sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

veja as plantas medicinais e suas utilidades

DOENÇAS
PLANTAS
linhaça, cebola, repolho, malva, camomila, arruda, alecrim, orégano, inhame, bardana
altéia, arnica, parietária, tília, bardana, mil-folhas, cenoura, onagra, azedinha-da-horta, cebola, couve, aloés, sabugueiro
quássia, funcho, anis-estrelado, erva-d oce, cominho, tília, hortelã
flor de laranjeira, alho, limão
cavalinha, cenoura, limão, tanchagem, babosa, malva
Alcoolismo
Maracujá, rabanete, rábano, serralha-de-folha-pintada
Alergias
Onagra, éfedra, ênula, camomila, fumária, amor-perfeito
sálvia, rosa-branca, malva, alfavaca, cebola, tanchagem, eucalipto
couve, espinafre, rabanete, tomate, morango, amora, urtiga, repolho, limão, funcho, carqueja, quina, alfafa
altéia, malva, tomilho, guaco
melissa, tília, capim-limão, maracujá
imão, malva, raiz de salsa, alho, cebola, alcachofra, repolho, tomate, acelga
bardana, cebola, alho, sabugueiro, genciana, malva, tília, limão, dente-de-leão, cavalinha, melancia, banana, mamão, uva, alecrim, camomila
alecrim, guaco, anis-estrelado, orégano, sálvia
capim-limão, tília, folhas de maracujá, melissa, anis-estrelado
broto de pinheiro, tomilho, orégano, eucalipto, limão, alho,
Pepino, beterraba, maçã, gilbarbeira, dente-de-leão, bétula, fuco, hera
Calosidades
calêndula, celidônia-maior, figueira, erva-pinheira
Calvície
Agrião, urtiga-maior, avenca, mamona, abacateiro, quina, chagas
Caspa
limoeiro, abacateiro
Câncer
Cenoura, alho, visco, cebola, couve, equinácea
pata-de-vaca, cavalinha, alfavaca de cheiro, malva, serralha, altéia, cabelo de milho
quebra-pedra, cabelo de milho, cavalinha, pata-de-vaca, raiz de salsa
Coração - Palpitações
sete-sangrias, tília, valeriana
repolho, berinjela, cenoura
broto de goiabeira, casca de carvalho, casca de romã, tília, carvão vegetal, camomila, cenoura, abóbora, maçã, banana-maçã
Eczema
Cenoura, carvalho, onagra, arando, agrião, urtiga-maior, alcaçus-da-Europa, dente-de-leão, salgueirinha, zaragatoa, mamona, bétula, cardo-penteador, mil-flolhas, alóes, doce-amarga, amor-perfeito
alfazema, alecrim, girassol, tília, melissa, hipérico, limão, pulsátila<
salvia, tomilho, alecrim
salsinha, rabanete, tomilho, sálvia
carvalho, mirtilo, romã, rosa-branca, sálvia
alecrim, anis-estrelado, angélica, genciana, erva-doce, hortelã
alecrim, rubim, guaçatomga, mentruz, agrião, tanchagem, tomilho, agrimônia, dedaleira, camomila, fel-da-terra, azedinha-da-horta, cardo-santo, erva-alheira, calêndula, mil-folhas, erva-pinheira, confrei, equinácea, betônica,
calêndula, casca de carvalho, cebola, alho, arruda, alecrim, rubim, guaçatonga, mentruz, óleo de rícino
Fissuras na pele
carvalho, pulmonária, morangueiro, parietária, aloés, cinoglosso, hera
Furúnculos e Abcessos
petasite, couve, mandioca, alforfa, cinco-folhas, silva, mil-folhas, quenopódio-bom-henrique, figueira, açucena, equinácea
sálvia, erva-doce, cominho, hortelã
pata-de-vaca, cavalinha, alfavaca de cheiro, malva, serralha, altéia, cabelo de milho
sálvia, erva-doce, cominho, hortelã
raiz de erva-doce, anis-estrelado, camomila, eucalipto, menta, limão, poejo, tomilho, sabugueiro>
Herpes
Erva-cidreira, celidônia-maior, erva-moura, ulmeiro, amor-perfeito
hipérico, saleriana, camomila, menta, tília
maracujá, lúpulo, valeriana, cidreira, meliss, tília, manjerona, alho
Irritação da pele
Tília, oliveira, trevo-dos-prados, malva, calêndula, figueira-da-índia, confrei
Intoxicação
Oliveira, violeta, ásaro, ipecacuanha, faia, sassafrás, equinácea, choupo-negro
hipérico, valeriana, camomila, menta, tília
alfavaca, hortelã, melissa, tomilho, sálvia, anis-estrelado
cavalinha, casca de carvalho, tília
Micoses da Pele
erva-cidreira, pinheiro-marítimo, aloés, fitolaca
sálvia
quássia, dente-de-leão
camomila, tília, maracujá, limoeiro, orégano, pulsátila, alfazema
valeriana, tília, melissa, folhas de laranjeiras, rosa-branca, gatária, maracujá
Pele Ressecada
cenoura, tília, onagra, castanheiro-da-india, limoeiro, verônica-macho, linho, zaragatoa, morangueiro, calêndula, amor-perfeito
cebola, picão, rubim, alecrim, camomila, malva
limão, laranja, pêra, alho, sabugueiro, maracujá
urtiga, alecrim, manjericão, rabanete, uva, salsa
sene, malva, dente-de-leão, chicória, brócoli, quiabo, laranja, mamão, milho verde cru em salada, tamarindo, cáscara-sagrada
Prurido cutâneo
ênula, cálamo-aromático, erva-moura, amor-perfeito
Psoríase
Alcaçuz-da-Europa, pinheiro-marítimo, arruda, aloés, fisale, calaguala, amor-perfeito, equinácea
babosa, suco da folha da aboboreira, tília, oliveira, tanchagem, zaragatoa, mamona, calêndula, urucum, aloés, cinoglosso, heperição, açucena, confrei
alfavaca, quebra-pedra, cabelo de milho, sálvia
couve, cenoura, limão, broto de pinheiro, guaco, tomilho, tília, mel
sabugueiro, rosa-branca, malva, camomila, tília, cavalinha, raiz de salsa
Sarna
Pinheiro-maritimo, loendro, erva-moura, escabiosa-mordida, tomilho>
hipérico, valeriana, camomila, menta, tília
tília, alho, cebola, agrião, tomilho, orégano, guaco, eucalipto, broto de pinheiro, hortelã, poejo
Tabagismo
Cenoura, alho, alcaçus-da-europa, pulmonária, tussilagem, rabanete, rábado, anis, silva, sálvia, sassafrás
couve, banana, maçã, sálvia, tília, mamão, alecrim, casca de carvalho, espinheira-santa, calêndula
broto de pinheiro, rosa-branca, carqueja
alho, hortelã, cebola, mentruz, losna, tomilho, semente de abóbora, quássia, abacaxi, ameixa, manga, poejo, coco, broto de samambaia, romã(casca), tomilho, graviola, artemísia, feto-macho, erva-de-santa-maria, mamoeiro, estragão.
Verrugas
Podofilo, calêndula, celidônia-maior, figueira, heliotrópio

