sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

veja as plantas medicinais e suas utilidades

DOENÇAS
PLANTAS
linhaça, cebola, repolho, malva, camomila, arruda, alecrim, orégano, inhame, bardana
altéia, arnica, parietária, tília, bardana, mil-folhas, cenoura, onagra, azedinha-da-horta, cebola, couve, aloés, sabugueiro
quássia, funcho, anis-estrelado, erva-d oce, cominho, tília, hortelã
flor de laranjeira, alho, limão
cavalinha, cenoura, limão, tanchagem, babosa, malva
Alcoolismo
Maracujá, rabanete, rábano, serralha-de-folha-pintada
Alergias
Onagra, éfedra, ênula, camomila, fumária, amor-perfeito
sálvia, rosa-branca, malva, alfavaca, cebola, tanchagem, eucalipto
couve, espinafre, rabanete, tomate, morango, amora, urtiga, repolho, limão, funcho, carqueja, quina, alfafa
altéia, malva, tomilho, guaco
melissa, tília, capim-limão, maracujá
imão, malva, raiz de salsa, alho, cebola, alcachofra, repolho, tomate, acelga
bardana, cebola, alho, sabugueiro, genciana, malva, tília, limão, dente-de-leão, cavalinha, melancia, banana, mamão, uva, alecrim, camomila
alecrim, guaco, anis-estrelado, orégano, sálvia
capim-limão, tília, folhas de maracujá, melissa, anis-estrelado
broto de pinheiro, tomilho, orégano, eucalipto, limão, alho,
Pepino, beterraba, maçã, gilbarbeira, dente-de-leão, bétula, fuco, hera
Calosidades
calêndula, celidônia-maior, figueira, erva-pinheira
Calvície
Agrião, urtiga-maior, avenca, mamona, abacateiro, quina, chagas
Caspa
limoeiro, abacateiro
Câncer
Cenoura, alho, visco, cebola, couve, equinácea
pata-de-vaca, cavalinha, alfavaca de cheiro, malva, serralha, altéia, cabelo de milho
quebra-pedra, cabelo de milho, cavalinha, pata-de-vaca, raiz de salsa
Coração - Palpitações
sete-sangrias, tília, valeriana
repolho, berinjela, cenoura
broto de goiabeira, casca de carvalho, casca de romã, tília, carvão vegetal, camomila, cenoura, abóbora, maçã, banana-maçã
Eczema
Cenoura, carvalho, onagra, arando, agrião, urtiga-maior, alcaçus-da-Europa, dente-de-leão, salgueirinha, zaragatoa, mamona, bétula, cardo-penteador, mil-flolhas, alóes, doce-amarga, amor-perfeito
alfazema, alecrim, girassol, tília, melissa, hipérico, limão, pulsátila<
salvia, tomilho, alecrim
salsinha, rabanete, tomilho, sálvia
carvalho, mirtilo, romã, rosa-branca, sálvia
alecrim, anis-estrelado, angélica, genciana, erva-doce, hortelã
alecrim, rubim, guaçatomga, mentruz, agrião, tanchagem, tomilho, agrimônia, dedaleira, camomila, fel-da-terra, azedinha-da-horta, cardo-santo, erva-alheira, calêndula, mil-folhas, erva-pinheira, confrei, equinácea, betônica,
calêndula, casca de carvalho, cebola, alho, arruda, alecrim, rubim, guaçatonga, mentruz, óleo de rícino
Fissuras na pele
carvalho, pulmonária, morangueiro, parietária, aloés, cinoglosso, hera
Furúnculos e Abcessos
petasite, couve, mandioca, alforfa, cinco-folhas, silva, mil-folhas, quenopódio-bom-henrique, figueira, açucena, equinácea
sálvia, erva-doce, cominho, hortelã
pata-de-vaca, cavalinha, alfavaca de cheiro, malva, serralha, altéia, cabelo de milho
sálvia, erva-doce, cominho, hortelã
raiz de erva-doce, anis-estrelado, camomila, eucalipto, menta, limão, poejo, tomilho, sabugueiro>
Herpes
Erva-cidreira, celidônia-maior, erva-moura, ulmeiro, amor-perfeito
hipérico, saleriana, camomila, menta, tília
maracujá, lúpulo, valeriana, cidreira, meliss, tília, manjerona, alho
Irritação da pele
Tília, oliveira, trevo-dos-prados, malva, calêndula, figueira-da-índia, confrei
Intoxicação
Oliveira, violeta, ásaro, ipecacuanha, faia, sassafrás, equinácea, choupo-negro
hipérico, valeriana, camomila, menta, tília
alfavaca, hortelã, melissa, tomilho, sálvia, anis-estrelado
cavalinha, casca de carvalho, tília
Micoses da Pele
erva-cidreira, pinheiro-marítimo, aloés, fitolaca
sálvia
quássia, dente-de-leão
camomila, tília, maracujá, limoeiro, orégano, pulsátila, alfazema
valeriana, tília, melissa, folhas de laranjeiras, rosa-branca, gatária, maracujá
Pele Ressecada
cenoura, tília, onagra, castanheiro-da-india, limoeiro, verônica-macho, linho, zaragatoa, morangueiro, calêndula, amor-perfeito
cebola, picão, rubim, alecrim, camomila, malva
limão, laranja, pêra, alho, sabugueiro, maracujá
urtiga, alecrim, manjericão, rabanete, uva, salsa
sene, malva, dente-de-leão, chicória, brócoli, quiabo, laranja, mamão, milho verde cru em salada, tamarindo, cáscara-sagrada
Prurido cutâneo
ênula, cálamo-aromático, erva-moura, amor-perfeito
Psoríase
Alcaçuz-da-Europa, pinheiro-marítimo, arruda, aloés, fisale, calaguala, amor-perfeito, equinácea
babosa, suco da folha da aboboreira, tília, oliveira, tanchagem, zaragatoa, mamona, calêndula, urucum, aloés, cinoglosso, heperição, açucena, confrei
alfavaca, quebra-pedra, cabelo de milho, sálvia
couve, cenoura, limão, broto de pinheiro, guaco, tomilho, tília, mel
sabugueiro, rosa-branca, malva, camomila, tília, cavalinha, raiz de salsa
Sarna
Pinheiro-maritimo, loendro, erva-moura, escabiosa-mordida, tomilho>
hipérico, valeriana, camomila, menta, tília
tília, alho, cebola, agrião, tomilho, orégano, guaco, eucalipto, broto de pinheiro, hortelã, poejo
Tabagismo
Cenoura, alho, alcaçus-da-europa, pulmonária, tussilagem, rabanete, rábado, anis, silva, sálvia, sassafrás
couve, banana, maçã, sálvia, tília, mamão, alecrim, casca de carvalho, espinheira-santa, calêndula
broto de pinheiro, rosa-branca, carqueja
alho, hortelã, cebola, mentruz, losna, tomilho, semente de abóbora, quássia, abacaxi, ameixa, manga, poejo, coco, broto de samambaia, romã(casca), tomilho, graviola, artemísia, feto-macho, erva-de-santa-maria, mamoeiro, estragão.
Verrugas
Podofilo, calêndula, celidônia-maior, figueira, heliotrópio

