindo a divulgação de ações ou idéias prejudiciais à Natureza e à vida, barrando a divulgação dessas idéias e ações.


Dessa forma é criada uma barreira ética protegendo a natureza como um todo, e certamente o profissional estará tendo uma grande satisfação interior no exercício de sua profissão.


IV - CONCLUSÃO :


A ética ambiental aqui exposta passa a ser o início de uma nova ordem mundial, é uma nova filosofia de vida do ser humano alicerçada em novos valores extrasociais humanos.


Sua base científica é o estudo da relação homem-natureza, englobando neste binômio todas as raças humanas e todos os seres existentes, abrangendo também os inanimados como o solo, o ar e a água. Tudo que existe tem sua importância e passa a fazer parte desta nova relação ética.


Esta nova ética ajudará a formar uma humanidade consciente de sua posição perante a vida no planeta Terra e dará origem a uma nova postura, um novo comportamento calcado na preservação global da natureza, sendo uma nova esperança de vida.


A colocação em prática dessa nova forma de comportamento ético propiciará uma enorme satisfação subjetiva e íntima em cada individuo, e consenqüentemente da sociedade humana como um todo, de que estará contribuindo com responsabilidade para a preservação do maior bem que existe que é a natureza como um todo. Isto nos dará a esperança de poderemos prolongar a existência de nossa espécie nesse planeta com condições mais dignas, permitindo que possamos usufruir juntamente com os demais seres plenamente deste bem que é a vida, só existente por comprovação científíca na nave mãe-Terra.


Uma nova forma comportamental e uma nova esperança de vida, tornando realidade a possibilidade de um desenvolvimento sustentável, somando-se as novas diretrizes em questões importantes como sugerimos em outro artigo ( A biodiversidade da Terra e o desenvolvimento sustentável, 1994. RT 716/7. ).


Daí a importância de se conscientizar todos os segmentos da sociedade.




http://www.aultimaarcadenoe.com/artigos51.htm

O DESEJO DE DEFENDER A NATUREZA

Cada um de nós tem de tomar a decisão firme de lutar pela natureza e desenvolver ações no sentido de minorar os problemas ambientais. Garra é a saída. SOMOS RESPONSÁVEIS POR UM MUNDO MELHOR. FAÇA VOCÊ TAMBÉM SUA PARTE NESTE PROCESSO.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NOTÍCIA PREOCUPANTE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA VISCONDE DO RIO BRANCO

A ESCOLA AMBIENTAL APRENDIZES DA NATUREZA ESTARÁ DESENVOLVENDO SUAS AÇÕES NO DIA 28 DE NOVEMBRO NA ESCOLA VISCONDE DO RIO BRANCO. OS TEMAS TRABALHADOS SERÃO:
  1.   ética ambiental 
  2.  cidadadania ambiental
  3. Qualidade de Vida 
  4. Patrimônio Ambiental da Cidade 
ESTES TEMAS FAZEM PARTE  DO CONTEXTO DE AÇÃO DA ESCOLA AMBIENTAL. CASO QUEIRA UM CURSO DESTES EM SUA ESCOLA. PROCURE - NOS ATRAVÉS DO E - MAIL escola patrimonio@fic.br

PARA REFLETIR

UMA LEITURA IMPORTANTE

Salvar o planeta


25 Nov 2009 - 00h23min
A sustentabilidade na Terra está ameaçada. Seria preciso 30% de terras a mais para o planeta se sustentar em recursos. A Floresta Amazônica está gradativamente sendo destruída e estes dados são confirmados pelo Governo Federal.

A questão ecológica, hoje, é o mais sério problema por que a humanidade passa. Esta é a opinião de Leonardo Boff e de muitos pensadores.

Lá pelos anos de 2050, mais da metade das espécies estarão extintas e o Nordeste brasileiro terá uma temperatura de 4 graus a mais.

Então, 40 graus de temperatura será algo comum, nestes dias. Toda a Terra está esquentando e as metas que os governos deviam atingir não estão sendo alcançadas.

Continua a destruição de matas e a queima de derivados de petróleo é intensa.

Qual a solução? Devemos pensar seriamente numa nova maneira de ver o mundo.

Com a ajuda de todos e apoio dos governos, devemos ver que consumir menos é mais racional que consumir demais.

O consumismo tem destruído parte da capacidade dos recursos renováveis. Estes recursos precisam de um tempo para regeneração.

Chega de destruir é hora de regenerar!
PAULO ROBERTO LESSA
Fortaleza-CE

JORNAL O POVO - COLUNA FALA CIDADÃO.

lei e tire suas conclusões...

Gasolina ou álcool: qual emite mais poluentes?
IDEC
23/11/2009
Ranking divulgado pelo Ibama aponta que queima de etanol também polui o ar
Para saber qual combustível polui menos (álcool ou gasolina), o consumidor pode contar com a Nota Verde, elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente, ela atribui notas de zero a dez aos carros produzidos no Brasil e fabricados em 2008 (quanto maior a nota, menor o índice de emissão de poluentes). As informações podem ser consultadas no site do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os modelos bicombustíveis receberam uma nota para gasolina e outra para álcool. E, acredite, em muitos casos as notas para gasolina são maiores (ou seja, ela poluiria menos que o álcool). Os especialistas, no entanto, afirmam que esse ranking é uma maneira simplista de encarar a realidade. "A Nota Verde é uma verdade parcial, baseada meramente em como, legalmente, são medidas as emissões veiculares", opina Paulo Saldiva, médico patologista e coordenador do Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo (USP).

