domingo, 21 de fevereiro de 2010

um texto brilhante... JORNAL DO LEITOR O POVO

Rennê/Roziane

SOS fauna brasileira

Rennê Câmara Barros e Roziane de Arruda Câmara
20 Fev 2010 - 01h50min
De fato o Brasil é um país bastante rico, não em apenas riquezas materiais, mas também em: belezas naturais, diversidade na flora e principalmente na fauna. Nosso país possui uma variedade gigantesca de espécies de animais: terrestres, aquáticos, mamíferos... que infelizmente corre risco de diminuir ou de desaparecer graças a extinção destes.

E este grave problema vem se intensificando cada vez mais por inúmeros motivos. Entre eles se incluem a destruição de seu habitat, que é algo importante para a sobrevivência de determinadas espécies, caças ilegais e outros.

Porém, apenas são essas as causas do desaparecimento de espécies da fauna brasileira, de todos o mais praticado é o tráfico de animais. Muitos deles são capturados mantidos em cativeiro, de uma forma cruel e impiedosa e em seguida vendidos, quase sempre, para o exterior. Apesar de ser crime inafiançável, o tráfico de animais é uma ilegalidade que é geralmente realizada de uma forma em que se haja impunidade dos culpados.

Às vezes a extinção dos animais pode estar mais perto do que imaginamos. Se encontra em alguém próximo de nós que maltrata algum animal de estimação, o mantendo em cativeiro em condições muito precárias, por exemplo.

Tem-se que se ter o conceito de que os animais são como os seres humanos que devem ser tratados com mais respeito, da mesma forma com que temos que respeitar a natureza, sendo que eles fazem parte também desse conjunto.

Para que se respeite a Terra é necessário que se cultive esse sentimento por todos que nela habitam.

Rennê Câmara Barros e Roziane de Arruda Câmara - ALUNOS DO 9° ANO -COLÉGIO DOM FELIPE/ 9º ANO

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LEITURA IMPORTANTÍSISIMA

A Sociedade Mundial da Cegueira






Leonardo Boff *
Adital -
O poeta Affonso Romano de Sant'Ana e o prêmio Nobel de literatura, o português José Saramago, fizeram da cegueira tema para críticas severas à sociedade atual, assentada sobre uma visão reducionista da realidade. Mostraram que há muitos presumidos videntes que são cegos e poucos cegos que são videntes. Hoje propala-se pomposamente que vivemos sob a sociedade do conhecimento, uma espécie de nova era das luzes. Efetivamente assim é. Conhecemos cada vez mais sobre cada vez menos. O conhecimento especializado colonizou todas as áreas do saber. O saber de um ano é maior que todo saber acumulado dos últimos 40 mil anos. Se por um lado isso traz inegáveis benefícios, por outro, nos faz ignorantes sobre tantas dimensões, colocando-nos escamas sobre os olhos e assim impedindo-nos de ver a totalidade.
O que está em jogo hoje é a totalidade do destino humano e o futuro da biosfera. Objetivamente estamos pavimentando uma estrada que nos poderá conduzir ao abismo. Por que este fato brutal não está sendo visto pela maioria dos especialistas nem dos chefes de Estado nem da grande mídia que pretende projetar os cenários possíveis do futuro? Simplesmente porque, majoritariamente, se encontram enclausurados em seus saberes específicos nos quais são muito competentes mas que, por isso mesmo, se fazem cegos para os gritantes problemas globais. Quais dos grandes centros de análise mundial dos anos 60 previram a mudança climática dos anos 90? Que analistas econômicos com prêmio Nobel, anteviram a crise econômico-financeira que devastou os países centrais em 2008? Todos eram eminentes especialistas no seu campo limitado, mas idiotizados nas questões fundamentais. Geralmente é assim: só vemos o que entendemos. Como os especialistas entendem apenas a mínima parte que estudam, acabam vendo apenas esta mínima parte, ficando cegos para o todo. Mudar este tipo de saber cartesiano desmontaria hábitos científicos consagrados e toda uma visão de mundo.
É ilusória a independência dos territórios da física, da química, da biologia, da mecânica quântica e de outros. Todos os territórios e seus saberes são interdependentes, uma função do todo. Desta percepção nasceu a ciência do sistema Terra. Dela se derivou a teoria Gaia que não é tema da New Age; mas, resultado de minuciosa observação científica. Ela oferece a base para políticas globais de controle do aquecimento da Terra que, para sobreviver, tende a reduzir a biosfera e até o número dos organismos vivos, não excluídos os seres humanos.
Emblemática foi a COP-15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague. Como a maioria na nossa cultura é refém do vezo da atomização dos saberes, o que predominou nos discursos dos chefes de Estado eram interesses parciais: taxas de carbono, níveis de aquecimento, cotas de investimento e outros dados parciais. A questão central era outra: que destino queremos para a totalidade que é a nossa Casa Comum? Que podemos fazer coletivamente para garantir as condições necessárias para Gaia continuar habitável por nós e por outros seres vivos?
Esses são problemas globais que transcendem nosso paradigma de conhecimento especializado. A vida não cabe numa fórmula, nem o cuidado numa equação de cálculo. Para captar esse todo precisa-se de uma leitura sistêmica junto com a razão cordial e compassiva, pois é esta razão que nos move à ação.
Temos que desenvolver urgentemente a capacidade de somar, de interagir, de religar, de repensar, de refazer o que foi desfeito e de inovar. Esse desafio se dirige a todos os especialistas para que se convençam de que a parte sem o todo não é parte. Da articulação de todos estes cacos de saber, redesenharemos o painel global da realidade a ser compreendida, amada e cuidada. Essa totalidade é o conteúdo principal da consciência planetária, esta sim, a era da luz maior que nos liberta da cegueira que nos aflige.
[Autor de A nova era: a consciência planetária, Record (2007)]

* Teólogo, filósofo e escritor
publicado no site www.adital.org.br

sábado, 20 de fevereiro de 2010

LIXO NUCLEAR - UMA PESQUISA PARA SUAS CONCLUSÕES


Definição

O lixo nuclear é todo resíduo formado por compostos radioativos que perderam a utilidade de uso.

Este lixo é produzido por diversas fontes, sendo as principais:

- Usinas nucleares: após o processo de fissão nuclear, o que sobra do uso do urânio é considerado lixo nuclear.
- Armas Nucleares: na fabricação, manutenção ou desativação deste tipo de arma, vários resíduos nucleares são gerados.
- Laboratórios de exames clínicos: alguns instrumentos de exames médicos usam produtos radioativos como, por exemplo, máquinas de raio-x.