um programa de ecologia no rádio

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

MATANÇA - XANGAI

PARA REFLETIR

A arte de reinventar a vidaImprimir
Escrito por Frei Betto   
Quarta, 04 de Janeiro de 2012

Finda o ano, inicia-se o novo. No íntimo, o propósito de “daqui pra frente, tudo vai ser diferente”... Começar de novo. Será? Haveremos de escapar do vaticínio do verso de Fernando Pessoa, “fui o que não sou”?

Atribui-se a Gandhi esta lista dos Sete Pecados Sociais: 1) Prazeres sem escrúpulos; 2) Riqueza sem trabalho; 3) Comércio sem moral; 4) Conhecimento sem sabedoria; 5) Ciência sem humanismo; 6) Política sem idealismo; 7) Religião sem amor.

E agora, José? No mundo em que vivemos, quanta esbórnia, corrupção, nepotismo, ciência e tecnologia para fins bélicos, práticas religiosas fundamentalistas, arrogantes e extorsivas!

Os ícones atuais, que pautam o comportamento coletivo, quase nada têm do altruísmo dos mestres espirituais, dos revolucionários sociais, do humanismo de cientistas como os dois Albert, o Einstein e o Schweitzer. Hoje, predominam as celebridades do cinema e da TV, as cantoras exóticas, os desportistas biliardários, a sugerir que a felicidade resulta de fama, riqueza e beleza.

Impossibilitada de sair de si, de quebrar seu egocentrismo (por falta de paradigmas), uma parcela da juventude se afunda nas drogas, na busca virtual de um “esplendor” que a realidade não lhe oferece. São crianças e jovens deseducados para a solidariedade, a compaixão, o respeito aos mais pobres. Uma geração desprovida de utopia e sonhos libertários.

A australiana Bronnie Ware trabalhou com doentes terminais. A partir do que viu e ouviu, elencou os cinco principais arrependimentos de pessoas moribundas:

1) Gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim, e não a que os outros esperavam de mim.