um programa de ecologia no rádio

conheça este site.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

MATANÇA - XANGAI

PARA REFLETIR

A arte de reinventar a vidaImprimir
Escrito por Frei Betto   
Quarta, 04 de Janeiro de 2012

Finda o ano, inicia-se o novo. No íntimo, o propósito de “daqui pra frente, tudo vai ser diferente”... Começar de novo. Será? Haveremos de escapar do vaticínio do verso de Fernando Pessoa, “fui o que não sou”?

Atribui-se a Gandhi esta lista dos Sete Pecados Sociais: 1) Prazeres sem escrúpulos; 2) Riqueza sem trabalho; 3) Comércio sem moral; 4) Conhecimento sem sabedoria; 5) Ciência sem humanismo; 6) Política sem idealismo; 7) Religião sem amor.

E agora, José? No mundo em que vivemos, quanta esbórnia, corrupção, nepotismo, ciência e tecnologia para fins bélicos, práticas religiosas fundamentalistas, arrogantes e extorsivas!

Os ícones atuais, que pautam o comportamento coletivo, quase nada têm do altruísmo dos mestres espirituais, dos revolucionários sociais, do humanismo de cientistas como os dois Albert, o Einstein e o Schweitzer. Hoje, predominam as celebridades do cinema e da TV, as cantoras exóticas, os desportistas biliardários, a sugerir que a felicidade resulta de fama, riqueza e beleza.