O lixo nuclear deve ser transportado, tratado e isolado com máximo rigor de cuidado, seguindo diversas normas de segurança internacionais, a fim de evitar qualquer tipo de acidente ou contaminação. Um dos principais problemas atuais é o destino deste tipo de lixo.

O contato do ser humano com este tipo de lixo pode ter como conseqüência o desenvolvimento de várias doenças (câncer é a principal) e até a morte imediata.

Curiosidades:
- O lixo nuclear pode levar de 50 a 100 anos para perder toda sua radiação.
- No Brasil, ocorre a produção de lixo nuclear nas Usinas Atômicas de Angra I e Angra II, situadas em Angra dos Reis (RJ).

Para refletir

CONTRA O PAREDÃO DE SOM

Na praia, quero ouvir o barulhinho bom das ondas.
No teatro, só o espetáculo.
No cinema, só o filme.
Em casa, desfrutar silêncio e sons que não acordam os vizinhos.
Na praça, só o buchicho das conversas.
Nas igrejas, rezar baixinho: os deuses não são surdos.
No Passeio Público e no jardim do TJA, quero ouvir cantiga de passarinho.
 
Vivo em Fortaleza. 
Quero viver em outra cidade: Fortaleza sem carro de som nas ruas.
 
Agora está na nossa mão desligar a violência do som.
Chega de práticas invasivas.
Elas negam meu espaço, que é sempre uma partilha com o outro.
 
Vamos à Câmara de Vereadores: audiência pública Lei do Paredão
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010, 9h
 
SAI PAREDÃO DE SOM!
O barulhão é pago. O silêncio é gratuito.
Eu quero escutar a vida da cidade.

UMA DISCUSSÃO PERTINENTE SOBRE O PROBLEMA DA ÁGUA

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

UMA LEITURA DESAFIANTE

as dunas de Fortaleza.

26/01/2010 - As dunas de Fortaleza 
Do Portal SOS MATA ATLÂNTICA


Artigo escrito pelo diretor de políticas públicas da Fundação Mario Mantovani

2010 é o ano da Biodiversidade.  A perda de habitats é a principal causa da extinção de espécies. A criação de unidades de conservação com a participação e envolvimento da população torna-se uma prioridade para alcançar um desenvolvimento sustentável. Fortaleza deu o exemplo protegendo suas dunas remanescentes, mas esta conquista está ameaçada.

A paisagem de Fortaleza se sobressai pelo belo encontro das dunas, lagoas interdunares, vegetação de restingas com o verde do mar. Esta paisagem, característica da Mata Atlântica, convida ao turismo sustentável, às caminhadas ao entardecer, e é cenário dos passeios noturnos de bicicleta de Fortaleza, contribuindo para a melhoria da qualidade vida. Pouco resta desta paisagem livre de ocupação humana em Fortaleza, nos últimos 30 anos a cidade perdeu mais de 90% de sua área verde.

A sociedade reconheceu a importância ecológica dos remanescentes de Mata Atlântica para o equilíbrio climático da cidade, valorizou a paisagem e a área por integrarem o sistema da Bacia do rio Cocó. Por ser essencial na mitigação dos impactos e pressões sofridas pelo principal parque de Fortaleza, o Parque do Cocó. O reconhecimento por parte da população do valor ambiental das dunas, ainda remanescentes em Fortaleza, motivou uma mobilização e articulação com repercussões nacionais. A sociedade fez sua parte: blogs, páginas na internet, manifestações nas ruas e mais de três mil assinaturas pleitearam a criação de uma unidade de conservação capaz de proteger e evitar a ocupação desordenada das dunas vegetadas do bairro do Cocó. As dunas são consideradas áreas de preservação permanente protegidas pelo Código Florestal e pela Resolução CONAMA 303/2002, que define duna como unidade geomorfológica de constituição predominante arenosa, com aparência de cômoro ou colina, produzida pela ação dos ventos, situada no litoral ou no interior do continente, podendo estar recoberta, ou não, por vegetação. Portanto, são áreas definidas pela legislação federal e foram definitivamente demarcadas e protegidas com a aprovação da Lei Municipal 9502 em dezembro de 2009, de autoria do vereador e ambientalista João Alfredo, que, sintonizado com os anseios da população, criou a Área de Relevante Interesse Ecológico das Dunas do Cocó.

Esta luta foi uma vitória de todos os ambientalistas, de toda a sociedade, da cidade de Fortaleza, e de todos os que compreendem a urgência de uma nova sociedade sustentável, uma sociedade tecida com os nós da solidariedade, do compromisso com o futuro e com a qualidade de vida, em que a natureza não pode ser tratada como um mero recurso econômico, mas que deve ser incluída como bem e valor ser protegido e integrado a um projeto de desenvolvimento sustentável.

Com tristeza e indignação recebemos a notícia que o Presidente do Tribunal de Justiça, em decisão liminar, retirou a eficácia da proteção das dunas, com argumento que a Lei, legitimamente aprovada com apoio de mobilização da população, entra em conflito com o Plano Diretor. Não existe cidade sustentável, objetivo maior do Plano Diretor, sem equilíbrio ambiental, como assistimos nos desastres recentes de Santa Catarina e de Angra dos Reis. A proteção do meio ambiente consiste no caminho para alcançarmos uma sociedade mais justa, equilibrada e com qualidade de vida e a construção de uma cidade sustentável. O dever de criar unidades de conservação encontra fundamento constitucional: “incumbe ao Poder Público: definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção”

Vamos fazer valer esse dever do estado e direito do cidadão, os ambientalistas questionam judicialmente a decisão. Esperamos que a Justiça abra os olhos para a beleza e para o meio ambiente. Fortaleza precisa de áreas protegidas, de dunas vegetadas, de paisagens para a fruição, contemplação e lazer da população

PADRE CÍCERO É DECLARADO PADROEIRO DAS FLORESTAS

UMA DISCUSSÃO SALUTAR

São Paulo (SP), Brasil — Quem tem medo do escuro pode abraçar as energias renováveis.
 
Um novo estudo do Greenpeace, feito em parceria com o Conselho Europeu de Energias Renováveis (Erec, na sigla em inglês), mostra como as redes elétricas do mundo poderiam ser transformadas para suportar uma matriz elétrica com 90% de energia renovável em 2050.