A emissão de certos poluentes prejudica apenas quem mora em regiões relativamente próximas aos pontos em que foram expelidos. Mas a emissão de outros gases, especialmente o gás carbônico (CO2), contribui para o efeito estufa. Nesse caso, a conseqüência é global, já que outros continentes podem ser afetados pelo aquecimento do planeta.

O Ibama avaliou os automóveis nesses dois moldes. Para as emissões de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (NMHC) e óxidos de nitrogênio (NOx), substâncias que possuem limites de emissão estipulados por lei, os veículos receberam a Nota Verde. Para a emissão de CO2, os veículos receberam outra nota, que varia de cinco a dez.

Metodologia questionável

A Nota Verde dos bicombustíveis movidos a álcool tende a ser menor. "Podemos afirmar com toda a certeza que a queima do álcool vai sempre emitir mais aldeídos que a da gasolina", afirma André Ferreira, diretor presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente, entidade que participou da elaboração da Nota Verde. Mas os aldeídos não foram considerados no cálculo das notas (apesar de existir um limite legal para sua emissão). Para calcular a Nota Verde é preciso dividir o nível de emissão (em gramas por quilômetro) de cada um dos três poluentes analisados pelo nível máximo previsto por lei. "Se tivessem sido incluídos, as notas dos carros flex movidos a álcool seriam ainda menores", calcula Ferreira.

Para NOx e CO, a desvantagem do álcool em relação à gasolina é menor. "Alguns modelos emitem mais desses gases quando usam gasolina, e outros quando usam álcool. Mas, na média, o álcool sai perdendo", afirma Ferreira. A queima de álcool também tende a emitir mais hidrocarbonetos que a de gasolina, o que não quer dizer que o etanol seja mais nocivo à qualidade do ar. "Existem muitos tipos de hidrocarboneto. A queima de gasolina emite menos hidrocarboneto em termos absolutos que a queima de álcool, mas são tipos muito mais perigosos (como o benzeno e o tolueno)", explica Paulo Saldiva.

Já em relação ao material particulado e aos óxidos de enxofre (SOx), a desvantagem é da gasolina. Mas isso não se traduz em Notas Verdes menores para carros flex abastecidos com esse combustível, pois como não existem limites legais para tais poluentes em carros, a Nota Verde não os considerou. "Do ponto de vista da saúde pública, a gasolina é um desastre e pior que o álcool. A Nota Verde não dá conta disso e pode induzir a erro", critica Saldiva.

Para André Ferreira, o álcool é de fato o combustível preferível, mas não pode ser encarado como a solução para a poluição do ar. "Não existe combustível totalmente limpo. Apesar das falhas metodológicas da Nota Verde, é positivo que aponte os problemas do álcool. Não dá para lotar uma cidade com carro a álcool achando que isso não causará nenhum impacto. Temos é que mudar os padrões de mobilidade", pondera.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) criticou a metodologia do ranking, a entidade afirmou que "os carros flex ainda vêm com motores a gasolina adaptados para funcionar também com etanol, o que diminui sua eficiência quando operados com esse combustível".

Três especialistas concordaram em parte com esse argumento. Eles reconheceram que os atuais motores bicombustíveis têm desempenhos melhores que os motores exclusivamente a gasolina ou a álcool de alguns anos atrás. Mas admitiram que, dependendo do veículo, o motor prioriza a gasolina. Para Francisco Nigro, professor de engenharia mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, a tecnologia dos motores flex pode ser aprimorada para que o consumo de combustível e o nível de emissão de poluentes caiam. "Mas isso demanda altos investimentos das montadoras, que estão mais preocupadas em fabricar carros baratos. Por isso o governo tem que intervir com incentivos fiscais para carros menos poluentes", cobra ele.

Para o Idec, o fato de ainda não existir uma metodologia que permita a comparação efetiva de veículos não significa que todos sejam iguais. Empresas que se julgam socialmente responsáveis deveriam dar mais detalhes sobre os produtos que fabricam. Evidente está que é perfeitamente possível, do ponto de vista técnico, estabelecer uma nota ou classificação que leve em conta as particularidades de cada combustível e seus efeitos para a saúde e para o meio ambiente. O Instituto considera também que os fabricantes poderiam fazer mais do que apenas seguir a legislação de emissões. Além de possuírem conhecimento para colaborar com o Ibama na construção de uma Nota Verde mais precisa, o desenvolvimento de motores menos poluentes e mais eficientes, por exemplo, poderia agregar valor aos carros.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

COMO É GRATIFICANTE DISCUTIR A QUESTÃO AMBIENTAL


Apesar da problemática ambiental gerar entre nós temores e sobressaltos em relação ao mundo em que vivemos . A certeza de que tem muita gente preocupada com os problemas ambientais de hoje é gratificante para quem milita no movimento ecológico. A certeza de que a mensagem ecológica é ouvida e apreendida pelas pessoas e que todos querem fazer algo pelo planeta dão a todos nós certeza de que o mundo está mudando e que as ideia ambientais encontram guarida em todos os segmentos da sociedade. A luta ambiental deve ser incentivada para o bem de todos e para um mundo melhor.