Impossibilitada de sair de si, de quebrar seu egocentrismo (por falta de paradigmas), uma parcela da juventude se afunda nas drogas, na busca virtual de um “esplendor” que a realidade não lhe oferece. São crianças e jovens deseducados para a solidariedade, a compaixão, o respeito aos mais pobres. Uma geração desprovida de utopia e sonhos libertários.

A australiana Bronnie Ware trabalhou com doentes terminais. A partir do que viu e ouviu, elencou os cinco principais arrependimentos de pessoas moribundas:

1) Gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim, e não a que os outros esperavam de mim.

No entardecer da vida, podemos olhar para trás e verificar quantos sonhos não se transformaram em realidade! Porque não tivemos coragem de romper amarras, quebrar algemas, nos impor disciplina, abraçar o que nos faz feliz, e não o que melhora a nossa foto aos olhos alheios. Trocamos a felicidade da pessoa pelo prestígio da função. E muitos se dão conta de que, na vida, tomaram a estrada errada quando ela finda. Já não há mais tempo para abraçar alternativas.

2) Gostaria de não ter trabalhado tanto.
Eis o arrependimento de não ter dedicado mais tempo à família, aos filhos, aos amigos. Tempo para lazer, meditar, praticar esportes. A vida, tão breve, foi consumida no afã de ganhar dinheiro, e não de imprimir a ela melhor qualidade. E nesse mundo de equipamentos que nos deixam conectados dia e noite somos permanentemente sugados; fazemos reuniões pelo celular até quando dirigimos carro; lidamos com o computador como se ele fosse um ímã eletrônico do qual é impossível se afastar.

3) Gostaria de ter tido a oportunidade de expressar meus sentimentos.

Quantas vezes falamos mal da vida alheia e calamos elogios! Adiamos para amanhã, depois de amanhã... o momento de manifestar o nosso carinho àquela pessoa, reunir os amigos para celebrar a amizade, pedir perdão a quem ofendemos e reparar injustiças. Adoecemos macerados por ressentimentos, amarguras, desejo de vingança. E para ficar bem com os outros, deixamos de expressar o que realmente sentimos e pensamos. Aos poucos, o cupim do desencanto nos corrói por dentro.

4) Gostaria de ter tido mais contato com meus amigos.

Amizades são raras. No entanto, nem sempre sabemos cultivá-las. Preferimos a companhia de quem nos dá prestígio ou facilita o nosso alpinismo social. Desdenhamos os verdadeiros amigos, muitos de condição inferior à nossa. Em fase terminal, quando mais se precisa de afeto, a quem chamar? Quem nos visita no hospital, além dos que se ligam a nós por laços de sangue e, muitas vezes, o fazem por obrigação, não por afeição? Na cultura neoliberal, moribundos são descartáveis e a morte é fracasso. E não se busca a companhia de fracassados...

5) Gostaria de ter tido a coragem de me dar o direito de ser feliz.

Ser feliz é uma questão de escolha. Mas, vamos adiando nossas escolhas, como se fôssemos viver 300 ou 500 anos... Ou esperamos que alguém ou uma determinada ocupação ou promoção nos faça feliz. Como se a nossa felicidade estivesse sempre no futuro, e não aqui e agora, ao nosso alcance, desde que ousemos virar a página de nossa existência e abraçar algo muito simples: fazer o que gostamos e gostar do que fazemos.


Frei Betto é escritor, autor de “A arte de semear estrelas” (Rocco), entre outros livros.
Fonte: www.correiocidadania.com.br 
Página e Twitter do autor: http://www.freibetto.org - twitter:@freibetto

você faria isso?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

UM ATO MEMORÁVEL - QUE TAL IMITAR?

Todo dia, há 30 anos, ele doa árvores

É nos dias de hoje que Luís Cabral, 60, colhe as sombras do que tem plantado há 30 anos. Não sabe bem em que parte da Fortaleza fez brotar as primeiras mudas, mas estas árvores já são frondosas. Cada vez que vê o sombreado daquilo que um dia foi semente e virou vida por suas mãos, o físico e professor de engenharia civil aposentado lembra dos oitis na avenida Dom Manue
02.01.2012| 01:30
 (FOTO: ETHI ARCANJO) (FOTO: ETHI ARCANJO)
Caídos na massa asfáltica, não encontravam terra para germinar. “Porque a prioridade em Fortaleza não é o caminhar, não são as árvores. A prioridade é o carro, o concreto. Isso tem de mudar”.