A transformação, alcançada com um nível modesto de investimento, é uma grande oportunidade de negócio para empresas de tecnologia e permitiria cortes gigantescos nas emissões de gases do efeito estufa.

“Renováveis 24h – a infra-estrutura necessária para salvar o clima” é parte do cenário [R]evolução energética, cenário traçado sobre como garantir o fornecimento de energia no futuro de forma amigável com o clima do planeta.

Um ponto referente à Europa, detalhado no relatório, faz eco nas necessidades brasileiras. Uma comparação de 30 anos de dados meteorológicos com as curvas anuais de demanda da Europa demonstra que, com a rede elétrica em uso, há apenas uma chance de 0,4% – ou 12 horas por ano – que a alta demanda ocorra quando a geração solar e eólica é baixa. O reforço proposto para a rede retiraria esta pequena incerteza, garantindo um fornecimento constante.

O estudo explica como redes elétricas inteligentes (smart grids, em inglês) locais e regionais poderiam ser conectadas de forma eficiente com uma super rede (super grid) de alta voltagem[1], para garantir um fornecimento ininterrupto e confiável de eletricidade, sem ativar usinas térmicas a carvão ou nucleares.

No Brasil, o alto potencial de renováveis (solar, eólica e biomassa) certamente garantiria a mesma oferta confiável de energia projetada para a Europa pelo relatório.

Por enquanto, a experiência de 2009, quando um blecaute atingiu quatro regiões do país, evidenciou a necessidade de investir em redes inteligentes e reforçar as existentes. Hoje não se pode confiar nas linhas de transmissão de Itaipu nos picos de consumo de energia, decorrentes do forte calor e da recuperação da produção industrial.

“Apesar da abundância de chuvas e dos níveis elevados dos reservatórios, opta-se por acionar as termelétricas fósseis, a fim de evitar o risco de sobrecarga nas linhas de transmissão das hidrelétricas”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace. “Como efeito colateral, sofremos tanto com as emissões de gases-estufa dessas usinas quanto com seu custo elevado.”

Devem ser gastos cerca de R$ 80 milhões com as termelétricas durante a temporada de calor, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).



“Com redes inteligentes, nós basicamente combinamos internet com eletricidade”, comenta o especialista em energia do escritório internacional do Greenpeace, Sven Teske. “Reforçar as redes inteligentes é uma grande oportunidade de negócios, especialmente para companhias de tecnologia. Na Europa, o investimento anual necessário ficaria em torno de € 5 bilhões, ou seja, menos de € 5 por ano por casa. Para destravar o investimento necessário em uma estrutura que seja amigável com o clima, precisamos urgentemente de políticas que apóiem a transição para uma oferta de eletricidade 100% renovável”, afirma Teske.

“O mercado global de energia renovável poderia crescer em índices de dois dígitos até 2050, e se equiparar ao tamanho atual da indústria fóssil. Hoje em dia, o mercado global está na casa dos US$ 120 bilhões e dobra de tamanho a cada três anos”, diz Christine Lins, secretária-geral do Erec. “O mercado global de renováveis caminhará lado a lado com o desenvolvimento de redes inteligentes, quando a participação de energia eólica e solar fotovoltaica passar de um terço do total de energia gerada.”


O relatório “Renewable 24/7” pode ser lido http://www.greenpeace.org/eu-unit/press-centre/reports/EU-energy-revolution-report  e em www.erec.org.

Mais informações:

[1] Smart Grids ou redes inteligentes enviam de eletricidade dos pontos de geração até os consumidores utilizando um sistema de monitoramento com tecnologia digital. Este sistema permite a integração de fontes energéticas descentralizadas como solar e eólica, assimilando sua entrada no sistema nos períodos de vento e sol. Permite também o controle do consumo de aparelhos e eletrodomésticos em residências e edifícios, informando os consumidores em tempo real sobre seu consumo e até desligando alguns equipamentos em períodos de alta demanda energética. Tudo isto é possibilitado através de linhas de transmissão de alta eficiência, que reduzirão as taxas de perdas do sistema elétrico. Desta forma, o sistema economiza energia, reduz custos e aumenta a confiabilidade e a transparência do consumo de energia.

Os Super Grids ou super redes usam linhas de corrente contínua de alta tensão (HVDC) para transportar grandes quantidades de energia a grandes distâncias, com alta eficiência. Este sistema permitirá que a energia eólica do sul e solar do nordeste do país seja distribuída para outras regiões, evitando a sobrecarga das linhas de transmissão de grandes centrais de geração de energia. 
Retirado do site www.greenpeace.org.br

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

GUIA PARA PROJETOS AMBIENTAIS

origem das grandes cidades.

UMA BOA REFLEXÃO

Guia de Boas Práticas para o Consumo Sustentável
A imensidão do Brasil fez, e ainda faz, muita gente pensar que todos os recursos naturais do nosso País são inesgotáveis. Engano. Um grande engano. Se não abrirmos os olhos e ficarmos bem atentos as nossas atitudes, poderemos sofrer graves prejuízos e ainda comprometer a sobrevivência das gerações futuras.
Não é à toa que muita gente – técnicos, especialistas, estudiosos e governos de todas as partes do mundo – está preocupada com o futuro do nosso Planeta. O Ministério do Meio Ambiente – Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável - e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) colocam o assunto em discussão e dão as dicas para que todos possam iniciar a mudança.
Talvez você já tenha ouvido falar de Consumo Sustentável. Mas, se você não sabe o que isso significa, vamos lá: Consumo Sustentável quer dizer saber usar os recursos naturais para satisfazer as nossas necessidades, sem comprometer as necessidades e aspirações das gerações futuras. Ou seja, vale aquele velho jargão popular: saber usar para nunca faltar. E isso não exige um grande esforço, somente mais atenção com o que está ao nosso redor, no nosso ambiente. Basta fazermos uma pequena reflexão sobre como agimos.
Normalmente, não nos preocupamos com a quantidade de água que utilizamos ao escovar os dentes, quando tomamos banho ou no momento de lavar a louça e o nosso carro. Por absoluta desatenção, ao sairmos de um cômodo não apagamos a luz, ou vamos acendendo todas as lâmpadas, deixando para trás um rastro luminoso. Nem nos tocamos em relação ao consumo de papel, seja em casa ou no escritório estamos sempre desperdiçando papel. Misturamos o lixo doméstico, quando seria muito simples separar os restos de comida do papel, da lata, do vidro, do plástico. No ato da compra, pense! Não leve para casa alimentos em excesso nem faça comida em demasia para depois ter que jogar fora. Resto de alimento é coisa séria. Milhares de pessoas carecem, diariamente, de um prato de comida.Não nos damos conta de que os nossos desperdícios têm impacto no nosso bolso. E, mais grave ainda, nunca paramos para pensar que este comportamento displicente vai acarretar sérias e graves dificuldades para os nossos descendentes. Eles vão ressentir-se da falta dos recursos naturais.Ao mesmo tempo em que estaremos reduzindo ou eliminando o desperdício, vamos economizar muito dinheiro. Quem sabe, não conseguiremos até melhorar a nossa renda mensal, se fizermos pequenas mudanças nas nossas atitudes? Se você acha que é muito trabalhoso, então, preste atenção nessas informações abaixo e perceba o risco que estamos correndo.