No entardecer da vida, podemos olhar para trás e verificar quantos sonhos não se transformaram em realidade! Porque não tivemos coragem de romper amarras, quebrar algemas, nos impor disciplina, abraçar o que nos faz feliz, e não o que melhora a nossa foto aos olhos alheios. Trocamos a felicidade da pessoa pelo prestígio da função. E muitos se dão conta de que, na vida, tomaram a estrada errada quando ela finda. Já não há mais tempo para abraçar alternativas.

2) Gostaria de não ter trabalhado tanto.
Eis o arrependimento de não ter dedicado mais tempo à família, aos filhos, aos amigos. Tempo para lazer, meditar, praticar esportes. A vida, tão breve, foi consumida no afã de ganhar dinheiro, e não de imprimir a ela melhor qualidade. E nesse mundo de equipamentos que nos deixam conectados dia e noite somos permanentemente sugados; fazemos reuniões pelo celular até quando dirigimos carro; lidamos com o computador como se ele fosse um ímã eletrônico do qual é impossível se afastar.

3) Gostaria de ter tido a oportunidade de expressar meus sentimentos.

Quantas vezes falamos mal da vida alheia e calamos elogios! Adiamos para amanhã, depois de amanhã... o momento de manifestar o nosso carinho àquela pessoa, reunir os amigos para celebrar a amizade, pedir perdão a quem ofendemos e reparar injustiças. Adoecemos macerados por ressentimentos, amarguras, desejo de vingança. E para ficar bem com os outros, deixamos de expressar o que realmente sentimos e pensamos. Aos poucos, o cupim do desencanto nos corrói por dentro.

4) Gostaria de ter tido mais contato com meus amigos.

Amizades são raras. No entanto, nem sempre sabemos cultivá-las. Preferimos a companhia de quem nos dá prestígio ou facilita o nosso alpinismo social. Desdenhamos os verdadeiros amigos, muitos de condição inferior à nossa. Em fase terminal, quando mais se precisa de afeto, a quem chamar? Quem nos visita no hospital, além dos que se ligam a nós por laços de sangue e, muitas vezes, o fazem por obrigação, não por afeição? Na cultura neoliberal, moribundos são descartáveis e a morte é fracasso. E não se busca a companhia de fracassados...

5) Gostaria de ter tido a coragem de me dar o direito de ser feliz.

Ser feliz é uma questão de escolha. Mas, vamos adiando nossas escolhas, como se fôssemos viver 300 ou 500 anos... Ou esperamos que alguém ou uma determinada ocupação ou promoção nos faça feliz. Como se a nossa felicidade estivesse sempre no futuro, e não aqui e agora, ao nosso alcance, desde que ousemos virar a página de nossa existência e abraçar algo muito simples: fazer o que gostamos e gostar do que fazemos.


Frei Betto é escritor, autor de “A arte de semear estrelas” (Rocco), entre outros livros.
Fonte: www.correiocidadania.com.br 
Página e Twitter do autor: http://www.freibetto.org - twitter:@freibetto

você faria isso?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

UM ATO MEMORÁVEL - QUE TAL IMITAR?

Todo dia, há 30 anos, ele doa árvores

É nos dias de hoje que Luís Cabral, 60, colhe as sombras do que tem plantado há 30 anos. Não sabe bem em que parte da Fortaleza fez brotar as primeiras mudas, mas estas árvores já são frondosas. Cada vez que vê o sombreado daquilo que um dia foi semente e virou vida por suas mãos, o físico e professor de engenharia civil aposentado lembra dos oitis na avenida Dom Manue
02.01.2012| 01:30
 (FOTO: ETHI ARCANJO) (FOTO: ETHI ARCANJO)
Caídos na massa asfáltica, não encontravam terra para germinar. “Porque a prioridade em Fortaleza não é o caminhar, não são as árvores. A prioridade é o carro, o concreto. Isso tem de mudar”.

Não se contentou com o fim sem começo. O professor Luís que, por ironia, trabalhava construindo estradas, passou a juntar as sementes na madrugada e a distribuir o recolhido em suas caminhadas vespertinas pela cidade. Já se passaram três décadas desde o início da obra sem fim: a tentativa do resgate do verde em Fortaleza. De lá para cá, já plantou mais de 10.900 árvores, sendo uma por dia em 30 anos. Se a Capital é terra plana, porque não a tornar aprazível para a caminhada?