Não se contentou com o fim sem começo. O professor Luís que, por ironia, trabalhava construindo estradas, passou a juntar as sementes na madrugada e a distribuir o recolhido em suas caminhadas vespertinas pela cidade. Já se passaram três décadas desde o início da obra sem fim: a tentativa do resgate do verde em Fortaleza. De lá para cá, já plantou mais de 10.900 árvores, sendo uma por dia em 30 anos. Se a Capital é terra plana, porque não a tornar aprazível para a caminhada?

A história contada no começo da conversa, na porta da casa de Luís, no Parque Manibura, é uma entre dezenas que vivenciou e o motivou a fazer o diferente - o estranho que deveria ser o corriqueiro. Feito pássaro, saía para caminhar com os bolsos cheios de sementes, as mãos com adubo e a cabeça repleta de esperança. A procura por uma área em que as plantas pudessem crescer sem causar transtorno. Depois, comprou um sítio de dois hectares em Beberibe, no Litoral Leste do Ceará. O espaço ficou pequeno e quase não há lugar livre. Luís continua cultivando (em) caminhadas. Agora, o alvo é criar mudas para dar de agrado. “Existe presente mais bonito? É a vida que dou de mimo”.

Na busca de trazer sombras e tentar modificar prioridades, Luís perseverou. “Fortaleza deveria ser uma cidade onde as pessoas tivessem prazer de andar a pé”, determina, mesmo sem sombras para apará-lo. Se pelo menos 10% das pessoas de Fortaleza fizessem o mesmo que o professor, a quentura da cidade diminuiria consideravelmente.

Andarilho, Luís encara a atividade como um prazer que tem de ser cumprido todos os dias. Quando não está no sítio ou passeando pelas calçadas desniveladas, está na casa do Parque Manibura, plantando mudas. E é por paixão pela cidade que ele entrega, todos os dias, um presente simples e significativo, como um verso deixado como dedicatória à amada. A Fortaleza não tarda em lhe retribuir, com sombras e espaços mais agradáveis. Transmitiu às três filhas e hoje repassa à neta os conhecimentos. “Minha netinha, de cinco anos, gosta mais de planta do que eu”, informa o impossível.

A fala é rápida, como se coubessem todas as ideias naquele instante. Luís empolga-se com plantas nativas da caatinga, principalmente as que dão sombra e não trazem raízes expostas, para não causar problemas aos caminhantes, como ele. De tanto que plantou, aprendeu cada peculiaridade, o tempo da desenvoltura e a época de dar frutos. Conhece cheiros, texturas e tamanhos de cada folha. Muitas vezes conversa e acaricia as árvores. Acha que a natureza responde bem a esse estímulo.

Luís é vegetariano. Mais pela sensibilidade à vida dos animais que por saúde. Tudo do que se alimenta vem da terra, e é orgânico. Do sítio, em Beberibe, colhe melancia, maçã, pera, acerola, pitanga, melão, tomate, alface, couve, pimenta, agrião, feijão e outros tantos. O que sobra, dá de presente. “Não negocio o que recebo de graça. Acho que o dinheiro deve ser usado para as necessidades básicas”, sentencia.

Nos seus devaneios, acha absurdo o negócio a partir da natureza. Descobriu que o homem somente cuida de preservar única e exclusivamente para benefício próprio. “E não pode ser assim. Quando, por exemplo, uma árvore tira a visão de uma placa de trânsito, por que tem de ser a planta a ser cortada? Por que não retiram a placa?”. Ele conta que existe uma cultura de desenvolvimento que está acima da sustentabilidade. “Para mim, não existe o desenvolvimento sustentável”.