Água
Hoje, metade da população mundial (mais de 3 bilhões de pessoas) enfrenta problemas de abastecimento de água. Muitas fontes de água doce estão poluídas ou, simplesmente, secaram. Recife, capital de Pernambuco, em vários períodos do ano é submetida a um racionamento rigoroso, em outros, não tem água mesmo. O racionamento também já chegou à São Paulo, podendo atingir 3 milhões dos 10 milhões de habitantes da capital paulista. Você sabia que 97% da água existente no planeta Terra é salgada (mares e oceanos), 2% formam geleiras inacessíveis e, apenas, 1% é água doce, armazenada em lençóis subterrâneos, rios e lagos?
Pois, bem, temos apenas 1% de água, distribuída desigualmente pela Terra para atender a mais de 6 bilhões de pessoas (população mundial).Esse pouquinho de água que nos resta está ameaçado. Isso porque, somente agora estamos nos dando conta dos riscos que representam os esgotos, o lixo, os resíduos de agrotóxicos e industriais.Cada um de nós tem uma parcela de responsabilidade nesse conjunto de coisas. Mas, como não podemos resolver tudo de uma só vez, que tal começarmos a dar a nossa contribuição no dia-a-dia? Você sabe quantos litros de água uma pessoa consome, em média, por dia? Não? São cerca de 250 litros (isto mesmo, 250 litros ou mais): banho, cuidados de higiene, comida, lavagem de louça e roupas, limpeza da casa, plantas e, claro, a água que se bebe.
Dá para viver sem água? Não dá. Então, a saída é fazer um uso racional deste recurso precioso. A água deve ser usada com responsabilidade e parcimônia. Para nós, consumidores, também significa mais dinheiro no bolso. A conta de água no final do mês será menor. O mais importante, no entanto, é termos a consciência de que estamos contribuindo, efetivamente, para reduzir os riscos de matarmos a nossa fonte de vida: a água.

Energia elétrica
O consumo de energia elétrica aumenta a cada ano no Brasil. Em breve, estaremos importando energia elétrica de países vizinhos. O comércio, além de ganhar novos estabelecimentos com alto padrão de consumo (shopping centers, hipermercados), dinamizou suas atividades com a ampliação dos dias e horário de funcionamento. Uma grande parte desse aumento é decorrente do desperdício de energia.
Voltamos à questão do desperdício. E é nesse ponto que entra a nossa contribuição. O consumo residencial e comercial representam cerca de 42% do consumo total. No segmento residencial, houve um aumento do uso da eletricidade por incorporação de novos eletrodomésticos. Será que precisamos de todos eles, realmente? Economizar energia, além de fazer bem ao bolso, também contribui para o adiamento da construção de novas hidrelétricas, que causam grandes impactos ambientais ou para diminuição da exploração de recursos naturais não renováveis como o petróleo. Percebe como podemos ajudar?
Lixo
Enquanto a água pode nos faltar, o lixo sobra. É lixo demais e ele sempre aumenta. Aumenta tanto que nem sabemos onde colocá-lo. Essa dificuldade é maior quando associada aos custos para se criar aterros sanitários. A situação torna-se pior quando constatamos que na maioria das cidades brasileiras o lixo é despejado em terrenos baldios ou nos “famosos” e inadequados lixões. Em contraposição a essas práticas, ecologicamente incorretas, vem-se estimulando o uso de métodos alternativos de tratamento como a compostagem e a reciclagem ou, dependo do caso, incineração.A incineração (queima do lixo) é a alternativa menos aceitável. Provoca graves problemas de poluição atmosférica e exige investimentos de grande porte para a construção de incineradores.A compostagem é uma maneira fácil e barata de tratar o lixo orgânico (detritos de cozinha, restos de poda e fragmentos de árvores).A reciclagem é vista pelos governos e defensores da causa ambiental como solução para o lixo inorgânico (plásticos, vidros, metais e papéis). Com a reciclagem é possível reduzir o consumo de matérias-primas, o volume de lixo e a poluição.
Tecnicamente, é possível recuperar e reutilizar a maior parte dos materiais que na rotina do dia- a-dia é jogada fora. Latas de alumínio, vidro e papéis, facilmente coletados, estão sendo reciclados em larga escala em muitos países, inclusive no Brasil. Embora seja um processo em crescimento, ainda não é economicamente atrativo para todos os casos. Assim, nos restam as alternativas: evitar produzir lixo, reaproveitar o que for possível e reciclar ao máximo. Como fazer isso? Aqui vai uma boa dica: aproveitar melhor o que compramos, escolhendo produtos com menor quantidade de embalagens ou redescobrir antigos costumes como, por exemplo, a volta das garrafas retornáveis de bebidas (os velhos cascos) ou das sacolas de feira para carregar compras.
Essas dicas de boas práticas para o consumo sustentável foram preparadas com o intuito de alterar os nossos velhos hábitos.
Faça uso delas no seu cotidiano.
Divulgue-as.
Você estará dando a sua contribuição para uma melhor qualidade de vida e sobrevivência da nossa espécie no planeta.
Este Guia é resultado de uma parceria entre as instituições:
Ministério do Meio Ambiente
Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável
e.mail: sds@mma.gov.br
site: www.mma.gov.br
Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC)
e.mail: idec@uol.com.br
site: www.idec.org.br

ONU E A QUESTÃO AMBIENTAL

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

o aquecimento global em nosso país.