A história contada no começo da conversa, na porta da casa de Luís, no Parque Manibura, é uma entre dezenas que vivenciou e o motivou a fazer o diferente - o estranho que deveria ser o corriqueiro. Feito pássaro, saía para caminhar com os bolsos cheios de sementes, as mãos com adubo e a cabeça repleta de esperança. A procura por uma área em que as plantas pudessem crescer sem causar transtorno. Depois, comprou um sítio de dois hectares em Beberibe, no Litoral Leste do Ceará. O espaço ficou pequeno e quase não há lugar livre. Luís continua cultivando (em) caminhadas. Agora, o alvo é criar mudas para dar de agrado. “Existe presente mais bonito? É a vida que dou de mimo”.

Na busca de trazer sombras e tentar modificar prioridades, Luís perseverou. “Fortaleza deveria ser uma cidade onde as pessoas tivessem prazer de andar a pé”, determina, mesmo sem sombras para apará-lo. Se pelo menos 10% das pessoas de Fortaleza fizessem o mesmo que o professor, a quentura da cidade diminuiria consideravelmente.

Andarilho, Luís encara a atividade como um prazer que tem de ser cumprido todos os dias. Quando não está no sítio ou passeando pelas calçadas desniveladas, está na casa do Parque Manibura, plantando mudas. E é por paixão pela cidade que ele entrega, todos os dias, um presente simples e significativo, como um verso deixado como dedicatória à amada. A Fortaleza não tarda em lhe retribuir, com sombras e espaços mais agradáveis. Transmitiu às três filhas e hoje repassa à neta os conhecimentos. “Minha netinha, de cinco anos, gosta mais de planta do que eu”, informa o impossível.

A fala é rápida, como se coubessem todas as ideias naquele instante. Luís empolga-se com plantas nativas da caatinga, principalmente as que dão sombra e não trazem raízes expostas, para não causar problemas aos caminhantes, como ele. De tanto que plantou, aprendeu cada peculiaridade, o tempo da desenvoltura e a época de dar frutos. Conhece cheiros, texturas e tamanhos de cada folha. Muitas vezes conversa e acaricia as árvores. Acha que a natureza responde bem a esse estímulo.

Luís é vegetariano. Mais pela sensibilidade à vida dos animais que por saúde. Tudo do que se alimenta vem da terra, e é orgânico. Do sítio, em Beberibe, colhe melancia, maçã, pera, acerola, pitanga, melão, tomate, alface, couve, pimenta, agrião, feijão e outros tantos. O que sobra, dá de presente. “Não negocio o que recebo de graça. Acho que o dinheiro deve ser usado para as necessidades básicas”, sentencia.

Nos seus devaneios, acha absurdo o negócio a partir da natureza. Descobriu que o homem somente cuida de preservar única e exclusivamente para benefício próprio. “E não pode ser assim. Quando, por exemplo, uma árvore tira a visão de uma placa de trânsito, por que tem de ser a planta a ser cortada? Por que não retiram a placa?”. Ele conta que existe uma cultura de desenvolvimento que está acima da sustentabilidade. “Para mim, não existe o desenvolvimento sustentável”.

Encontrou “loucos” feito ele ainda em 2011, em seus passeios. No Dia da Árvore, 21 de setembro, Luís firmou compromissos daquilo que já pratica no cotidiano. A partir dali, foi um dos articuladores do Movimento Pró-Árvore, grupo que vem crescendo na defesa da paisagem natural e urbana de Fortaleza. No encontro, descobriu que cerca de 300 árvores por mês são cortadas na cidade. Que o mínimo de metros quadrados verdes recomendado pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana é de 15 por habitante, enquanto a Capital não concentra um terço disso. E o pior: quase ninguém faz nada contra isso.

“O movimento trabalha no sentido de proteger a pouca arborização que existe. De plantar árvores. De congregar pessoas sensíveis à natureza”, delimita. Reunido com o grupo, Luís também percebeu que faltava à cidade algo fundamental: o direto à paisagem. E Luís vai seguindo em busca de um futuro mais fértil. Ele e suas sementes.

3 BOAS NOTÍCIAS
 SEM LIXO
Um comerciante de 66 anos retira, todos os dias, na avenida Eduardo Girão, o lixo no trecho próximo à casa dele. Ele diz que faz isso para evitar alagamentos causados pelas chuvas.
ARTE
O Coletivo Acidum, grupo de intervenção urbana que agrega várias linguagens artísticas, promete para 2012 uma série de atividades em Fortaleza. Os trabalhos serão próximos a áreas em reforma, como a Praça José de Alencar.
AGORA EM CASA
O começo de 2012 será o primeiro em que o casal Antônio Ferreira Lima, 86, e Maria do Livramento Vital, 84, passará na casa própria. Por quase 50 anos, os dois viveram sobre a ponte metálica, no Poço da Draga. A casa foi doação do grupo Praia de Iracema Reconstrução Já. O movimento busca a requalificação da área.
Angélica Feitosa
angelica@opovo.com.br