Encontrou “loucos” feito ele ainda em 2011, em seus passeios. No Dia da Árvore, 21 de setembro, Luís firmou compromissos daquilo que já pratica no cotidiano. A partir dali, foi um dos articuladores do Movimento Pró-Árvore, grupo que vem crescendo na defesa da paisagem natural e urbana de Fortaleza. No encontro, descobriu que cerca de 300 árvores por mês são cortadas na cidade. Que o mínimo de metros quadrados verdes recomendado pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana é de 15 por habitante, enquanto a Capital não concentra um terço disso. E o pior: quase ninguém faz nada contra isso.

“O movimento trabalha no sentido de proteger a pouca arborização que existe. De plantar árvores. De congregar pessoas sensíveis à natureza”, delimita. Reunido com o grupo, Luís também percebeu que faltava à cidade algo fundamental: o direto à paisagem. E Luís vai seguindo em busca de um futuro mais fértil. Ele e suas sementes.

3 BOAS NOTÍCIAS
 SEM LIXO
Um comerciante de 66 anos retira, todos os dias, na avenida Eduardo Girão, o lixo no trecho próximo à casa dele. Ele diz que faz isso para evitar alagamentos causados pelas chuvas.
ARTE
O Coletivo Acidum, grupo de intervenção urbana que agrega várias linguagens artísticas, promete para 2012 uma série de atividades em Fortaleza. Os trabalhos serão próximos a áreas em reforma, como a Praça José de Alencar.
AGORA EM CASA
O começo de 2012 será o primeiro em que o casal Antônio Ferreira Lima, 86, e Maria do Livramento Vital, 84, passará na casa própria. Por quase 50 anos, os dois viveram sobre a ponte metálica, no Poço da Draga. A casa foi doação do grupo Praia de Iracema Reconstrução Já. O movimento busca a requalificação da área.
Angélica Feitosa
angelica@opovo.com.br

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

reflexão e recomendação de livro


“ A consciência de que graves danos já foram causados ao meio ambiente e ao equilíbrio climático saudável do qual nossa civilização depende pode desencadear uma desespero paralisante. O perigo é que esse desespero pode nos tornar incapazes de tomar as rédeas de nosso próprio destino a tempo de evitar a inimaginável catástrofe que assolará o planeta se não começarmos a fazer mudanças dramáticas rapidamente.
A maioria dos especialistas em crises climáticas concorda que nós provavelmente ainda temos tempo para evitar o pior dos impactos e abrir caminho para uma longa , mas sem dúvida bem – sucedida , recuperação do equilíbrio climático e integridade ecológica que são tão cruciais para a sobrevivência da nossa civilização.
De qualquer forma , esse desespero é inútil se a realidade ainda nos oferece esperanças. O desespero é apenas uma outra forma de negação, e leva ao comodismo. Nós não temos tempo para sentir desespero. As soluções estão ao nosso alcance! Nós precisamos fazer a escolha de entrar em ação agora. “
SE QUISER IR RÁPIDO VÁ SOZINHO; SE QUISER IR LONGE , VÁ EM GRUPO ( PROVÉRBIO AFRICANO)
Retirado do livro NOSSA ESCOLHA; UM PLANO PARA SOLUCIONAR A CRISE CLIMÁTICA – AL GORE, BARUERI, SÃO PAULO, MANOLE, 2010)

saúde e qualidade de vida - veja esta reportagem.

Veja esta discussão sobre saúde - reportagem do Jornal Mundo Jovem.
Veja a discussão

para reflexão.


A ÁGUA É SAGRADA 

26.12.2011
A vida emergiu de águas africanas, mas carregamos dentro do corpo quase todo nosso peso em líquidos. Água não se cria, ou seja, podemos usar somente a existente. No planeta Terra, 75% de sua superfície estão cobertos por água, no entanto, somente pouco mais de 1% dela é potável. Há evidências de que o povo maia desapareceu misteriosamente da América Central por conta da falta de água, pois a teria priorizado na construção das pirâmides. As guerras atuais já não são mais somente pelo petróleo, exemplo: a Etiópia disputa a água do rio Nilo com o Egito e vivem em permanente conflito. Na China, há ainda hoje comunidades em que pessoas nunca tomaram um só banho completo por escassez de água. Em Israel, a severa seca fez com que se criasse um sistema de irrigação de gotejamento para a produção agrícola e a água é quase toda bombeada do mar. Em Valência, na Espanha, há o Tribunal das Águas composto pela comunidade para dirimir as questões do abastecimento de água; e em várias culturas há o ritual do "culto a água". As previsões sobre a privação da água no planeta é preocupante, pois não há consciência ecológica e a falta desse ouro líquido poderá dificultar a vida de muitas metrópoles - no Nordeste, o povo humilde da caatinga sofre há séculos com as constantes secas. Adam Smith, autor de, "A riqueza das nações", apontou a contradição: "Os homens valorizam os diamantes, que não precisam para viver, mas desprezam a água, que é fundamental para a vida". A água é tão importante e vital para a civilização que a palavra "água" é citada na Bíblia mais até do que o verbete "amor"...