Veja efeitos do aquecimento global no Brasil

UMA REFLEXÃO SOBRE A ENERGIA EÓLICA

Estará chegando o tempo da energia eólica no Brasil?
11/09/2009 11:24:53

Ricardo Young
Um estudo elaborado pela Eletrobrás – cuja íntegra será divulgada só em novembro – pode contribuir decisivamente para impulsionar o uso de energia eólica no Brasil. Sua aplicação sempre foi considerada “cara”, mas o levantamento feito pela estatal prova o contrário: a energia eólica é mais barata que as usinas térmicas a gás e a diesel.

O investimento inicial é alto, mas bastam dez dias para ele começar a ser mais compensador do que o investimento feito em energia térmica. E o estudo ainda demonstra que a geração de energia eólica precisa de dois meses para ficar mais barata do que aquela gerada por outras fontes.

Será que esta constatação feita pela própria Eletrobrás vai finalmente incentivar a elaboração de um plano de longo prazo para utilização em larga escala da energia eólica?

Atualmente, ela representa menos de 1% da matriz energética nacional, com potência instalada de 547 megawatts / ano. As usinas localizam-se principalmente no Nordeste e no sul do país, locais onde o regime de ventos é mais propício a este tipo de atividade. Até o final de 2010, estima-se que o potencial instalado chega a 1300 megawatts /ano. A capacidade instalada no Brasil hoje é de pouco mais de 100 mil megawatts e vai chegar a 130 mil megawatts em 2013.

A hidreletricidade representa, hoje, com 80% da matriz energética. Os restantes 20% estão divididos entre usinas térmicas a carvão, diesel e gás, (12%), pequenas centrais e fontes alternativas (8%).

Antes da divulgação deste estudo, previa-se para 2013, o crescimento das térmicas tradicionais de 12 para 21% na participação da matriz; e de 4,5% das pequenas centrais – cuja geração virá da biomassa. As hidrelétricas tradicionais deverão recuar sua participação para 69% e a energia eólica deverá manter seu percentual de participação em torno de 1%.

Estes dados são preocupantes porque mostra uma tendência de “sujar” a matriz energética, justamente num momento em que é preciso investir alto em fontes que nos levem a uma economia de baixo carbono. Se as usinas têm baixo custo de instalação, sua manutenção é cara e tende a se tornar cada vez mais cara, porque será preciso controlar as emissões de poluentes. Por sua vez, como mostra o estudo da Eletrobrás, a energia eólica é uma alternativa competitiva e que, até o momento, não está sendo considerada com o devido cuidado.

Se todo o potencial eólico brasileiro fosse convertido em energia, teríamos a geração de 272 terawatts / hora por ano (1 terawatt = 1 trilhão de watts), ou a metade do nosso consumo anual.


E mais: nossos períodos de seca, quando os reservatórios estão baixos, coincidem com as épocas nas quais os melhores ventos sopram por aqui. Assim, se tivéssemos usinas eólicas instaladas à força plena, poderíamos usá-las, em vez de queimar combustível e sujar o meio ambiente com as térmicas (a opção disponível para estas ocasiões).

Este estudo da Eletrobrás apontou outra dificuldade, além do custo, para a aplicação em larga escala da energia eólica no país: a falta de cultura sobre o tema. A sociedade não se preocupa com as questões vinculadas à energia – a não ser quando precisa economizar – e, no caso específico da eólica, os engenheiros, pesquisadores e outros especialistas sobre o tema acabam deixando o país para trabalhar em outros lugares. Assim, um programa não avança porque a tecnologia é cara. A tecnologia é cara porque não há incentivo à pesquisa. Sem pesquisa, não há pesquisadores e vamos queimando diesel em arcaicas usinas térmicas (de fato, qualquer máquina a combustível fóssil será também fóssil em breve!).

Não é de uma hora para outra que vamos prescindir das termelétricas. Mas é preciso planejar a obsolescência delas ao mesmo tempo em que se instalam as novas usinas eólicas. Esta mudança implica levantamento minucioso de custos e também uma “licença social” para ocorrer, já que será preciso descontinuar cadeias produtivas antigas em favor de outras voltadas para a energia alternativa. Como fazer isso de maneira sustentável e democrática, levando em conta os interesses de todas as partes envolvidas?

Peter Senge, chefe do Centro de Aprendizagem do MIT, nos EUA, e autor de “A Quinta Disciplina”, lançou recentemente um livro para tratar justamente de como empresas, governos e sociedade civil podem estimular a busca por tecnologias que não agridam o meio ambiente. “A Revolução Necessária” - este é o nome do livro – prega que as soluções precisam ser construídas com trabalho conjunto em todos os níveis, em equipes que reúnam indústrias, comunidades e cadeias de abastecimento globais, para que realmente funcionem a favor da sustentabilidade. Senge cita o exemplo do governo americano que estabeleceu por decreto a utilização do milho para fabricar etanol, como forma de diminuir a dependência do país em relação ao petróleo. A decisão acarretou um forte impacto na agricultura e nos negócios agrícolas em todo o mundo. “Não seria mais indicado firmar parcerias com empresas e universidades para buscar uma alternativa realmente sustentável?”, pergunta Senge.

Na questão do uso da energia eólica, e em outros que envolvem o desenvolvimento sustentável, o dilema da transição é o mesmo descrito por Senge: estabelecer parcerias que trabalhem para criar o mundo novo de que tanto necessitamos.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

PARA REFLETIR

 
“ A vida na Terra começou por volta de 3,8 bilhões de anos atrás. Durante grandíssima parte de sua história, os únicos seres vivos que habitavam nosso planeta eram os micróbios. A vida desde então proliferou lentamente,originando uma imensa constelação de espécies.
Mas a biodiversidade sofreu diversas perdas ao longo da história do planeta.Na verdade, durante os últimos 500 bilhões de anos houve cinco grandes extinções em massa. A mais conhecida aproximadamente há 65 mihões de anos , com o fim da era dos dinossauros provavelmente foi causado pela colisão de um meteoro com a Terra.
Estamos vivendo atualmente a sexta grande extinção, causada  agora não pelo impacto de um meteoro mas pelos impactos do ser humano no planeta. Visto que a população humana cresce exponencialmente , consume muitos produtos da natureza e possui tecnologias com efeitos de longo alcance no tempo e no espaço, por estas razões estamos causando impactos irreversíveis na teia da vida.” ( Roizman, Laura Gorresio, JORNADA DE  AMOR À TERRA, ÉTICA E EDUCAÇÃO EM VALORES UNIVERSAIS/ LAURA GORREZIO ROIZMAN, ELCI FERREIRA, São Paulo, PALAS ATHENAS, 2006)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Natureza em poesia

CORDEL DA NATUREZA

Queria por Deus sentir
no mais profundo do ser
a natureza enfim explodir
com flores no amanhecer.


Deus que criou tal beleza
no mundo de esplendores
e juntos com a natureza
não esqueçamos das cores.


Na natureza há beleza tanta
no azul do céu, no mar...
a nossa alma se agiganta
não se cansa de tanto olhar.


Esta terra é um paraíso
mas é preciso saber viver
basta um olhar, um sorriso
e o seu mundo há renascer.


As águas correm para o rio,
o rio corre e vai para o mar
eu sou fonte em extravio
e quero um rio encontrar.


Segue o rio, seu rumo manso
por entre as pedras correndo
penso num lago, num remanso
depois de quedas vencendo...


Assim é a vida da gente
muitas pedras no início
lutando contra as correntes
fugindo enfim do precipício.


Cantam alegres os passarinhos
de manhãzinha ao despertar
cantam nos formosos ninhos
alegres nos ensinam a orar.


Muitas vezes fico pensando
no que encontro nesta vida,
mas com garra vou lutando
para resolver essa partida.


Porque viver é a razão bela
não importando a condição
e após de cada procela
Deus renova sua criação.


De manhã abro porta ao sol
inspiro o ar bem ao fundo
olhando vislumbro o arrebol
pensei nesse triste mundo.


Já cantei muitos versos ao luar
cantei na noites maravilhosas
para a natureza exaltar
dos sonhos com olor das rosas.


Continuo os poemas cantar,
à Musa, canto a alegria,
tenho tempo pra meditar
pois quero ser a sua poesia.


Olhando o céu vi uma estrela,
junto com as outras a brilhar
fiquei extático ao vê-la,
era você, e comecei a cantar.


tancredoadvogadopf@yahoo.com.br

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

natureza em poesia

Preservar a NATUREZA é defender nossa VIDA
José de Sousa Dantas, em 12/07/2005

A NATUREZA é sagrada,
atraente, exuberante,
poética, reconfortante,
SÁBIA, nobre, delicada,
rica, bela, apreciada,
que deve ser defendida
constantemente e mantida
com transparência e pureza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

A NATUREZA é a luz
do SOL, que nos ilumina,
é a ÁGUA cristalina,
é a TERRA que produz,
é a fonte que conduz
a energia exigida
para a dinâmica devida
de toda a sua grandeza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

A NATUREZA é tão bela,
tão forte e maravilhosa,
abundante e poderosa,
que brilha, encanta e revela
a mais sublime aquarela,
numa ação bem sucedida,
que mesmo sendo agredida,
mantém a sua beleza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Os campos a cada dia
vêm sendo danificados,
com vegetais devastados,
por causa da teimosia
do HOMEM, que se vicia,
numa ganância incontida,
a deixar desprotegida
a TERRA, por malvadeza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Vem ocorrendo extinção
de plantas e animais,
de recursos naturais,
além da poluição,
levando a população
a ficar entristecida,
de alma aflita e sentida,
pelos atos de crueza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Se vê a devastação
da AMAZÔNIA legal -
a reserva mundial,
maior pela dimensão,
todos clamam com razão,
vendo a FLORESTA invadida,
explorada e combalida,
por ambição e avareza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Há muita destruição
do PLANETA em todo canto,
o que vem causando espanto,
angústia e desolação,
daí por que toda ação
em defesa é permitida,
pra que seja garantida
a nossa maior riqueza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

A NATUREZA reclama
a sua preservação,
e o HOMEM sem coração
lhe destrói e lhe inflama,
não respeita, insiste, trama,
deixa a área poluída,
desmatada e distorcida,
por cobiça e safadeza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Embora haja o IBAMA,
os órgãos estaduais,
das ONG’s, municipais,
para exercerem uma gama
de serviços, mas o drama
da ameaça desmedida,
à planta, à ave, à jazida,.......
continua com clareza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Mesmo havendo chamamento
visando à preservação
da NATUREZA, a questão
é que não há sentimento
e nem comprometimento
de todos na investida,
mas deve ser prosseguida
a campanha com firmeza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Nosso mal à NATUREZA
sobre nós mesmos se abate,
por isso todo combate
aos atos de malvadeza
à NATURA, com certeza,
constitui uma medida,
que deve ser acolhida,
para a nossa fortaleza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Se cada um toda hora
tivesse maior cuidado
com a TERRA - seu estado,
sua fauna, sua flora,
tudo o que dela se explora,
a paisagem colorida -
não estaria abatida
como hoje, com certeza !
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Que cada um todo instante
procure agir com cuidado,
pra não ser danificado
o PLANETA fascinante,
sempre esteja confiante,
pronto para a investida,
sempre encontrando saída
propícia, por gentileza !
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Que cada um reconheça
O VALOR DA NATUREZA,
pra sua própria defesa,
e seu trabalho ofereça
todo tempo e não se esqueça,
pra que seja protegida,
respeitada e atendida,
com cuidado e com presteza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

Seja um grande defensor
da NATUREZA imponente,
para ter um ambiente
salutar e promissor,
que o Supremo Criador,
para a missão lhe convida,
para que seja cumprida,
com diligência e nobreza.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

A Lei de preservação (*)
da divina NATUREZA
contém lições de grandeza
e de orientação,
para a sua proteção
adequada na medida,
que se torna requerida
pelo código de defesa.
Preservar a NATUREZA
é defender nossa VIDA.

PRESERVAR A NATUREZA
é dever do cidadão,
é preservar o futuro,
é servir à geração,
é garantir a EXISTÊNCIA,
um gesto de consciência,
de ética, sabedoria,
que constitui atitude
sensata, nobre virtude,
ação de cidadania.

(*) Lei de Crimes Ambientais ou Lei da NATUREZA - LEI nº 9.605/98.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

VEJA ESTAS IDÉIAS

UMA REFLEXÃO IMPORTANTE - RICARDO YOUNG

A POLÊMICA DO ESTALEIRO

leia e comente

Adeus Praia do Titanzinho?