Luís Olímpio Ferraz Melo
Psicanalista
Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

uma pérola de Rubem Alves

IPÊS

            Amo os ipês. Plantei um ipê na rua, em frente ao meu escritório. Já está com quase 2 metros de altura e já mostrou umas poucas flores amarelas. Mas, como toda árvore, como todo ser vivo, ele quer espaço. Os seus galhos crescem para os lados, para a rua , para a calçada. Mas a calçada é larga. É só desviar deles e desejar – lhes um bom dia. Pois, dias atrás, quatro de seus galhos que se estendiam pela calçada amanheceram quebrados. Fiquei pensando na alma da pessoa que fez aquilo. Que estranho prazer esse de quebrar os galhos de uma árvore mansa! São sentimentos de um torturador. Alguém que tem prazer em quebrar galhos de uma árvore, sem necessidade, terá prazer também de fazer sofrer um animal ou uma pessoa.
            Ao sentimento inicial de raiva seguiu – se um outros de profunda  piedade: que deserto horrível e seco deve ser sua alma. Sua alma tem medo dos ipês porque nela há desertos. Horrorizamo -  nos com os criminosos. Milhares há que gostariam de juntar – se a eles. Se não o fazem é por falta de coragem. Contentam – se em quebrar os galhos de Ipês...
(RUBEM ALVES, QUARTO DE BADULAQUES, Parábola Editorial, 2003)

UMA REFLEXÃO INTERESSANTE - REFLITA E FAÇA TAMBÉM SUA PARTE

ARRASTÃO DAS REDES

            Terminado o arrastão , a rede trazia uma infinidade de criaturas do mar, pequenas e grandes: algas, água –vivas, caranguejos, camarões, estrelas – do – mar  , ostras, conchas, ouriços, peixes, polvos, pequenas enguias, arraias. Os pescadores ficaram com os peixes grandes.
            - o que sobrou é da meninada. Perguntei:  o que vocês fazem com aquilo que sobra?
            - Responderam: A gente deixa morrer....
            Sem dizer nada comecei a pegar as pequenas criaturas que não serviam para nada e estavam destinados a morrer e comecei a devolvê – las ao mar. Os meninos , sem dizer palavra, começaram a me ajudar no trabalho de deixar viver. Eles compreenderam. Por vezes não é preciso dizer nada: Basta fazer.
(RUBEM ALVES, QUARTO DE BADULAQUES, Parábola Editorial, 2003)

sábado, 17 de dezembro de 2011

peça discute a natureza - em cartaz até amanhã no teatro José de Alencar -18:30

Com o lema "É preciso romper o silêncio, a  Terra Grita".. os alunos do Curso de Princípios Básicos de Teatro do Teatro José de Alencar montam e encenam a peça teatral PLASTIC WOOD e incorporam de forma vital e real os dilemas de um planeta individualista que vem depredando seus recursos naturais e vem destruindo de forma insana nosso planeta. A mistura de Shakespeare, Patativa do Assaré , Pero Vaz de Caminha e Darcy Ribeira nos dão uma impressão de que temos que mudar hábitos, ideias e costumes para vivermos de forma adequada em um planeta. A transformação do planeta em um mundo de plástico procura viver de forma questionadora o futuro do mundo em que vivemos e tenta dar uma visão de que temos que fazer algo pelo planeta agora. Não é uma visão alarmista , mas uma visão para pensar. Com direção João Andrade Joca e texto produzido coletivamente há uma tentativa de passar mensagens diretas sobre nossa condição no mundo. O coletivo é realçado e valorizado na peça com alto nível de interpretação, cenários impecáveis e arranjos sonoros que contribuem para um aprendizado ambiental valoroso e extremamente crítico e reflexivo.
É inegável a reflexão : O Homem pode viver individualmente, mas só pode sobreviver coletivamente ( VEDAS). Ideal para aulas sobre natureza e vital para um mundo melhor e ambientalmente justo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

UM POEMA PARA REFLEXÃO

Lamento do Planeta

A mata devastaram
Muitos rios mataram
E o mar sujaram

No pântano caçaram
Muitos animais mataram

Na poluição atmosférica exageraram
A emissão de gases tóxicos aumentaram
e a camada de ozônio perfuraram
A proteção de raios ultravioletas do sol destruíram
A imunidade do corpo anularam
E nas infecções dermatológicas não pensaram
O ozônio gás protetor estragaram
O meio ambiente prejudicaram
E o aquecimento global promoveram.


de Turma 9-A (Professora Nilza) - Escola EEIF Cônego Bernardo
Coremas - PB - por carta

sábado, 10 de dezembro de 2011

ação que une cidadania e solidariedade - PROJETO ECOGALERA


AÇÃO SOLIDÁRIA – PROJETO ECOGALERA
1.       Atividade
Os alunos dos PROJETO ECOGALERA estarão no próximo dia 16 de dezembro de 2011 visitando a efermaria de pediatria do Hospital Universitário Walter Cantídio para promover uma confraternização com as crianças internas buscando dar alegria, amor e companheirismo para os que hoje estão doentes ou em tratamento. A atividade contará com distribuição de brindes, alegria e músicas natalinas sempre no sentido de repartir o amor  e a fraternidade.
A proposta é de realizar permanentemente a atividade com visita solidária a hospitais, asilos e locais onde as pessoas estejam precisando de amor e companheirismo. A atividade em questão visa antes de tudo cumprir um dever fiel da escola: FORMAÇÃO EM VALORES E CONSTRUÇÃO DE CIDADANIA ATIVA
2.       Objetivos
GERAL – Despertar nos jovens o desejo firme de conhecer os problemas dos outros e se engajar na distribuição do amor e da boa vontade.
ESPECÍFICOS
·         Desenvolver idéias de solidariedade e repartição do amor;
·         Envolver alunos na construção de valores éticos;
·         Ir além da visão meramente conteudística da Escola;
·         Promover a irmandade entre alunos e  sociedade em geral
3.       Estratégias

·         Visita a hospitais, asilos e outras instituições
·         Promoção de brincadeiras e alegrias entre os participantes.
·         Desenvolver  atividades com as crianças internadas ou membros da instituição
·         Dar alegria, presentes e amor aos visitados
4.       Cronograma de atividades
Visita ao HOSPITAL UNIVERSITÁRIO WALTER CANTÍDIO
Realização de brincadeiras, músicas e alegria com os internos
Distribuição de brindes e presentes aos alunos participantes.

DATA DE REALIZAÇÃO : 16 DE DEZEMBRO DE 2011
HORÁRIO : 14 ÀS 16 HORAS
ALUNOS PARTICIPANTES
  - MEMBROS DO PROJETO ECOGALERA
- ALUNOS MÚSICOS

domingo, 4 de dezembro de 2011

UMA REFLEXÃO IMPORTANTE

O pacto das elites para repartir a natureza

Oxalá, a presidenta tenha coragem de enfrentar sua falsa base parlamentar, que apenas apóia o governo naquilo que interessa ao capital
 30/11/2011