10 Fev 2010 - 01h58min
Espantosa a discussão preliminar da implantação do estaleiro no Titanzinho. Não por conta da suposta ``falta de argumentos`` de quem é contra, mas da fragilidade, amparada em certa arrogância, nos argumentos de quem é a favor. A quem aponte ``romantismo`` para atacar posições de ambientalistas, surfistas e moradores da área, preocupados com impactos negativos que virão, pergunto: há um único empreendimento do gênero que deixou de trazer consequências negativas e imprevistas ao meio ambiente?
O transporte marítimo do equipamento para implantar o estaleiro polui o mar. Estaleiro constrói navios, mas também dá-lhes manutenção e desmonte, atividades de alto risco para o meio ambiente. E por que não combater a insegurança do farol do local com políticas comunitárias? Porém, o aspecto que considero mais preocupante é a posição de políticos a favor do estaleiro.
Se são ``empreendedoristas``, não sei, mas sei que surfistas não são, ou teriam como prioridade de fato a condição dos moradores do local. Não é novidade que o aspecto humano seja o menos relevante para decisões políticas no Ceará. O surfe tem potencial para ser uma das mais belas atrações do Estado. Quem pensa o contrário reforça o esquecimento e o abandono com que comumente são tratados os campeões do Titanzinho.
TÚLIO MUNIZ
Fortaleza-CE 
Fonte: JORNAL O POVO - 10 DE FEVEREIRO DE 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

a polêmica do estaleiro no TITANZINHO

O PODER DAS PLANTAS QUE CURAM

Apreciações sobre a Poluição Sonora

reflita

CRIANÇAS ESCREVEM SOBRE A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA

NOSSA ÁGUA

7/2/2010
É preciso ter água potável, senão como poderemos viver?
Eu adoro água.
Com ela, poderemos ter bastante fartura no sertão.
Água para beber, tomar banho, água nos rios, para o comércio e para os animais.
Eu bebo água todos os dias, para cuidar da minha saúde. Sem ela, como viveremos?
Por isso, eu cuido muito da água e você?
Na hora do banho, eu tenho cuidado para não desperdiçar água para que nunca falte na nossa vida.

Lígia Bessa Reis - 6º Ano. Colégio Dáulia Bringel
obs: Publicado na Coluna Infantil do Diário do Nordeste.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

VEJA COMO ESTÁ O QUADRO DE DERRETIMENTO DAS CALOTAS POLARES

livro interessante

leia este texto

Direitos humanos e direitos da natureza? Texto do Eduardo Galeano
Escrito por Rodrigo Travitzki
Seg, 13 de Abril de 2009 14:33
 
Os direitos humanos não surgiram no início dos tempos, como se pode imaginar. Eles são um
dos produtos do iluminismo, algo ainda recente na história humana. Hoje, as corporações
também têm "direitos humanos", como se fossem pessoas - o que alguns consideram uma das
grandes aberrações da modernidade, causa de muitos males que vivenciamos. Vale a pena v
er o filme "The Corporation"
. Se discute também os "direitos animais", principalmente na pesquisa científica e industrial, em
especial de produtos cosméticos. Mas e os direitos da natureza? A natureza deve ter direitos?
É isso que está sendo discutido na elaboração da nova Constituição do Equador. A coisa é
mais interessante do que parece. Veja abaixo um belo texto do Galeano.
A natureza não é muda
Eduardo Galeano
Brecha (semanário uruguaio)
 
O Equador está discutindo uma nova Constituição. Entre as propostas, abre-se a possibilidade
de reconhecer, pela primeira vez na história, os direitos da natureza. Parece loucura querer
que a natureza tenha direitos. Em compensação, parece normal que as grandes empresas dos
EUA desfrutem de direitos humanos, conforme foi aprovado pela Suprema Corte, em 1886.
O mundo pinta naturezas mortas, sucumbem os bosques naturais, derretem os pólos, o ar
torna-se irrespirável e a água imprestável, plastificam-se as flores e a comida, e o céu e a
terra ficam completamente loucos.
E, enquanto tudo isto acontece, um país latino-americano, o Equador, está discutindo uma
nova Constituição. E nessa Constituição abre-se a possibilidade de reconhecer, pela primeira
vez na história universal, os direitos da natureza.
A natureza tem muito a dizer, e já vai sendo hora de que nós, seus filhos, paremos de nos
fingir de surdos. E talvez até Deus escute o chamado que soa saindo deste país andino, e
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Direitos humanos e direitos da natureza? Texto do Eduardo Galeano
Escrito por Rodrigo Travitzki
Seg, 13 de Abril de 2009 14:33
acrescente o décimo primeiro mandamento, que ele esqueceu nas instruções que nos deu lá
do monte Sinai: "Amarás a natureza, da qual fazes parte".
Um objeto que quer ser sujeito
Durante milhares de anos, quase todo o mundo teve direito de não ter direitos.
Nos fatos, não são poucos os que continuam sem direitos, mas pelo menos se reconhece,
agora, o direito a tê-los; e isso é bastante mais do que um gesto de caridade dos senhores do
mundo para consolo dos seus servos.
E a natureza? De certo modo, pode-se dizer que os direitos humanos abrangem a natureza,
porque ela não é um cartão postal para ser olhado desde fora; mas bem sabe a natureza que
até as melhores leis humanas tratam-na como objeto de propriedade, e nunca como sujeito de
direito.
Reduzida a uma mera fonte de recursos naturais e bons negócios, ela pode ser legalmente
maltratada, e até exterminada, sem que suas queixas sejam escutadas e sem que as normas
jurídicas impeçam a impunidade dos criminosos. No máximo, no melhor dos casos, são as
vítimas humanas que podem exigir uma indenização mais ou menos simbólica, e isso sempre
depois que o mal já foi feito, mas as leis não evitam nem detêm os atentados contra a terra, a
água ou o ar.
Parece estranho, não é? Isto de que a natureza tenha direitos... Uma loucura. Como se a
natureza fosse pessoa! Em compensação, parece muito normal que as grandes empresas dos
Estados Unidos desfrutem de direitos humanos. Em 1886, a Suprema Corte dos Estados
Unidos, modelo da justiça universal, estendeu os direitos humanos às corporações privadas.
A lei reconheceu para elas os mesmos direitos das pessoas: direito à vida, à livre expressão, à
privacidade e a todo o resto, como se as empresas respirassem. Mais de 120 anos já se
passaram e assim continua sendo. Ninguém fica estranhado com isso.
Gritos e sussurros
Nada há de estranho, nem de anormal, o projeto que quer incorporar os direitos da natureza à
nova Constituição do Equador.
Este país sofreu numerosas devastações ao longo da sua história. Para citar apenas um
exemplo, durante mais de um quarto de século, até 1992, a empresa petroleira Texaco
vomitou impunemente 18 bilhões de galões de veneno sobre terras, rios e pessoas. Uma vez
cumprida esta obra de beneficência na Amazônia equatoriana, a empresa nascida no Texas
celebrou seu casamento com a Standard Oil. Nessa época, a Standard Oil, de Rockefeller,
havia passado a se chamar Chevron e era dirigida por Condoleezza Rice. Depois, um oleoduto
transportou Condoleezza até a Casa Branca, enquanto a família Chevron-Texaco continuava
contaminando o mundo.
Mas as feridas abertas no corpo do Equador pela Texaco e outras empresas não são a única
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Direitos humanos e direitos da natureza? Texto do Eduardo Galeano
Escrito por Rodrigo Travitzki
Seg, 13 de Abril de 2009 14:33
fonte de inspiração desta grande novidade jurídica que se tenta levar adiante. Além disso, e
não é o menos importante, a reivindicação da natureza faz parte de um processo de
recuperação das mais antigas tradições do Equador e de toda a América. Visa a que o Estado
reconheça e garanta o direito de manter e regenerar os ciclos vitais naturais, e não é por
acaso que a Assembléia Constituinte começou por identificar seus objetivos de renascimento
nacional com o ideal de vida do sumak kausai. Isso significa, em língua quechua, vida
harmoniosa: harmonia entre nós e harmonia com a natureza, que nos gera, nos alimenta e nos
abriga e que tem vida própria, e valores próprios, para além de nós.
Essas tradições continuam miraculosamente vivas, apesar da pesada herança do racismo,
que no Equador, como em toda a América, continua mutilando a realidade e a memória. E não
são patrimônio apenas da sua numerosa população indígena, que soube perpetuá-las ao
longo de cinco séculos de proibição e desprezo. Pertencem a todo o país, e ao mundo inteiro,
estas vozes do passado que ajudam a adivinhar outro futuro possível.
Desde que a espada e a cruz desembarcaram em terras americanas, a conquista européia
castigou a adoração da natureza, que era pecado de idolatria, com penas de açoite, forca ou
fogo. A comunhão entre a natureza e o povo, costume pagão, foi abolida em nome de Deus e
depois em nome da civilização. Em toda a América, e no mundo, continuamos pagando as
conseqüências desse divorcio obrigatório.
Publicado originalmente no semanário Brecha , do Uruguai.
Tradução: Naila Freitas / Verso Tradutores
Fonte:
Agência Carta Maior (23/04/2008) http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cf
m?materia_id=14956

conheça um pouco do Pantanal Matogrossense

Mapéamento das Aves e da preservação

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

NOSSA FAUNA AMEAÇADA

ESPECIAL MEIO AMBIENTE

VEJA ESTA NOTÍCIA

Aquecimento Global e crescimento das florestas

a polêmica do estaleiro

Leia este texto sobre a proposta de construção do estaleiro no titanzinho

PARA REFLETIR URGENTEMENTE

Artigo
Sustentabilidade ambiental e socioeconômica

Maria Tereza Bezerra Farias Sales
02 Fev 2010 - 01h38min
O rio Cocó como a maioria dos rios brasileiros tem sofrido muitas intervenções antrópicas, resultando em mudanças nas suas características naturais. Em seu leito médio, desde que cruza as áreas urbanizadas da região Metropolitana de Fortaleza, o rio passa a sofrer atentados à qualidade.

Os fatores que mais concorrem para as alterações físicas no rio Cocó são os aterramentos realizados com construções irregulares, o que se observa ao longo de todo seu percurso, principal mento no estuário.

Todas estas agressões ambientais têm mudado a sistemática hidráulica do rio, ocasionando um grande processo de assoreamento, resultando na elevação dos fundos, modificando o prisma de maré e consequentemente mudando o comportamento da movimentação das águas durante a subida e descida das marés. Tais ocorrências hidráulicas comprometem o avanço da água salgada e a necessária mistura com a água doce, fundamentalmente necessária à manutenção da vida do mangue, compreendendo flora e fauna.

Com a finalidade de proteger esse ecossistema, o Governo do Estado instituiu por meio de decreto, um Grupo de Trabalho com representação das instituições envolvidas com o processo, a exemplo da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) que gerencia o Parque e da Prefeitura Municipal de Fortaleza, além de representantes da sociedade civil e universidade, com o objetivo de desenvolver uma proposta de poligonal com vistas à regularização legal do trecho hoje compreendido como Parque do Cocó.

A definição da nova poligonal partiu da situação atual, englobando-se a maior parte do traçado anterior, excluindo-se as ocupações que surgiram no intervalo de tempo da instalação do parque aos dias de hoje, estendendo-se às novas áreas passíveis de preservação com fins de proteção da unidade.

Ressalte-se que alternativas de poligonais foram elaboradas e todas serão oportunamente apresentadas ao governador do Estado para definição do projeto que mais atenda sob a ótica da sustentabilidade ambiental e socioeconômica.

Maria Tereza Bezerra Farias Sales - Geóloga e pres. em exercício do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente
mterezafarias@yahoo.com.br 
fonte: JORNAL O POVO - 02 - 02 - 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SOLIDARIEDADE AO HAITI


A Solidariedade é um dos valores humanos mais importantes no processo de formação desenvolvido na Escola e fora dela. Devemos levar os jovens a reconhecer o valor de se preocupar com a situação dos outros e dar a eles sempre idéias de poder ajudar a quem precisa. Neste sentido é preciso desenvolver oportunidades de exercitar esta proposta de ação que vai além do conteúdo e tem profundas implicações com o verdadeiro sentido da escola que é preparar para a vida e para situações concretas no mundo em que vivemos.
O PROJETO SOLIDARIEDADE NA ESCOLA tem como premissas o sentido da Educação que visa desenvolver valores éticos e buscar incessantemente uma formação séria, concreta e que possa ser plenamente construída com exercícios concretos no processo de conhecimento à serviço da vida.

Projeto Desnevolvido pela EMEI MONSENHOR LINHARES