Editorial Ed. 457
  
O território brasileiro é uma das últimas fronteiras mundiais de enorme patrimônio natural, representado por reservas de madeira, terra, água doce, minérios, petróleo, gás, potencial energético de hidrelétricas, eólicas, e potencial de agroenergia, representado pelos óleos vegetais renováveis, de mamona, palma de dendê, tungue, pinhão manso, assim como etanol de cana de açúcar.           
Os capitalistas sabem que todos os bens da natureza possuem um baixo valor, medido pelo tempo necessário para extraí-los, e ao mesmo tempo quando se transformam em mercadorias, por serem limitados, adquirem um preço no mercado bem acima do seu valor real. A diferença entre o valor real e o preço de mercado é que se forma uma enorme taxa de lucro extraordinário.             
Por isso, todos eles sempre procuram aplicar seus capitais voláteis, fictícios e especulativos em bens da natureza. Agora, com a crise internacional do capitalismo, dominada pelo capital financeiro e pelas empresas transnacionais, estão vindo com maior sede ainda ao “pote brasileiro”, para se proteger da destruição que a crise provoca e para se preparar para ter enormes margens de lucro na retomada do processo de acumulação de capital.           
Estima-se que desde 2008, com o estalar da crise internacional, tenham entrado no Brasil ao redor de 70 bilhões de dólares por ano, que foram aplicados em patrimônio natural.          
Porém, no país havia ainda algumas barreiras a essa sanha incontrolável do capital internacional. As reservas indígenas, as áreas de quilombolas, as restrições ao volume de terra a ser adquirido por empresa estrangeira e as regras do atual Código Florestal que impedem o livre arbítrio do capital financeiro e estrangeiro.             
Diante disso, se formou um pacto da classe dominante, representado pela aliança entre os grandes proprietários de terra, as empresas transnacionais do agro, o capital financeiro (nacional e internacional), as empresas da mídia burguesa e seus parlamentares no Congresso. Essa aliança gerou uma hegemonia no congresso e nos meios de comunicação, para frear a legalização das terras indígenas e quilombolas e fazer mudanças urgentes no código florestal.        
Nessa semana, mais um capítulo dessa vergonhosa novela de manipulação e servidão das classes dominantes brasileiras aos interesses estrangeiros. Será votado o relatório das mudanças do Código Florestal no senado. No inicio, achava-se que os senadores teriam mais dignidade em frear o ímpeto dos capitalistas e respeitariam a vontade da sociedade brasileira em não fragilizar a lei atual. Ledo engano. As articulações e artimanhas da pequena política deixaram o governo paralisado e refém de uma base parlamentar que só representa os interesses de seus financiadores: os empresários. Todas as mudanças que eles queriam e que foram sistematizadas pelo então “nobre deputado ex-comunista” Aldo Rebelo, foram mantidas no senado.              
Em contraposição, formou-se uma frente ampla em defesa da natureza, formada pelas igrejas cristãs, ambientalistas, movimentos sociais, entidades, sindicatos, centrais sindicais, OAB, com alguns senadores progressistas e nacionalistas. Nada foi suficiente para frear os “nobres” senadores vende-pátria, que só pensam em suas medíocres carreiras de servidão.        
O novo Código será votado no Senado, referendando as mudanças da Câmara. Vão eliminar a necessidade de reserva legal na Amazônia até 400 hectares, o que significa que um latifundiário que tenha 1500 hectares pode dividir, no papel, sua área em quatro lotes e desmatar tudo. Assim, derrotam o limite atual de 80% de reserva. No cerrado acontecerá o mesmo. A famosa senadora ruralista, rainha da moto-serra, foi até os Estados Unidos proclamar que com essas mudanças o pacto do capital poderá se apropriar de mais 80 milhões de hectares de terras na Amazônia e cerrado para produção de commodities agrícolas!            
A frente ampla em defesa do meio ambiente e florestas organizou uma plataforma mínima, unitária e está colhendo assinaturas para pedir que a presidenta Dilma honre seus compromissos de campanha e vete pelo menos aqueles artigos que representam uma afronta à consciência ecológica da sociedade brasileira.            
Oxalá, a presidenta tenha coragem de enfrentar sua falsa base parlamentar, que apenas apóia o governo naquilo que interessa ao capital, e por isso continua também vetando o projeto da redução da jornada de trabalho, o projeto de proibição de trabalho escravo, etc.        
 Certamente a natureza e a história cobrarão caro daqueles que hoje se omitem ou desvergonhadamente pensam apenas na apropriação privada dos bens da natureza, no lucro fácil, independente das conseqüências que o desequilíbrio do meio ambiente trará a todo povo brasileiro.                
O jornal Brasil de Fato se somou ao comitê em defesa das florestas. Por isso, fizemos uma edição especial sobre o Código Florestal, que está disponível em nossa página na internet. Milhares de exemplares foram impressos e estão sendo distribuídos para a população. Assim, nos somamos a essa luta. Cumprimos com nosso papel. Estaremos sempre do lado das causas do povo brasileiro. 
fonte: www.brasildefato.com.br - EDITORIAL